domingo, 14 de março de 2010

Relato Sobre Meu Desaparecimento


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Existem alguns momentos em que não há nada a se fazer. Apenas as ideias do que poderia ser. Não sabemos como agir diante de tamanha responsabilidade. Não sei bem o que vai acontecer a partir de agora, só sei que de tudo que aprendi, isso não enquadra em nenhuma categoria. Vou-lhes contar o que houve.


Certa manhã acordei respirando normalmente. Até que me levantei e caminhei para o banheiro. E lá ele estava: em frente ao espelho. Assim que entrei pude vê-lo. Cheguei perto do espelho e o olhei bem nos olhos. Onde, normalmente, em frente ao espelho eu me encontraria, encontrei outra pessoa. Eu continuava sendo eu, mas quando olhava no espelho via outro indivíduo, um desconhecido. Fiquei atordoado por um instante, mas imaginei que fosse algo momentâneo, que mais tarde aquilo iria voltar ao normal.


Saí de casa e fui comprar pão e leite na padaria que costumo frequentar. Sorri para o vendedor, fiz meu pedido e comentei sobre o jogo do dia anterior. Ele me respondeu e eu falei "É, Jorge, o Flamengo não está tão bem agora que trocou de técnico". Ele se espantou por um instante quando disse o seu nome, mas apenas assentiu com a cabeça. Logo depois disso, rapidamente saiu do balcão e entrou para o fundo da loja, onde não poderia vê-lo. Sem dar atenção ao comportamento do vendedor, voltei para casa.


Em seguida, me liga Gerônimo, me convidando para uma festinha em sua casa. Gerônimo possui um apartamento muito grande, ótimo para festas e encontros sociais. Fui tomar banho. Entrando no banheiro, vi que ele ainda estava ali. Me preocupei de sua fisionomia ainda estar ali, mas como estava em cima da hora, me apressei em ficar pronto.


Chegando no apartamento de Gerônimo toquei a campainha. Alguém que não conhecia abriu a porta. "Oi, sou amigo do Gerônimo". A pessoa me deixou passar. Havia muita gente no apartamento, estava intransitável. A maioria rostos desconhecidos. Achei que deveria ter perguntado a ele se haveria mais conhecidos meus na festa. Procurei por Gerônimo por alguns instantes e desisti. Achei que deveria conversar com alguém que estivesse por ali mesmo, e que ocasionalmente esbarraria com meu amigo.


Conversei com algumas pessoas por alguns instantes, pessoas que não conhecia. Contei-lhes sobre como havia conhecido Gerônimo e de nossa convivência na faculdade. Pediram para ver o documento, a carteira de estudante, me acharam muito novo para estar na faculdade. Procurei mas não encontrei. "Devo ter deixado em casa". Encontrei minha identidade e mais alguns papéis que não dei a devida atenção no bolso da trás de minha calça. Uma das pessoas, assim que retirei a identidade do bolso, a pegou de minha mão. Alguns deles riram, disseram que eu estava diferente e que aquela foto era muito engraçada. Um pouco irritado, arranquei a identidade de suas mãos e recoloquei no meu bolso traseiro, me afastando.


Procurei mais um pouco por Gerônimo (mas quantas pessoas desconhecidas!) e finalmente o avistei. Estava em um grande grupo, conversando. Por ser um grupo muito grande, e por não conhecer mais ninguém além de meu amigo, fiquei com vergonha de entrar no meio deles. Fiquei por perto tentando acenar para Gerônimo. Quando ele finalmente me viu, acenei vivamente, sorrindo. Ele apenas assentiu com a cabeça, levantando as sobrancelhas, dando um meio sorriso, mas logo desviou sua atenção para o grupo novamente. Havia olhado para mim como se não me reconhecesse, ou pelo menos como se não tivéssemos nenhuma intimidade, e eu o estivesse quase incomodando. Aquilo me deixou um tanto consternado, e resolvi voltar para casa.


No dia seguinte fui visitar meus pais. Havia combinado de almoçar na casa deles. Para evitar os aborrecimentos do dia anterior, resolvi não me olhar no espelho, com esperança de que isso fosse ajudar em algo. Chegando na grade da portaria cumprimentei o porteiro. Perguntou aonde eu ia, como se nunca tivesse me visto. Disse "ora, na casa de meus pais, no 401". "Qual seu nome?", perguntou enquanto interfonava. Antes que eu pudesse responder ele falou algo no interfone com meus pais e abriu. Talvez sejam muitas pessoas, não seria tão estranho ele não se lembrar de mim, afinal, vou muito pouco à casa de meus pais, e é um prédio com muitos moradores.


