domingo, 15 de novembro de 2009

Tortinhas

Verdinhas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Devemos tentar mais uma vez

retirar nossas mãos de nossas bocas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vai, e não esquece da mandioca.


Curdispór Arantes do Cimento é um escritor renomado. Recebeu recentemente o prêmio Onânodes de Belrréia, que foi criado especialmente para premia-lo, já que nenhum prêmio existente no mundo fazia jus à sua obra genialmente original.

Quando anda nas ruas, causa grandes transtornos. Os fãs se aglomeram na tentativa de tocar em sua pele, para que possam absorver um pouco de sua sabedoria sobre-humana. Suas récitas de prosa e poesia lotam estádios de futebol pelo mundo todo. Cientístas estão enviado gravações de seus escritos para o espaço, por serem consideradas as obras mais importantes escritas até hoje.

Curdipór foi indicado para receber o prêmio Onânodes de Belrreia após a publicação de seu mais recente poema, "Ode a uma Ameixa Entristecida":

-Ode a uma Ameixa Entristecida-


Copos.

Cavalos.

Sílica gel.

Na minha cama está a gasolina de ontem.

E a árvore esmaga a moça relativa.

Quando ameixas choram, imagino sonhos de outros Novembros.

(Ou não, seu animal. Veatiydörfintu#ng~.)


Quando questionado sobre o que significa "Veatiydörfintu#ng~", Curdispór disse ser um sentimento muito complexo, que ele não consegue descrever, logo, teve que criar uma nova palavra.


-


Sânscrita é uma menina feliz. Ela é a maior fã de Curdispór. Recentemente, tatuou pelo seu corpo todo o romance "Boa Tarde, Mãe, Minha Vida Está uma Merda", sua obra preferida dele (depois do poema épico "Bengalas", que, por ser um poema de 625 volumes do tamanho da lista telefônica, seriam necessárias 12.000.000 pessoas para ser tatuado na íntegra).

Sânscrita gostaria muito de conhecer Curdispór, para que pudesse fazer sexo com ele. Era a coisa que mais queria em sua vida. Só que Curdispór era um homem muito reservado. Só deixava sua mansão uma ou duas vezes por ano. Não podia perder tempo com coisas desimportantes, precisava ficar concentrado, para que as ideias brotassem de sua mente genialmente original (que por ser tão original, Curdispór fez um seguro para ela no valor de 500.000.000.000€, no caso de algum infortúnio. Seguro este, que é patrocinado por todas as nações do mundo, que consideram Curdispór um cidadão universal, talvez o cidadão mais importante da história).

Então Sânscrita reuniu todas as suas economias e pagou um hacker, para que este descobrisse o e-mail do Grande Escritor. Após 10 anos tentando, o hacker descobriu. Eis a conversa virtual que se sucedeu entre escritor e leitora:

-Cada vez que eu leio seus textos, mais vontade dá de te conhecer, sabia?
-Bom, se você pudesse me conhecer ao vivo veria que não sou uma pessoa tão inatingível e genial quanto pareço ser por causa de meus textos. Por que não vem até minha mansão, poderemos ter uma conversa agradável, e, se tudo ocorrer bem, eu, quem sabe, faça sexo animal com você.
-Ok.

Eles se encontram. Eles se olham. Eles trocam palavras e frases, sons e sentidos sem importância.

-Pensando bem, é uma pena que ao vivo não sejas tão impressionante, tão inatingível e genial.
-Isso é o que você pensa.
-, você não disse que não era tão inatingível e genial, está se contradizendo agora?
-Sim, estou contradizendo a minha própria contradição contraditória.
-Deve ser difícil demais ser uma pessoa contraditória. As pessoas nem devem acreditar muito em ti.
-Sim, as pessoas, quando conversam comigo, devem levar em conta de que, por ser uma pessoa contraditória, quando contradigo alguma coisa posso estar contradizendo a minha própria contradição contraditória previamente contradita, de forma que que é difícil avaliar se minha contradição é real ou é apenas contraditória.
-E elas também podem entrar no seu jogo de contradição real ou contraditória e já dizer algo na espera de que você vá contradizer a tal coisa, fazendo com que você concorde com a ideia inicial.
-Sim, e isso pode gerar um cataclisma que transformará a realidade numa entidade contraditória a todas as ideias em geral, de forma que a contradição se torna a regra, e o não-contadito numa ideia estapafúrdia e sem importância, pois, de fato, ele passa a não existir.
-Iniciando, assim, uma nova revolução na humanidade que será considerada como o segundo holocausto, pois aqueles que pensam de forma contraditória iniciarão um movimento que irá angariar fundos para uma sociedade que valoriza um novo jeito de pensar, excluindo ideias pueris e sem graças, como as não-contraditas.

