domingo, 13 de junho de 2010

Literatura Twitterística

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Como o Frabrício Carpinejar lançou um livro só de textos que ele postou no Twitter, resolvi fazer uma seleção das minhas twittadas preferidas e postar aqui para os senhores. São mini-poemas, microcontos, pensamentos, coisas sem sentido, drama, tristeza, alegria,
gente morrendo, etc... Selecionei 50 textos, acabei tirando algumas coisas que gostava, se não ficaria um post grande demais (bom, acabou ficando meio grande). Pra quem ainda não sabia que tenho twitter: http://twitter.com/RafaelSperling


***


Esse é um momento muito especial, descartavelmente momentâneo, transitoriamente efêmero, rapidamente sublimático, ínfimo. Pronto, passou.



"Na minha cama está a gasolina de ontem. E a árvore esmaga a moça relativa. Quando ameixas choram, imagino sonhos de outros Novembros."


Cidades separadas, a ponte sobre as águas, os olhos daquela moça. Noutro dia ainda falo, desses sonhos de revolta, já não somos tão distantes.


Aparando a penugem do meu canhão sub-atômico, antes da sair de casa e assassinar pequenos animais, e esmagar pedras portuguesas com as mãos.


Depois de levantar voo, viu que o céu e a terra foram se afastando, um do outro, até se perderem de vista, sumindo no "horizonte".


Então caímos todos pelados em cima do grande abacate das trevas, e ele disse: "Sabe, no dia em que eu virar uma manga, teremos a paz-verde."


Foi aí que tudo ficou assim, parecendo um mamão estourado, não deu pra entender mais nada. Tentaram me convencer de comprar um ralo amarelo.


Hoje o calor esquentou os meus miolos e fez sair uma espuma verde e roxa pelas minhas orelhas. Foi uma sensação peculiar e de muito prazer.


Depois de comer a parte esquerda do cérebro da menina, parei e pensei. Olhei para o céu. Estava bonito. Então, comi o lado direito.


"AAAAHHHH, não!!!!! OOOOOHHHHHIIIIIIIAAAAAEEEEIIIIIUUUU!!!! PIAPIAPAIPAI (PEU) IuiauiuaiuaiuJegue", foi o que ele disse antes de cair morto.


E no meio do silêncio dos olhares, os dois tiveram um breve momento de comunicação. Pena que foi mal interpretada. -Tenho que ir. Até um dia.


Meu dedo anelar está dizendo como ele aprecia trufas de chocolate. E... o que? Há, e ele diz está ficando com fome. E isso o deixa violento.

A garganta está afônica, não há como negar. Foi de ficar gritando enquanto corria nu pela cidade, tentando copular com as mulheres indefesas


O exército de robôs está se aproximando. Estão apontando suas armas para cá. Poderia correr mas seria em vão. Estão disparando na minha dire


Não, por favor, não arranque a minha cabeçaaaaaaa;..dsfsjf......Olá, aqui é a pessoa que arrancou a cabeça do Rafael. Não tinha nada dentro.


É isso mas não é aquilo que é, é apenas o que não é, de forma que nunca poderia ser outra coisa sem ser o que não é, e não o que é.


"Passei a noite em claro tentando apagar o fogo de meu pênis. De manhã, já não restava mais do que 20% do meu órgão genital".


É, enquanto é bom, é bom. Depois, fica ruim.


Obalaláaaaaaaa, tchururubébaaaaaaaa, nanananão, la-la-la-la-raaaaaaaaaaaaa, oh yeah, pá-pá-pá-pá dumdumdumdummmmm...


A melhor lembrança que tenho é de quando ganhei uma bala como troco. E a pior foi quando um cara não tinha troco e teve que me dar uma bala.


Vou ao meu próprio encontro, num tempo e espaço incertos. Todas as minhas representações, quando se encontram, nada mais são: desaparecemos.


Foi aí que o assassino intergalático aterrisou na Terra, com seu canhão sub-atômico em mãos, e com a expressão mais aterrorizante disse: Oi!


Béri béri, ânoga ânoga, tringlê youuupa. Qê?


Tentando desvendar o que ainda não me dei conta; o que está sempre por perto, mas nunca aparente. Talvez sejam as coisas que não existem.


Jogando as bolinhas de gude sonolentas nas cabeças das crianças tontas e as bigornas fáceis do lado de lá do horizonte casto mais próximo.


As coisas são e as não-coisas não são.


O bom da comida é que a gente pode comê-la. É algo normal.


O chão caiu e se espatifou na minha cabeça, bem no meio do voo terrestre, rachando os céus e estraçalhando o ar da atmosfera.


O pedregulho tentou me esmagar, mas eu o soquei, fazendo com que explodisse e matasse todos a minha volta. Depois tomei sorvete e caminhei.