Ao chegar à porta do apartamento entrei, a porta já estava aberta. Encontrei minha mãe e meu pai sentados na sala. Assim que comecei a falar algo os dois olharam para mim e se levantaram. Seus olhares eram de confusão. Depois olharam-se. Me aproximei e eles recuaram. "Quem deixou você subir?", respondi que foi o porteiro. "Não está me reconhecendo?", perguntei. Olhei para minha mãe, e ela apenas olhava assustada para meu pai. Ele pediu para que eu me retirasse imediatamente ou iria chamar a polícia. "Mas pai, sou eu, pai! Sou eu..." mas não consegui dizer meu nome. Resolvi pegar minha identidade. Quando a olhei fui tomado pelo horror. A foto de minha identidade não era de meu rosto, mas sim, a do homem estranho que vi no espelho de meu banheiro. Além disso, estava escrito um nome que não conhecia. Diante disso nem havia como argumentar com eles, afinal, nem eu sabia mais quem eu era. Totalmente transtornado, saí correndo de lá, aos prantos e voltei para minha casa.


Já em casa, procurei por fotos minhas, mas não achei. Me condenei pelo fato de nunca ter me importado muito com fotos. Definitivamente, não havia como provar que aquele homem não era eu. Para me convencer de meu desaparecimento do mundo real, resolvi tentar uma última vez. Combinei com a garota com quem estava saindo de nos encontrarmos no shopping, lugar onde não haveria risco de ocorrer algum escândalo. Chegando ao local marcado, a avistei. E ela a mim. Mas nada fez, continuou esperando por "mim". Para comprovar sua inocência, ainda lhe perguntei as horas e ela respondeu com a maior naturalidade, mal desviando sua atenção a mim.


Me afastei, mas continuei de olho nela. Meia hora depois ela liga para meu celular. Lhe digo que houve um imprevisto e que não poderei encontrá-la. Depois disso ela se levanta de onde estava e começa a se dirigir para a saída do shopping. Antes disso a intercepto e começo a conversar com ela. Ela realmente não se lembra de mim. Por conhecê-la um pouco, falo e faço as coisas certas, e logo estamos em sua casa, em sua cama. Saio no meio da noite enquanto ela dorme.


Uma vez em casa, procuro por objetos, papéis, documentos, que provem às pessoas quem eu sou, mas mais uma vez nada encontro. Me dou conta de que antes de convencer os outros, deveria me convencer antes, pois já estava começando a desconfiar de mim mesmo. Não havia nenhuma evidencia de que eu não era esse outro homem. Por isso fiz o que parecia ser mais sensato no momento: resolvi assumir a identidade desse homem. Decorei o seu nome e passei a me identificar como sendo ele, embora não tivesse a menor ideia de quem ele era. Arranjei um novo emprego, e comecei a frequentar um novo círculo social.


Os anos foram passando e já havia me acostumado com a situação. Já nem pensava mais nele.
Até que um dia andando pela rua me acharam.

-Carlos!
-...
-Carlos!!! Cara, você sumiu! Por onde tem andado?
-Ah, você sabe... por aí... ("Carlos?", pensei)
-É, Carlos, tu desaparece, nem dá sinal de vida.
-Tive uns problemas aí... bom, todo mundo tem problemas, não foi nada de mais. A vida leva a gente pra lugares que agente nem imagina, sabe? Num momento estamos aqui, num outro... nem sabemos mais onde estamos.
-Sei... Bom, devo ir agora. Não some não, hein?
-Pode deixar! Até.


Volto para casa. Me olho no espelho e lá estou eu novamente. Após todos esses anos, aqui me encontro outra vez. Nem um sinal do homem misterioso, mal posso acreditar. Resolvo vasculhar a casa novamente. Embora sejam poucas, acho algumas fotos minhas, e alguns objetos que só poderiam ser meus, como um caderno de desenhos de quando era pequeno. Embaixo de um móvel acho minha identidade, com o meu nome escrito nela. E com uma foto minha. Pego minha carteira e procuro a identidade do tal homem, mas não consigo mais a encontrar. Parece que definitivamente ele se foi.


E tenho vivido normalmente como eu. Por muito tempo não tive notícias do tal homem, até que certo dia o vi andando pela rua, com o olhar perdido e de desamparo, mas preferi não pará-lo para conversar. E por que haveria de falar algo com ele? Não tenho a menor ideia de quem seja...