Mas é que... CUIDADO, uma gaivota! (E a gaivota comeu a cabeça do menino)


Quando tropecei, saí voando e derrubei os prédios infestados de formigas telepáticas, de forma que as cerejas das pocilgas mágicas morreram.


Tem uma pessoa esmagando minha cabeça. Ta doendo, bastenteeeiufesuyagofsd... Oi, aqui é o esmagador de cabeças, a cabeça do Rafael explodiu.


Gotejando nas traqueias renováveis, descemos o flanco acidentado e rumorejante dos temperamentos sondáveis, sonhando objetos orgânicos.


O meu corpo se partindo em pedaços microscópicos, voando para todos os pontos do universo, de forma que eu me torne onipresente.


Eu estava grudado no teto e não conseguia me mover, então o mestre de obras mandou derrubar o teto e descolou o concreto de minhas costas.


Arranquei os dedos de minhas mãos. Depois arranquei as pernas. E o resto do tronco. Botei tudo no liquidificador. E bati. Com leite.


O encontro dos corpos e o som que entorpece a mente, o ritmo marcado e a translação corporal perdida, em torno de tudo que os cerca.


Ele entrou dentro do pote de doce procurando uma industria bélica de anjos caídos, mas só encontrou um sala de conferências com japoneses.


Me devolva minha chaleira molenga, quero mordiscá-la e esfregar na soleira da porta enquanto promovo o campeonato de deglutição de pregos.


O crânio de Zé explodiu e destruiu a montanha Azul, os ossinhos partidos saíram voando e espatifaram outros crânios, até todos morrerem.


Na hora de comer o cérebro de um bebê, não se esqueça que a etiqueta exige que seja usada uma colher de sobremesa, e não de sopa.


Também é considerado um péssimo hábito quebrar os dedinhos dos bebês sendo consumidos; deve-se engoli-los inteiros.


Para abrir o crânio do recém nascido, utiliza-se um pequeno martelo, semelhante ao utilizado para o consumo de caranguejos.


Quando o trocador disse que deveria pagar, peguei uma garrafa de vidro e o acertei. Logo depois acertei a nuca do motorista. Matei a todos.


A vendedora de pipoca tentou me molestar, então lhe disse que existe algo chamado Direitos Humanos. Aí lhe empurrei para dentro dum forno.


Chuck Norris escreveu um poema sobre a Vida, então a Vida se modificou para se adequar aos conceitos de Chuck Norris.


A comida está na minha barriga, está sendo destruída impiedosamente, só para depois ser expulsa de uma forma podre e nojenta.


Os músicos da orquestra estavam todos tocando, felizes, quando as guilhotinas acima de suas cabeças desceram, fazendo o rolar das cabeças.


O coro canta; o som das vozes sai na velocidade da luz; me golpeia; sou lançado tão longe que ainda nem me ensinaram a falar.


Era uma vez várias pessoas, em vários lugares, fazendo várias coisas. Depois, essas coisas se resolveram e um dia as pessoas morreram. Fim.


***

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Vejam no Desce Mais Um:
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"As Pessoas Explodem"

É sobre pessoas explodindo, basicamente.

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E pra quem ainda não viu, minha entrevista pro blog Ensaios em Foco:

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domingo, 6 de junho de 2010

Analfabeto

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Você tem um jeito de escrever que utiliza as palavras e encadeia as ideias, daí surge um texto que quando você lê gera um sentido geral nesse texto, como um todo, fazendo com que a gente, que é leitor, entenda a ideia que você, escritor, está querendo passar.

Mas se você for analfabeto, como escritor, o seu texto vai ficar muito complicado de entender, pois você irá utilizar palavras que não existem, e, logo, isso irá gerar expressões com sentidos que não existem também, de forma que as frases e os parágrafos irão conter ideias inexistentes até então, isso se você souber de todas as letras que existem, se não você vai acabar inventando letras, o que vai complicar ainda mais a compreensão.

E para poder apreciar esse texto, como um leitor alfabetizado, será um tanto complicado, pois as estruturas gramaticais serão todas inventadas e originais, de forma que o leitor alfabetizado irá ficar procurando um sentido e não irá encontrar. Mas caso o leitor seja analfabeto, as coisas irão fluir de forma diferente.

O leitor analfabeto não conhece as letras, as estruturas gramaticais, não sabe o que é frase, parágrafo, acento grave, agudo, etc. Ele não tem preconceitos, então qualquer coisa que aparecer no texto escrito por um analfabeto será de bom proveito para o leitor analfabeto. O leitor analfabeto irá interpretar livremente o que ele lê, dando o significado que achar melhor. E o melhor de tudo é que ele não estará errado, já que todas as estruturas, palavras e acentos do texto lido serão inéditas, poderão significar qualquer coisa.

Isudnaun934;~~d09s?





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Vejam no Desce Mais Um:

http://descemaisum.blogspot.com/2010/06/o-abacate-na-musica-ocidental.html

"O Abacate na Música Ocidental"

Um relato de paixão ao abacate, e suas utilidades acústicas.


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domingo, 30 de maio de 2010

Certo dia, em algum lugar.

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Certo dia foi assim. Eu não existia e então passei a existir. Não existe uma explicação muito clara. Do nada, apareci. Mas eu acho que é o normal. As coisas aparecem no mundo e depois desaparecem, sem nenhuma explicação. Eu estou aqui, e depois não estou mais. Deixo de existir e em algum momento volto a existir outra vez.


Do nada, meu pai aparece. Ele diz "Oi" e depois desaparece. Isso quer dizer que num dado momento eu não tenho nem pai, nem nada, e, durante 3 segundos, eu passo a ter pai, que me olha e diz "Oi", para logo depois sumir e as coisas voltarem a ser como antes.


Volta e meia surge alguma outra coisa, como uma árvore ou um poste, mas essas coisas somem logo depois. Até o chão faz isso; passo a maior parte do tempo caindo num espaço branco vazio; diria que é complicado dizer se estou caindo para cima, ou para baixo, uma vez que não existe nada aqui, não dá pra ter muita noção desse tipo de coisa. Volta e meia, quando surge algum objeto, eu penso algo como "Ah, ele está vindo lá de baixo, portanto estou vindo de cima". Mas logo depois disso surge um outro objeto "caindo" numa outra direção, como se estivesse caindo da direita para a esquerda em relação ao objeto anterior, me confundindo novamente. Em algumas raras vezes o chão aparece. Caio nele, mas não me machuco. Geralmente não há nada, é um chão branco, muito limpo aparentemente. Caminho um pouco sobre ele, aproveitando enquanto há chão para se andar. Até que do nada o chão some e passo a cair em alguma direção indefinida outra vez.


Não sinto muita fome, uma vez que não gasto muita energia. Me alimento das comidas que esporadicamente surgem perto de mim: frutas, carnes, ovos, doces.


Sinceramente, volta e meia me pergunto como sei o nome das coisas e suas funções. Desde que me dou por gente estou aqui caindo neste espaço branco, nunca ninguém me ensinou nada, aliás, nunca conversei direito com ninguém, pois as pessoas surgem e desaparecem misteriosamente, não há tempo de criar qualquer tipo de intimidade. Devo ter aprendido a falar (e pensar) com esses breves episódios de interação humana, além de alguns esporádicos livros que vieram parar nas minhas mãos por acaso. Tive a oportunidade de ler algumas gramáticas e dicionários, de forma que pude juntar as coisas todas e começar a formular pensamentos lógicos, pois antes disso apenas pensava em palavras e ideias embaralhadas e nos objetos errantes, até então sem nome, que passavam por mim.


Gostaria de saber como vivem as outras pessoas; o que fazem, o que pensam, será que vivem como eu? Cada uma transitando de forma errante em sua solitária dimensão, isolada das outras pessoas?


Passo a maior parte do tempo pensando em como escapar daqui. Alguém que passou por mim certa vez disse que existem passagens para outras dimensões, deve-se estar atento a elas. Também ouvi histórias de como é viver nessas outras dimensões, das suas cores, cheiros, objetos, leis. Existem algumas dimensões onde o chão é constante, pode-se caminhar sempre, ao invés de ficar caindo no vazio a maior parte do tempo, como no meu caso. Dizem que nessas dimensões é possível construir uma sociedade, algo que nunca pude ver de perto, onde pessoas convivem e juntas podem construir suas vidas e progredir.


Já em outras, as pessoas nascem coladas. Cada pessoa possui uma outra colada nas suas costas, não necessariamente elas se dão bem, deve-se aprender a conviver em harmonia; as duas devem negociar em que lugares vão e que atividades irão realizar, uma vez que as duas terão de participar de qualquer coisa que qualquer uma das duas queira fazer.


Também existem as dimensões saturadas. Na minha, as coisas aparecem e desaparecem, de forma que existem de fato poucos objetos físicos. Nas dimensões saturadas, as coisas aparecem e nunca mais somem, os objetos vão surgindo e se aglomerando, fazendo com que as dimensões se transformem num aglomerado de massa, e apenas alguns seres microscópicos conseguem sobreviver; a tendência nessas dimensões é a extinção da vida por completo.


Me disseram que existem dimensões onde os seres nascem sempre dentro de outros. Alguns conseguiram se adaptar, mas no caso dos seres humanos isso não funciona. Quando um ser humano surge, ele causa a morte de outro. Dessa forma, a população humana dessas dimensões é extremamente reduzida, algo como 3 ou 4 humanos apenas.


Na minha dimensão é difícil dizer a quantidade de habitantes. As coisas são extremamente inconstantes por aqui. Como se pode obter dados estatísticos de um lugar onde a existência das coisas é inconstante? Algo que existe agora pode não existir daqui a cinco minutos, não se pode contar com nada onde vivo.