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Os Ossos Estalando

domingo, 7 de março de 2010

Lado Obscuro das Emoções



Certo dia, as pessoas da vila X acordaram um pouco melancólicas. Com o passar das horas, a melancolia se transformou em tristeza. E depois, em depressão profunda. As pessoas já não conseguiam fazer mais nada, apenas ficar sofrendo. Começaram então todas a chorar, histericamente, embora não soubessem o porquê. As horas foram passando e não conseguiam parar de chorar. Começaram a aflorar os sentimentos suicidas. Em mais algumas horas, as pessoas começaram a se suicidar, até que não sobrou mais ninguém na vila.

Certo dia, as pessoas da vila Y acordaram alegres. Com o passar das horas, a alegria se transformou em animação. E depois, em entusiasmo eufórico. As pessoas já não conseguiam fazer mais nada, apenas ficar num estado de júbilo eufórico descontrolado. Começaram então todas a rir, histericamente, embora não soubessem o porquê. As horas foram passando e não conseguiam parar de rir. Começaram a aflorar os sentimentos suicidas. Em mais algumas horas, as pessoas começaram a se suicidar, até que não sobrou mais ninguém na vila.



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Interações Pós-Podrão

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Representação dos Espelhos

(clique para aumentar)




Fico sob mim
Enquanto estou sobre a minha cabeça
Piso nos meus próprios pés

Posso me ver
Enquanto o outro eu me retorna o olhar
Pois nós somos o mesmo

Estou atrás de mim
Ao mesmo tempo que estou
Em frente à minha forma

No infinito distante
Vou ao meu próprio encontro
Num tempo e espaço incertos

Todas as minhas representações
Quando se encontram
Nada mais são

Desaparecemos



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Uma fábula kafkiana

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Os Ensinamentos do Grande Sábio

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É, enquanto é bom, é bom

Depois, fica ruim
(Sr. Begônio)



O homem viajou até o extremo oriente para encontrar o maior sábio dos últimos séculos.

Economizou durante muitos anos para poder realizar a viajem. Deixou de comprar boas roupas, boa comida, e de passear com a mulher e os filhos, para que pudesse trabalhar amargamente, sem parar, sob a promessa de que encontraria o grande sábio, e que, com seus ensinamentos, pudessem ser muito, muito felizes.

Chegando no país obscuro, se informou sobre como chegar no tal endereço do sábio. O nativo apontou para uma floresta escura e amedrontadora. O homem entrou mata adentro. Passou sete dias procurando o endereço utilizando as instruções fornecidas pelo nativo. "Você deve caminhar até encontrar o leão azul. Depois que matar o leão azul (utilizando um graveto de madeira) achará a próxima coordenada".

O homem encontrou o leão; quase morreu no combate, mas o amor por sua família o manteve de pé. Matou a fera, batendo diversas vezes com um graveto em sua cabeça azul. Depois abriu a boca do animal e encontrou a próxima coordenada. Deveria se jogar do abismo próximo ao lugar onde encontrou o leão, pronunciando algumas palavras que estavam escritas no papel.

O homem caminhou, achou o abismo e se jogou, dizendo "Harere Quirt Apoir Aswertu". No meio da queda foi teletransportado para fora da floresta, na cidade. Na sua frente estava a última coordenada, que dizia: "Ande para frente". O homem andou para frente e bateu com a cara no portão de um prédio. Apertou no interfone onde dizia "GRANDE SÁBIO".

Abriram o portão. Logo antes de entrar, notou que o prédio ficava exatamente em frente ao lugar onde encontrou o nativo que lhe informou como chegar ali.

Subiu até onde morava o sábio. Tocou a campainha. Um homem muito velho, de pele enrugada e barba branca, abriu a porta.

-Mestre, ó, mestre! Que emoção encontrá-lo!
-Ehr, eu não sou o Grande Sábio. Sou seu secretário, Alfred. Aguarde aqui que vou anunciá-lo.

Em momentos, foi levado até a sala do sábio. Havia uma porta muito grande, onde havia escrito "GRANDE SÁBIO". A porta se abre. Em uma espécie de trono, está sentado o sábio.

Para a grande surpresa do homem, o sábio nada se parecia com o que imaginava. Não tinha cara de oriental, fazia mais um tipo alemão ou francês. E não era velho, devia ter uns 30 e poucos anos. Também não possuía uma imagem fragilizada, muito pelo contrário, possuía a pele queimada de sol, e certamente praticava musculação. Suas roupas eram contemporâneas e ocidentais, extremamente na moda, como se estivesse para sair na noite.