Estou me aproximando de um portal que atravessa dimensões. Me esforço para aproximar-me dele. Se houvesse chão agora poderia caminhar até lá; ficar nadando no ar não está adiantando de muita coisa. Vejo que atrás de mim uma pessoa se aproxima em alta velocidade. Nos chocamos e sou lançado para bem longe do portal, enquanto ele se aproxima, mas para seu azar, o portal some diante de seu olhos; ele fica realmente triste e desesperado. Para a minha surpresa, logo depois disso a pessoa desaparece.


Me pergunto para onde vamos quando não estamos aqui. É um pouco como se estivéssemos dormindo ou desmaiados; não consigo me lembrar do que acontece quando sumo. Será que apareço em outra dimensão? É bem possível, pois li num livro que em algumas dimensões não existe a memória, ou pelo menos ela é muito curta, como a lembrança de um sonho que esquecemos logo após o despertar. De onde esses livros vieram? Não seria possível fabricar um livro por aqui, certamente vieram de outro lugar. Provavelmente esses livros desapareceram de outras dimensões e aqui ressurgiram - a não ser que alguém tenha cruzado um dos portais segurando um desses livros, o que é muito improvável, uma vez que cruzando o portal, aparecemos nus na outra dimensão, foi o que li certa vez. O problema é que não conheço ninguém que tenha cruzado um portal. Nem ninguém que conhecesse uma outra pessoa que já tenha feito isso. Sendo assim, é possível que a história dos portais seja apenas uma lenda, que eles não sirvam pra nada mesmo, e, quem sabe, nem existam outras dimensões; talvez as pessoas necessitem de crenças injustificadas como essa para se manterem sãs...


Os anos passam, nada me acontece. E nada posso fazer para que algo aconteça. Penso qual será o meu sentido de existir, uma vez que tudo que faço é apenas vagar nesse espaço vazio. Já estou quase morto; eternamente solto.




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Vejam no Desce Mais Um:

http://descemaisum.blogspot.com/2010/05/fascinacao.html

A história de um incrível relato

E pra quem ainda não viu, minha entrevista pro blog Ensaios em Foco:

http://ensaiosemfoco.blogspot.com/2010/05/top-blog-em-foco-entrevista-com-rafael.html


domingo, 23 de maio de 2010

Maneiras de Se Quebrar um Ovo

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Existem muitas maneiras de se quebrar um ovo. O ovo é um objeto/comida/peça decorativa/órgão sexual/arma de combate/troço muito comum e é facilmente localizável, tanto num ambiente urbano quanto num rural. Existem ovos de muitos tipos; várias formas, cores, tamanhos, texturas. Dentro do ovo existe um conteúdo; esse conteúdo daria vida a um novo ser vivo caso não quebrássemos o ovo. Mas como somos ecologicamente errados e não nos importamos com isso, vamos quebrar o ovo para a nossa diversão.


Existem muitas maneiras de se quebrar um ovo. Por exemplo:

Você pode pegar uma marreta de quebrar concreto e acertar o ovo.

Você pode quebrar um ovo colocando ele no seu períneo e esmagando.

Você pode quebrar um ovo se jogando do alto de um prédio e caindo de cabeça no ovo, que estará previamente colocado no chão.

Você pode quebrar um ovo jogando um bebê em cima do ovo.

Você pode quebrar um ovo explodindo uma dinamite perto do ovo. Talvez ela não precise estar muito próxima do ovo.

Você pode quebrar um ovo chocando ele contra outro ovo, desde que o outro ovo tenha a casca mais resistente que a do ovo a ser quebrado.

Você pode quebrar um ovo inserindo-o na vagina/ânus da sua namorada enquanto ela dorme.

Você pode quebrar o ovo depositando-o na cadeira de alguém, antes que a pessoa sente.

Você pode quebrar um ovo defecando nele, mas é importante ressaltar que será necessária uma quantidade razoável de fezes para que o impacto cause o rompimento da casca.

Você pode quebrar um ovo largando-o do alto de uma ladeira; quando o ovo alcançar o fim da ladeira (ou até antes) irá se chocar com algo e quebrar.

Você pode largar um ovo de dentro de um avião que estiver voando; dependendo do tamanho do avião e da resistência da casca, é possível que o ovo quebre se largado de dentro de um avião em repouso.

Você pode furar um ovo com um termômetro de mercúrio; é importante lembrar que caso o termômetro se rompa durante a perfuração, não é recomendável o consumo do ovo, pois este possivelmente estará contaminado com mercúrio.

Você pode pedir/ordenar/implorar para que outra pessoa quebre um ovo. Nesse caso fica a seu critério se irá instruir a pessoa sobre como quebrar o ovo, ou se a deixará livre para fazer da maneira que preferir.

Você pode não quebrar um ovo. Nesse caso, a princípio, o ovo permanecerá inteiro. Será preciso que algum evento/acidente ocorra e cause o rompimento da casca (existem exceções a essa regra. Mais adiante explicarei técnicas de quebra ovalar semelhantes, nas quais o ovo será quebrado sem a sua intervenção direta).

Você pode quebrar um ovo pedindo para que alguém de confiança esconda o ovo dentro de sua casa. Dessa forma, você acidentalmente quebrará o ovo. O sucesso dessa forma de quebração oval irá depender do local onde o ovo for colocado; se for num local que você nunca mexe/vai, é possível que o ovo permaneça intacto por vários anos. E se for colocado num local frequente acesso, como o chão perto da entrada de casa, é possível que outras pessoas quebrem o ovo.

Você pode invadir a casa de alguém, armado, render os moradores do local, e quebrar um ovo com sua arma ou com as mãos, o que não é recomendado, pois por ser uma situação de perigo, a mão estar melecada com o interior do ovo pode atrapalhar na fuga do local.

Você pode colocar o ovo dentro da privada (com cuidado) e dar a descarga. Não é recomendável que haja fezes dentro da privada durante este procedimento, pois as fezes podem amortecer os impactos do ovo contra as paredes da privada.

Você pode quebrar um ovo colocando-o num trem de alta velocidade e fazendo esse trem chocar-se com outro trem de alta velocidade. É recomendável não ficar dentro de nenhum dos trens.

Você pode quebrar um ovo abrindo um corte profundo em sua barriga e introduzindo o ovo ali. Depois é só dar alguns socos na barriga e depois procurar um pronto-socorro antes que você sangre até a morte.

Você pode colocar um ovo no chão e esperar que um meteoro o destrua (Essa técnica não é recomendada, primeiro por que é possível que um meteoro demore muito a cair no ovo, e segundo, caso um meteoro caia sobre o ovo, é muito provável que você também morra, sem contar com o fato de que mesmo que você não coloque o ovo no chão, ele será destruído pelo impacto do meteoro, onde quer que ele esteja. Por isso muitos teóricos não concordam que esta seja considerada uma Técnica de Quebração Ovalar).

Você pode quebrar um ovo jogando-o num buraco-negro. É muito provável que você também seja sugado e destruído pelo buraco negro, o que torna esta técnica um tanto perigosa.

Você pode simplesmente esperar que o ovo se autodestrua, sem nenhuma razão aparente para que isso ocorra. Você deve estar pensando em como isso seria possível, pois, para algo ser destruído, deve haver uma razão, algo que provoque a destruição. Podemos chegar à conclusão de que é paradoxal a ideia de uma autodestruição sem um evento interno ou externo a provocando. Mas é aí que entra a mágica do ovo. O ovo é o único objeto do nosso mundo que quebra esta lei da física; ele se autodestrói simplesmente, sem razão para isso. Isso pode demorar milênios, mas acontece. Portanto, não repare se um ovo seu explodir na geladeira, ou no galinheiro, pois é a mágica mística dos ovos em ação.


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Essas são as maneiras de se quebrar ovos que estão catalogadas no IEO (Instituto de Estudos do Ovo). Caso os leitores saibam de outras técnicas de quebra ovalar, por favor, deixem um comentário explicitando tal procedimento. Obrigado.





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Leiam a entrevista que o blog Ensaios em Foco fez comigo:
http://ensaiosemfoco.blogspot.com/2010/05/top-blog-em-foco-entrevista-com-rafael.html

e

Vejam no Desce Mais Um
http://descemaisum.blogspot.com/2010/05/nave-do-imperador.html
A Nave do Imperador
Relato sobre uma invasão extraterrestre.


domingo, 16 de maio de 2010

Sonífero

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Um ar de luar
E os sete dragões alados
Lutando no espaço
Até explodirem todas as dimensões
E os cacos caírem
Se misturando a tudo que sempre existiu

Dando origem a um novo olhar;
Aos mais profundos devaneios

Sinto quando você aparece
Acima de tudo
E carrega a minha vida
Pra um outro lugar
Bem aqui
Tão distante desse ponto
De sombras
Turvas
No meu travesseiro




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Vejam no Desce Mais Um
http://descemaisum.blogspot.com/2010/05/tecnologias-e-imagens-de-cavalos.html
Tecnologias e Imagens de Cavalos
Escrito para o tema "Reencarnação"

domingo, 9 de maio de 2010

Pedaços e Pessoas

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Oi, eu sou uma pessoa
E você é outra

Nós somos duas pessoas

Uma em cada lugar no espaço
E nós estamos entrando em contato

Eu olho pros seus pedaços
Eles estão todos juntos e grudados
Criam uma sensação de unidade no teu corpo
Você é uma união de vários pedaços
Que juntos se tornam algo maior
Algo que é mais do que a soma das partes