O homem entrou num estado de choque quando viu o Grande Sábio:

-Mas eu pensei...
-Já sei, é o que sempre me falam os poucos que conseguem chegar aqui. Como você demonstrou merecer o nosso encontro, irei partilhar meus mais profundos conhecimentos com você.
-Sim, sim! Por favor!
-Pois bem... em primeiro lugar!
-Sim, diga!
-As coisas... são.
-Sim, claro, as coisas são!!!
-Fique calmo, ainda não terminei.
-Oh, desculpe.
-As coisas são... ou não são. Podemos dividir o Universo entre as coisas que são, e as que não são.
-Entendi. Digo, entendi o que disse, mas não o significado.
-Não precisa compreender agora. Com os anos, vai fazer sentido.
-Entendo...
-Em segundo lugar: sendo que algumas coisas são, e outras não são, concluímos que: tudo que é bom, é bom. Depois, fica ruim.
-É verdade, como nunca havia pensado nisso.
-Você não é um sábio.
-Sim, é verdade. Por favor, Mestre, diga mais!
-E por último, também podemos concluir que: 1+1=2.
-Sim, mas... disso eu já sabia.
-Claro, o que você não sabia é que isso é uma consequência das outras coisas que falei.
-Entendo.
-Bom, é isso.
-O que?
-O que eu tinha pra falar.
-Você diz que... não tem mais nada a ensinar?
-Não, nada. Você não precisa saber de mais nada.
-Mas isso é ridículo! Quer dizer que me esforcei durante anos, quase morrendo para conseguir chegar aqui, só para ouvir essas coisas ridículas???
-Elas não são ridículas.
-São sim.
-Alfred, diga a ele que estas coisas não são ridículas.
-Sim, senhor. Essas coisas não são ridículas.
-Ouviu?
-Claro que ouvi. E daí? Só por que Alfred disse, as coisas deixam de ser ridículas?
-Sim. Alfred sabe das coisas. É um homem muito sensato.
-Eu também sou sensato e estou dizendo que o que disse é ridículo.
-Bom, não posso fazer nada mais por você. E, aliás, você nem pode reclamar.
-Ah, é? Por que?
-Ninguém lhe obrigou a vir até aqui. Veio por que quis.

O homem voltou para casa e reencontrou sua família. Ele contou sobre as coisas que o Grande Sábio falou e eles viveram felizes para sempre (apesar de nunca saberem se foi por causa dos ensinamentos do Grande Sábio ou não).




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Sentimentos Holográficos - ou - Os Crânios Macios


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Será Que Quando Eu Crescer Eu Vou Transar? - ou - Buscas ao Meu Blog

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Já estava querendo fazer este post há algum tempo. Como não preparei nada direito pra hoje, achei que era uma hora boa.

Aqui embaixo há uma seleção que fiz das buscas mais esdrúxulas que deram no meu blog.

Através do SiteMeter (ferramenta de blog), consigo ver como as pessoas chegam até aqui.
Não se preocupe, você que procurou por sexo bizarro e outras coisas estranhas, eu não consigo ver quem fez as buscas, apenas o site que a pessoa estava quando clicou no meu.

Acreditem ou não, estas combinações de palavras deram no meu blog, através do Google.
É interessante ver um pouco do que as pessoas buscam na internet.
Escolhi não alterar os erros de ortografia para preservar a integridade "poética" dos "versos".

Espero que gostem, esses "versos" formam uma espécie de poema grotesco...




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MAE BRASILEIRA TREPANDO C FILHO
menstruação sem sangue
vou enventar o nome do meu filho
destruo
babiesarefun
eu nao janto
quero um poema bem romantico pra colar no perfil do orkut para um menino q estou ficando e quero ir alem disso

beijar na menstruaçao
beijo bem nojento
porque as pessoas bebem sangue de menstruação
carta termino de namoro

carta te odeio
nextel e uma bosta
sangue de mestruação no café pode deixar um homem louco
lesbicas lutando no ringue
mãe ensina filho a tranzar
recador pra namorado origianal e um glog bem bonito

quem inventa palavras cria?
atos heroicos de animais
carta para terminar o namoro
porque as mulheres colocam sangue no café
a menstruação não para
beber sangue da mestruaçao
menstruação é merda
menstruaçao muito sangue escorrendo
carta para terminar o namoror acabar com a pessoa
textos muito massa
comentarios sobre ana luisa abre-nos as portas da sua casa onde é violada
fabricação trident de maracujá
encenaçao de um parto
porque algumas mulheres gritam quando dao o cu
pode fazer filho no cu
mulheres chupando um pintão na praia
mestruaçao o mes todo
estou menstruada ha mais de um mes
contos mel chantilly
moçasexibindo sexo
pq as mulheres chupa o pipi dos homens
estudo profundo sobre a mestruação
www.contos com mocinhas tranzando
pintões
minha vagina esta sangrando e estou com dor no perereca do lado esquerdo
vaiores gostosas
quantos dura vedor de um pum
porque a mentruação muda de cor
lambi sobre a sunga

impostação para tocar
Fisiologicamente
um o homem botando o pinto no cu da mulher
colocando o chantilly no cu
metidas com pintos enormes

por favor menstrua na minha boca
a mulher chupando o pinto do bebe~
mocas querendo da o cu
mulher lanbendo o coco e transado ou mesmotempo
"homens sem sunga"
obre uma historia de quatro garoto roubando frutas na barraca
imagem de homem botando o pinto na piriquita da mulher
mulheres gostam de crem de chantily no sexo?
contos gay eu menino de 10 anos chupei o penis do vizinho pro vingança
podres de boas e tetonas homem 39 anos poem pedaço de massa pela ureta
 
SERÁ QUE QUANDO EU CRESCER EU VOU TRANSAR?


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Ovelhas Amargas

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Amores e um Século

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E o amor, aquele amor enorme, aquele amor cheio de gente, grande pra caralho, amor que entope os canos. Esse amor de gente maluca e esquizofrênica, que gosta de bater a cabeça na parede e de jogar dardos em estrume. Amor de pernas compridas, vestindo bota de plástico amarelo, cozinhando bife com batata frita, em cima da montanha. Devendo dinheiro e coberto de chocolate quente. De manhã cedo e sonhando com as pessoas do ódio negro. Fazendo musculação com o poste e escrevendo leis lógicas. Dentro do disco de prata no museu e com medo de sair na rua. Sapateando na farda verde e se segurando pra não cair no abismo. Guardado no pote de sorvete e pegando um avião pra França. No fone de ouvido metálico e na aba do chapéu. No meio do fogo da churrasqueira e dentro das pálpebras. Se jogando no fosso do elevador e atarraxando as porcas. Mastigando madeira e conferindo as notas fiscais. Na areia do deserto e no lado do fio dental. Saindo pelo chafariz e arrastando bolas de ferro. Dizendo "as facas são de boa qualidade" e "Certamente sou hermafrodita". Vestindo roupa de balé e espancando mendigos. Sendo usado como tempero e pintando a unha com esmalte roxo. Sendo usado para assassinar padres e como lubrificante íntimo. Sendo lançado como bola de boliche, na cara dos presidentes de associações de moradores. Correndo pelado pela rua enquanto se masturba freneticamente. Tentando despedaçar a parede do banheiro, já que acabou o papel higiênico. Chupando cabo de eletricidade e chutando almofadas macias.


Amor de pata. E de coice. Amor de tangerina podre. Amor com cubos de vidro derretendo. Amor sabor catarro. O amor que achei dentro do sanduíche. O amor que falou sobre os telefones incendiários. Amor que colocou silicone na barriga.


O amor já chegou dizendo que estava querendo mudar de vida, gostaria de pedir um conselho. Disse que estava puto com as coisas. Eu disse que ele devia evitar as coisas. Mas é difícil evitar as coisas, elas estão em todos os lugares, ele falou. Quais coisas você quer evitar? Todas, ele respondeu, todas as coisas que existem. Qual o problema das coisas? "O problema é que elas existem". Mas é claro, falei. "Pois é, mas eu não existo".


O menino estava andando e tropeçou. Bateu com a boca em uma lata enferrujada e quebrou os dentes. Foi levado para o hospital. Alguns dias depois, estava com a cara toda infeccionada, apodrecida, cheia de pus. Tiveram que arrancar os dentes todos, mas não adiantou. "Vamos ter que arrancar a cabeça fora, para não comprometer o resto do corpo". Botaram a cabeça do garoto na guilhotina e perguntaram se ele queria dizer algo antes que cortassem sua cabeça fora. Ele disse: Isso é AMOR.


A mulher estava em casa. Entraram 15 ladrões. Quebraram tudo, reviraram a casa. Perguntaram pelas jóias. A mulher disse que não tinha. Ameaçaram matá-la caso não as entregasse. A mulher chorou e disse não estar mentindo. Os homens pegaram canos de ferro para espancar a mulher. Enquanto isso chegava o marido. Viu o que estava acontecendo do lado de fora. O marido entrou munido de muito amor e partiu para cima dos ladrões. Eles estraçalharam o marido e depois estupraram a mulher antes de matá-la. Com amor.


O garotinho foi até a privada. Ele nunca havia utilizado esse dispositivo urino-fecal. Sentou-se com muita dificuldade e despejou tudo lá dentro. Depois chamou a mãe. "O que é isso, filho?", "É amor, mãe".