Eu me vejo e sou como você
Uma união de várias partes
Em frente ao espelho
Posso me ver por inteiro
E constatar este fato

Mesmo estando próximos
Consigo ver as nossas fronteiras
Vejo onde eu termino
E onde você começa

E nós não somos grudados
Nem dividimos a mesma cabeça
Muito menos outras partes do corpo
Somos independentes, um do outro

Eu te olho e você me olha
Podemos nos ver
A luz torna isso possível

Eu te toco e você me toca
Podemos nos tocar
Os átomos tornam isso possível

Podemos nos fundir
Viramos um ser apenas
O amor torna isso possível




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Vejam no
http://descemaisum.blogspot.com/2010/05/dentro-da-bermuda.html
"Dentro da Bermuda"
Escrito para o tema da semana: "Sobre sonhos e pesadelos"
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domingo, 2 de maio de 2010

A Espera

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Eu fui até lá
E lá te esperei
Você não disse que ia
Mas eu te esperei
Esperava que você fosse
Que pensasse em mim
E aparecesse
Todos foram, menos você
Todos, até os que não iriam

Depois que todos saíram
Ainda fiquei a esperar
Podia ser que você aparecesse
O segurança pediu para que me retirasse
Mas eu disse que estava a te esperar
Ele não não entendeu e saiu
Apenas eu fiquei

E lá eu fiquei
De lá nunca mais saí
Lá fiquei várias horas
Vários dias, anos e séculos
Mas por algum motivo você nunca vinha

Esperei tanto que morri
E novamente nasci
Esperei tanto que não sei se isto já foi
Ou se ainda está por vir
Esperei tanto que não sei mais
O que é não esperar
Esperei tanto que o chão sob meus pés
Já deixou de existir
Esperei tanto que o tempo da espera
Supera a idade do universo
Esperei tanto que a espera se tornou concreta
E nela podemos tocar
Esperei tanto que a espera emitiu um som
Que agora é o único som a soar
Esperei tanto que somente da espera posso lembrar
E nem sei mais quem sou, além de alguém a esperar

Mas por ser tolo
Nunca me dei ao trabalho de te ligar
Você que estaria do outro lado da linha
Apenas esperando eu te chamar





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Vejam no
http://descemaisum.blogspot.com/2010/05/festa-na-usina-nuclear.html
"Festa na Usina Nuclear"
Escrito para o tema da semana: "Realidades Inventadas"
(contém uma montagem tosca feita por mim...)

domingo, 25 de abril de 2010

Alegria Viril

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Eu meto o meu pau com muita violência em você.
Meto rápido, com muita velocidade.
Sem me importar se você já quer que eu meta.
Ou se está lubrificada.

Eu meto e foda-se.
Se você sentir dor, melhor.
Meto com muita força.
Com toda a minha força.

Eu arrebento as suas ancas.
Continuo metendo até sua bacia estalar e quebrar.
Quando ela quebra, meto com mais força ainda.
Se os seus ossos quebrados rasgarem sua carne,
Melhor.
Desde que não me machuquem.
Se não soco os seus peitos.
Mas eu vou socá-los de qualquer forma.
Enquanto meto, soco.
Soco um de cada vez.
Depois de muito socar, os aperto.
Se não espirrar sangue pelos mamilos,
Continuo socando até sair.

A essa altura,
quando as ancas já estão quebradas,
E os mamilos espirrando sangue,
é por que devo estar quase gozando
É melhor você rezar para que eu não goze
Meu gozo vai explodir o teu corpo
Como uma bomba atômica
Vai espalhar seus pedaços
Não vai sobrar nada
Pois minha porra invade seu corpo
Com força, velocidade e violência
Toca na sua carne frágil
E a despedaça
Como uma bala de revolver faria
É possível até ouvir o barulho do choque
Entre a carne e a porra

Você está condenada à morte
Quando a minha porra entrar
Vai estraçalhar seus órgãos

Primeiro o útero
Depois o aparelho digestivo
Enquanto isso destroça os ossos
Coluna vertebral, costelas
E avança em direção ao crânio
Depois de estraçalhar o coração
Alcança a cabeça
Que explode como uma melancia podre
É nojento, tenho até que virar minha cabeça pro lado

Depois que sua cabeça explode
Posso parar de meter
Pois não haverá mais corpo em torno de meu pau
Seu corpo estará espalhado pelo teto e pelas paredes

Então caminho pro banheiro
Me limpo
E sorrio pro espelho
"Tenho orgulho de você", digo pro meu reflexo.
"Pois você é homem de verdade."





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Vejam no
http://descemaisum.blogspot.com/2010/04/impressoes-acerca-de-uma-realidade.html
"Impressões acerca de uma realidade objetivamente relativa sob o ponto de vista de alguém numa realidade subjetivamente absoluta"
Não me responsabilizo por esse texto; foi considerado impróprio para menores de 30 anos de idade e proibido em 45 países.

domingo, 18 de abril de 2010

Os Sentimentos da Casca de Banana

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Os sentimentos da casca de banana não podem ser negligenciados. A casca de banana se relaciona muito bem com a Revolução Francesa.