O amor chegou na churrascaria cedo, no início da tarde. Ele começou a comer. Comeu muito, durante várias horas. "O senhor está bem? Não acha que já comeu demais?", "Não, estou com fome, ainda". E ele continuou a comer. Depois de mais algumas horas, começou a berrar de dor. Em pouco tempo seu corpo começou a rachar. Mas não parou de comer. Poucos minutos mais tarde, quando faleceu de tanto comer, alguém comentou: "O amor não é propriamente algo, ele é tudo o que não é".


E as pessoas continuaram sendo elas mesmas. E eu aqui, sendo o que não sou.



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O Bloco Humano
Uma visão apocalíptica do carnaval.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Suturas

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Sorvetes
Tempestades solares
Código de Hamurabi
Bicicleta de antologia
Clérigo de coleira
Ratazanas soltas
Sacos de lambuja
O sonho de Rigoletto
Saias catequisadas
Quanto tempo, tempero
Saídas de Janeiro
Fórmulas de papiro
Requeijão brasileiro
Fogos de artifício
Sonolências do cosmos
Périplos a dar pro povo
Ondas de quizumbas
Só chove se for Dezembro
Agora, é pras cervejas
De novo, só de futuros
As casas



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Sempre Como na Primeira Vez

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sobre uns Troços

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Há mais ou menos muito tempo atrás, bom, pelo menos uma quantidade razoável de tempo atrás, vários anos, , aconteceram várias coisas, várias coisas que várias pessoas fizeram, várias pessoas diferentes que fizeram coisas que foram muito importantes pra uma parte bem grande da humanidade, , pessoas que fizeram coisas, de certa forma, significativas, e que foram consideradas importantes por quem estuda esse tipo de coisa, , esse troços, o que aconteceu foi que tiveram, assim, várias pessoas que se juntaram, , e aí elas todas queriam alguma coisa, e elas se juntaram e exigiram que outras pessoas fizessem troços pra elas, , troços importantes que elas queriam muito, e pra conseguirem isso elas tiveram todas que se juntar, , e que fazer umas espécies de revoluções e cometer suicídio coletivo, esse tipo de coisa, e então quando algumas das coisas aconteciam, essas coisas que elas queriam, elas ficavam muito felizes, e comemoravam e tal, mas se não acontecia nada elas ficavam irritadas e violentas, e faziam várias outras coisas e chamavam outras pessoas ainda, pra conseguir fazer o que elas queriam, e se elas não conseguissem, as pessoas que chamaram, elas cometiam suicídio e muitas pessoas ficavam com pena delas, enquanto outras começavam a considerá-las muito legais e importantes pra humanidade, mas caso as coisas acontecessem, as pessoas que queriam as coisas seriam consideradas herois, e seriam muito amadas pelas pessoas todas, ou então poderiam ser consideradas ruins e cruéis, fazendo com que todo mundo odiasse elas. As coisas sempre foram assim, desde sempre, e são assim ainda hoje, , só que as coisas que aconteciam antigamente não acontecem mais hoje, só algumas, às vezes, mas geralmente, hoje acontecem outras coisas, diferentes das coisas antigas. As coisas de hoje são diferentes das antigas pois os tempos mudaram. Muito. Os tempos mudaram, justamente, por que várias pessoas se juntaram e fizeram com que outras pessoas fizessem o que elas queriam, então, as coisas que essas pessoas queriam, acontecendo de fato ou não, mudaram as coisas. Só o fato de as pessoas terem sido chamadas e tentado mudar as coisas, mesmo não conseguindo, mudou uns troços. E hoje nós vivemos sob essas mudanças dos troços, ou de sua tentativa de mudança dos troços. A gente se levanta todo dia, vive o dia, dorme, e não se da conta de que o nosso dia é assim, justamente, pela mudança de troços, ou não mudança de troços. Se não tivessem tido tentativas de mudar troços e coisas, nossa vida iria ser toda diferente. Teriam várias coisas diferentes, e nossa vida seria diferente por causa disso. Sem essas mudanças ou tentativas de mudanças poderiam ter coisas melhores, ou coisas piores. Se tivessem acontecido mudanças boas, hoje poderíamos ter coisas melhores ou piores. Não da pra saber, sabe? E se tivessem acontecido mudanças ruins, poderiam, também, ter coisas melhores ou piores hoje. Isso acontece pois uma mudanças boa antiga poderia ser algo ruim hoje. E uma mudança ruim, poderia ser um troço bom, pra gente que vive hoje, . O mesmo vale pras tentativas de mudanças, tenham sido elas ruins ou boas, na época. Portanto, não podemos ficar nos lamentando se um troço ou outro aconteceu ou não, ou achando bom que aconteceu algo ou não aconteceu algo. Pois essas coisas, as mudanças ou não mudanças, poderiam, hoje, ser tanto boas quanto ruins, tantos as mudanças que eram boas quanto as que eram ruins. Não tem como saber. O melhor é ficar quieto e não pensar.
Mais simples.