A Revolução Francesa gosta de conversar com a casca de banana sobre matemática. Juntas, elas contam de zero até cento e cinquenta e seis. Só não contam mais por não terem aprendido no Instituto Matemático.

No Instituto Matemático, dentre outras coisas, se ensina a gritar. Gritos altos, gritos mais baixos, até gritos tão inaudíveis que fica difícil dizer se uma caixa registradora está gritando ou não.

A caixa registradora que tenho na minha casa é de goma de mascar, assim como o Búfalo Senegalês Taciturno.

O Búfalo Senegalês Taciturno é muito alegre e comunicativo. Fala 398 palavras por minuto, uma marca impressionante comparada à dos habitantes das Ilhas Jandactiriba.

Nas Ilhas Jandactiriba as pessoas falam uma média de 3 palavras por minuto. O homem mais falante da ilha consegue dizer 26,5 palavras por minuto e trabalha como locutor. Ele já ganhou vários prêmios importantes de locução na ilha. Por ser o único locutor da ilha, ele sempre ganha todos os prêmios de locução disponíveis por lá. Além de ganhar todos os prêmios, também é dono dos institutos de locução que outorgam os prêmios. Mas as pessoas da ilha nem acham que o locutor está se beneficiando de maneira injusta, uma vez que não existem concorrentes na ilha e o seu trabalho de locução é considerado de excelente nível por seus compatriotas. E pelo Pomo.

O Pomo é o rei do mundo. Ninguém sabe mas ele é. Na verdade algumas pessoas sabem, mas a maioria ainda não foi comunicada; apenas as pessoas presentes na cerimônia de coroação tiveram notícia, nem as pessoas no salão ao lado souberam.

No salão ao lado estava tendo a Festa Temática da Cor Ocre. Nesta festa, as pessoas só podem se vestir desta cor. Além disso, tem de pintar a sua pele de ocre, assim como os olhos, dentes, gengivas, língua, cabelos, e unhas. A comida também deve ser toda da cor ocre. Caso alguma pessoa falhe em fazê-lo, é executada assim que adentra o salão. Apenas o Aparelho de Descascar Batatas não foi executado, pois ele executou o executante.

O Aparelho de Descascar Batatas é utilizados para fazer conferências sobre Astrologia Caramujística. A Astrologia Caramujística diz que os Aparelhos de Descascar Batatas são o que há de mais importante no nível espiritual da nossa dimensão. Mas não necessariamente em dimensões próximas à nossa.

Na dimensão detectada mais próxima da nossa, o mais importante espiritualmente é a Caneta Amarela. Nessa outra dimensão, que é chamada de RäwTlaxaxaK, escrever com uma caneta amarela é o sentido da vida das pessoas, assim como na nossa queremos amar, evoluir, nos divertir, ganhar dinheiro, fazer sexo (dentre outras coisas). Numa dimensão um pouco mais distante, Iooooooma, a coisa mais importante, dentre as poucas disponíveis, é lamber o assoalho imundo, quanto mais imundo melhor. Em Iooooooma, quando alguém lambe o assoalho sujo, o céu muda de cor, e um novo filme começa a ser exibido, pois lá, o céu está constantemente exibindo filmes pornográficos, por ser algo muito belo e abstrato (não existe reprodução sexuada por lá, a reprodução é feita utilizando papel carbono e suco de Ameixa Beta, que é excretado pelas unhas dos pés). Certa vez, caminhando pelas ruas da dimensão de TralhjasdoeirwPAI (uma dimensão idêntica a Iooooooma, só que menos onomatopéica) escorreguei numa casca de banana; ela reclamou que seus sentimentos estavam sendo negligenciados. Vocês não sabem como é raro encontrar uma casca de banana sentimentalmente resolvida em TralhjasdoeirwPAI.




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Vejam no
http://descemaisum.blogspot.com/2010/04/eterna-busca-pelo-buraco.html
Eterna Busca Pelo Buraco
Relato sobre uma mente altamente sexualizada. Um pouco mais que o normal.

domingo, 11 de abril de 2010

A Vida de um Homem Superior

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Encontrei esta velha carta na Biblioteca Nacional. Estava numa pasta sem nome e numeração. Examinando outros documentos que estavam junto, descobri esta ser uma carta de suicídio. Por estar muito mal guardada e conservada, alguns trechos da carta ficaram ilegíveis; transcrevo aqui o que consegui ler:




"Meu nome é Glamânio Soutânrski Jamblepawn. Sou a melhor pessoa que existe.