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Noite poética
E Sangrenta

domingo, 17 de janeiro de 2010

Aplausos da Plateia

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-Boa noite, telespectadores! Estamos começando mais um Domingo com o Taturana, o prograna com a maior audiência da história.


(Aplausos da plateia)


-Hoje teremos várias atrações imperdíveis, grandes artistas da nossa geração, desse século, quiçá, desse milênio!!!


(Aplausos da plateia)


-Vamos chamar agora ao palco a banda Berenice Comeu Pastel de Feijão!


(Aplausos da plateia)


-Sejam bem vindos ao Domingo com o Taturana! Vamos conversar com o vocalista Jarst Wergon.
-Olá, Taturana, e um olá para esta plateia maravilhosa.


(Aplausos da plateia)


-Então, Jarst, fale-nos um pouco sobre o novo CD de vocês. "A Bisnaga de Fogo" é o nome dele, certo?
-Isso mesmo, Taturana. Esta semana estamos lançando nosso terceiro CD, que apesar de ser o pior, dá pra ouvir.
-Como?
-É, isso mesmo. Não tivemos ideias muito boas recentemente, pelo menos comparando com os outro CDs...
-Sei.
-...mas não quer dizer que o disco seja ruim, só é pior que os outros.


(Aplausos da plateia)


-Fale-nos um pouco sobre as música deste novo trabalho.
-Bom, os estilos variam bastante, assim com as letras. Nossas influências vão de música expressionista alemã até axé music, passando por Bjork, Egberto Gismonti, Wando, Richard Clayderman, André Rieu, Seal, John cage, por aí...
-Entendi.
-As letras falam de assuntos variados. Tentamos falar sobre temas diferente do usual. Pensamos que já existem músicas demais que falam dos problemas da pobreza. Então fizemos algumas músicas sobre os ricos, os seus problemas, suas tristezas. Só por que a pessoa é rica não quer dizer que seja feliz! Os ricos sofrem, tem sentimentos e necessidade de carinho e amor, assim como todo mundo que é pobre. Pensem nos ricos também, eles precisam do nosso calor e compaixão!!!!


(Aplausos da plateia. Com entusiasmo.)


-Você tem toda razão - diz Taturana, enquanto enquanto enxuga uma lágrima - o que mais poderia falar?
-Bom, fizemos uma música sobre pedofilia, afinal, tem pessoas que gostam disso, mesmo sendo crime, e apenas falar sobre isso em uma canção não é ilegal...
-Claro.
-...também fizemos músicas sobre a vontade de morrer, já que muitas músicas falam sobre a vontade de viver. Imaginamos que as pessoas que querem morrer vão ficar muito felizes com a mensagem de morte que essas músicas passam.
-Sei.
-E bom, o que, mais? Não me recordo mais. Ah, sim. Tem uma música que fala sobre o amor de dois hermafroditas, que se revezam no papel de homem ou mulher na hora do sexo.
-Que interessante. Desejo boa sorte com o disco de vocês.
-Obrigado, Taturana! Só gostaria de acrescentar que nós v...
-Faremos uma pequena pausa para os comerciais e já estaremos de volta.


(Aplausos da plateia)


COMERCIAIS


(Aplausos da plateia)


-Estamos de volta com o Domingo com o Taturana. E agora com vocês, o grande artista, Manganabo!!!


Aplausos da plateia.
As cortinas se abrem.


-Eu sou um artista, um grande artista, um dos maiores artistas do mundo, um dos maiores da história.

Então Manganabo pega sua shotgun e dá um tiro na cabeça da voluntária, que sorri intensamente por saber que está fazendo parte de uma obra de arte muito importante. O publico se levanta e aplaude de pé por um longo tempo, com muito gritos fanáticos:
-Bravo, bravíssimo!
-Gênio, gênio!
-É arte, a mais pura arte!
-Eu te amo, casa comigo!
-Nada se compara à sua arte, Manganabo!
-Eu também quero virar um objeto artístico!

Então Manganabo manda o outro voluntário subir no palco. Ele pede para ele pegar o corpo da mulher morta e segurar em seus braços.