O resto é um lixo. Não são nada, sou infinitamente superior. Comparar minha existência com a de outro ser humano é uma ofensa a mim. As pessoas que convivem comigo são abençoadas, suas existências se tornam mais agradáveis e belas por minha causa. As mulheres que tiveram contato vaginal comigo se tornaram seres elevados: minha mãe e todas as minhas amantes. Os homens me invejam ardentemente. Desejam minha morte a cada instante. É claro, sou tão superior a eles que nem necessito de mover os lábios, ou mover um músculo sequer para prová-lo. Dormindo sou superior à humanidade.

Os outros vivem sob minha sombra. São tão inferiores que a sombra de meus pés já é suficiente para os cobrir. Vivo lá em cima enquanto os outros ficam no chão, vivendo sua existência rastejante perante mim.

(...)

Quando espirro na rua, as pessoas correm para se infectar com os micróbios que foram lançados para fora do meu corpo. Quanto à minha saliva, o litro no mercado negro atinge valores estratosféricos. Um pouco abaixo da saliva está meu suor, por ser mais fácil de se obter. Possui um valor de mercado levemente inferior ao do litro da saliva, talvez uns 3 ou 4 milhões de dólares a menos. Meu catarro é considerado o manjar dos deuses. Ou o néctar; dependendo da consistência. Embora numa categoria abaixo, minhas fezes também são muito apreciadas, provavelmente estão entre as 10 fezes mais desejadas da atualidade.

Alguns colecionadores possuem outras coisas minhas como casquinhas de machucados, fios de cabelo, pedaços pele, de unha, bolinhas de meleca e sangue coagulado.

Mas nenhuma dessas substâncias pode ser comparada à substância mais cobiçada pelo Homem contemporâneo: meu sêmen, a fórmula para o outro eu. Nunca cedi nem uma gota sequer aos cientistas, que oferecem rios de dinheiro para mim e para todos os meus futuros descendentes em troca de uma mísera ejaculada. Eu seria louco se aceitasse. Imagine só, criarem um exército de eus, de semi-deuses, de gênios. O que seria do mundo se meus clones caíssem em mãos erradas?

(...)

Apesar de todas as qualidades que me tornam superior a todos os outros seres humanos, sou um sofredor. Um sofredor nato. Provavelmente um dos maiores sofredores do mundo, acreditem ou não. Ninguém sabe como eu o que é viver cercado de vermes imundos o tempo todo, em todo lugar, a vida inteira! Cercado por seres inferiores. E amado por eles. Qual o valor do amor de um verme? Um verme sujo e insignificante?? Nenhum, o amor desses animais não vale nada. Ninguém imagina a sensação de apenas conhecer pessoas inferiores a você. Não conheci ninguém que me inspirasse algo a vida inteira! Seja amor, paixão, respeito, amizade, raiva, ódio: apenas desprezo. Será que Deus não poderia me apresentar a alguém que, pelo menos, chegasse aos meu pés? Que não fosse digno de ser esmagado pelo meu sapato sujo de bosta? Queria pelo menos um dia na minha vida poder olhar nos olhos de alguém e sentir respeito e orgulho por essa pessoa, pois até hoje apenas vi pessoas que merecessem viver à minha sombra.

Quem dera ter alguém para dividir minhas angústias. Quem dera ter alguém para conversar sobre meus problemas. Ninguém me entende. Nenhum psicanalista poderia me ajudar, uma vez que nenhum outro ser humano nascido chegou perto do que sou; nossas mentes se diferem demais.

(...)

Deus! Onde estás??? Me colocaste aqui, nessa terra-de-ninguém! Sem ninguém para conversar, para amar, para conviver.

(...)

Se hoje houvesse ao menos mais alguém no mundo, poderia ter mais certeza da minha superioridade. Por que hoje, apenas vejo sombras."




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Vejam no
http://descemaisum.blogspot.com/
Felicidade Peculiar
Poderia dizer que é uma espécie de quadro escatológico doentio. Eu acho.

domingo, 4 de abril de 2010

A Minha Rua

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A rua está cheia de pessoas
E elas todas estão ali
Na rua

Todas ficam ocupando o espaço
Que saco
Gosto de ter todo o espaço da rua
Só pra mim

-Saim da rua, ela é minha!

Mas as pessoas parecem não dar muita bola

Então saco o meu revolver
Todos ficam assustados e se afastam de mim
AHAHAHA, como sou poderoso
O meu revolver tem o poder de dominar
E ordenar.

Vou amar o meu revolver
Para sempre
Ele me dá conforto e confiança
E faz as pessoas me respeitarem

Com a força dele, e a minha inteligência
Vamos dominar o mundo
Assim, poderei deixar a rua só pra mim

Para que eu fique só
Sem ninguém por perto pra dar saudade





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Vejam no Desce Mais Um:
http://descemaisum.blogspot.com/2010/04/poema-da-puta.html
Poema da Puta
Um lindo poema sobre uma puta. É.