-Agora sorria. Isso, mais, mais! Eu quero um grande felicidade, uma alegria descomunal!

E assim o voluntário fez. Então Manganabo pega a sua espada e começa a cortar a garganta do voluntário. Logo o voluntário começa a agonizar em dor e solta o corpo da morta.

-Não, não! Você tem que ficar segurando o corpo. Você deve morrer segurando ela, essa é a imagem que criei em minha mente artística.

O voluntário se abaixa e, com muito esforço, pega o corpo morto de cabeça estourada. Manganabo continua a cortar pescoço do voluntário até arrancar fora sua cabeça. O voluntário, morto, cai sentado na cadeira que havia atrás dele, segurando o outro defunto.


(Aplausos da plateia)


-É uma grande honra tê-lo em nosso programa, Manganabo!
-Sim, eu sei. Eu sou o melhor.
-Por favor, conte-nos sobre o seu trabalho.
-Bom, na minha infância meus pais não me deram muita educação. Meu pai era açougueiro e minha mãe prostituta. No dia em que completei 10 anos de idade, meus pais foram mortos por um homem que carregava uma espada, sem nenhuma razão aparente. Ele simplesmente nos parou na rua, e esquartejou meus pai, na minha frente...


(Plateia se assusta)


-...depois disse: "Vai e faz com os outros o que fiz com seus pais", e me entregou a espada. Assim que ele virou de costas cortei sua cabeça fora...


(Risos da plateia)


-...passei então a trabalhar como esquartejador de aluguel. Eu era muito bom, e não existem muitos na nossa cidade.
-Entendo.
-Após matar muitas pessoas, comecei a ficar um pouco entediado. Era muito monótono ficar apenas cortando os pedaços da pessoa, e etc... Comecei a matá-las de forma artística, fazendo belas esculturas de carne. Ou então fazendo colagens com os pedaços do corpo, algo que lembra um pouco as técnicas surrealistas de criação.
-Sim, claro.
-Por último, gostaria de aproveitar que estou em rede nacional, no programa de maior audiência da história, e realizar minha última obra de arte.
-Poxa, que bom! Vamos, realize-a!

Então Manganabo levanta sua espada e parte para cima de Taturana enquanto grita palavras inventadas por ele mesmo. Por sorte, Taturana consegue sacar sua arma e mata Manganabo com 27 tiros.


(Aplausos da plateia)


-Bem, e agora, a última atração de hoje!


(Aplausos da plateia)


-Com vocês, Manimey Ohandna, o homem que se auto-explode!


(Aplausos da plateia)


-Seja bem vindo ao Show do Taturana!
-Obrigado, Taturana.
-Então, conte-me sobre seu número de mágica.
-Bom, não é um número de mágica, é real.
-AHAHAHAHA


(Aplausos da plateia. E risos)


-Ok, você pode realizar o seu... qual o nome que você dá para seu... "ato"?
-"Explosão".
-Ah, ok. Com vocês, Manimey Ohandna, com sua "Explosão"...


BUM


(O estudio de gravação explode. Assim como o prédio onde o estúdio se encontrava. E o quarteirão onde o prédio se encontrava. E os bairros próximos também)



(Aplausos da plateia)




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Bebedeira Surrealista.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Poema de um Homem de 65 Anos de Idade

.
Já são
65 anos

O tempo passa rápido
Queria voltar a ser novo
Pra namorar meninas jovens

Mas digo isso
Com um sorriso no rosto

Toma este calendário
Está sobrando
Não preciso dele





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Retrospectiva 2009:
Amores Efêmeros 2

domingo, 3 de janeiro de 2010

Coisas Mundanas

.
Todas as cores estavam presentes na passagem pelo portal
O menino cósmico se revelou conhecedor das coisas mundanas

O céu ficou cheio de pensamentos leitosos
E o chão desabou sobre o vácuo inexistente

Para os que não são daqui
Que se mudem

Para quem possui algo que não é meu
Que me devolva

Não existe nada numa outra dimensão
Mas aqui existe tudo que não se pode existir

Da palavra que sai de minha boca alada
Emana o cheiro retilíneo renovador

Para que rolar no chão
Se ele desabou

Melhor contar quantos dedos ainda tenho
Debaixo do céu da boca

O menino cósmico tentou fritar um ovo
Mas explodiu a cozinha

Agora que os que não eram daqui se mudaram
Acolheremos os que já são daqui

Olhando para o céu, o menino cósmico aprendeu
Que todos os dias podemos ver as cores do portal

Não apenas em ocasiões especiais
Pois elas não existem

O que existem são pessoas.





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Do futuro ano anterior