Curdispór parou por alguns instantes, impressionado com o diálogo que acabara de ter com a jovem mulher que havia acabado de ganhar seu coração. Uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo. E caiu em seu pé direito (o rosto de Curdispór estava ligeiramente inclinado).

-Eu te amo, agora, Sânscrita. Faça sexo animal comigo.
-Ok.

Eles fizeram sexo animal. Eles ficaram vários dias fazendo sexo animal, sem beber nem comer, apenas fazendo o sexo mais animal que qualquer ser humano já fez sobre a face do planeta Terra.

Depois que eles cansaram de fazer o sexo animal, Curdispór disse:

-Foi bom enquanto nosso amor durou.

E chutou Sânscrita de sua mansão. Depois, caminhou até seu computador e escreveu um novo poema:



-Oi, Fui Eu, e Não a Aranha do Mostruário-


Ervilhas.
Somas que deram errado.
Os elefantes estão caminhando com meus vizinhos.
Havia um lugar do outro lado,
Mas esqueci de visitar
Havia uma moinho de vento
Dentro de minha privada pública
Sai daqui, sua vadia.
O troco foi $2,43.
Como vai?
Este é um belo coelho.
Como se segura nesta coisa?
Foi o tungstênio.
A tecla U está esmagada.
O tem muita água no meu saleiro.
Salve o mundo, ó, Rei das Arábias.
O sorvete caiu na orelha de minha esposa, seu juiz.
Aponte a luminária para o calcanhar, é mais apropriado.
Com disco azul é mais prazeroso.
Está liso, prefiro com as ataduras.
Retângulo.
Isso, mais devagar.
Ghaskl8Füiorp, enebriado.
É, minha roda está com a impressão facial de sua mãe.
Sânscrita, veja, o horizonte está te chamando;
Depois que chegar lá, me conta como foi.
Vai, e não esquece da mandioca.


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Este texto foi inspirado e feito à partir de uma conversa virtual com a Dandara.
E não, não teve a parte do sexo animal em nossa conversa.

E pra quem não viu ainda, eu tenho twitter agora:
http://twitter.com/rafaelsperling/

sábado, 24 de outubro de 2009

Não pode, é fisiologicamente errado.

O menino de 3 anos estava entediado em casa, procurando algum filme para ver. Fuxicou nos DVD's de seu pai e encontrou o que parecia ser alguma espécie filme que ele nunca havia visto. Não sabia se era uma comédia adolescente ou um filme de aventura. Se chamava "CRAZY ANAL SEX ADVENTURES 5", embora ele não tivesse a menor ideia do que, realmente, aquilo queria dizer.


E tinham umas mulheres de biquine e uns caras de sunga na capa. Eles pareciam estar se divertindo na capa. Talvez fosse um filme sobre as férias daqueles caras de sunga e daquelas mulheres de biquine. Ele achou engraçado que todas as oito mulheres que apareciam na capa exibiam seus traseiros, projetando-os para frente, talvez elas quisessem fazer cocô. Os traseiros eram grandes. Não lembrava de ter visto nenhuma menininha da escola com uma bunda tão grande. A bunda da tia Glorinha era grande mas não se parecia muito com as bundas daquelas mulheres de biquine.


Ele foi até a sala e colocou o DVD no aparelho que toca DVDs. Ele tinha aprendido a mexer nesse aparelho recentemente. Apertou PLAY.


O filme começou. Parecia que suas expectativas estavam certas. Haviam vários caras de sunga e mulheres de bundas grandes com biquines. Eles se divertiam bastante. E ficavam nadando numa piscina enorme, fazia muito sol. Devia estar fazendo muito calor, pois os homens ficavam esfregando gelo nos corpos das suas amigas, para que elas não ficassem mais suadas, além de ficarem bebendo uns sucos de várias cores, alguns deles ficavam espumando. E eles também deviam estar com fome, só que só tinha creme de chantilly e mel. Aí, eles colocavam o mel e o chantilly, uns nos corpos dos outros, os homens de sunga nas mulheres de biquine, e aí eles ficavam lambendo, pois eles esqueceram de levar colheres para poder comer direito.


Então começaram a acontecer umas cosias estranhas. Bom, talvez fosse o calor. Todo mundo começou a tirar as sungas ou os biquines. As mulheres além de possuírem bundas enormes, tinham os peitos muito grandes. Deviam estar amamentando, só que deixaram os filhos em casa quando foram passar as férias com os caras de sunga. E os caras de sunga tinham uns pintinhos muito grandes. Tavam mais para "pintões". Nem ele, nem nenhum amiguinho seu tinha um pintinho tão grande como os daqueles caras, talvez fosse alguma espécie de deformação.


E essa deformação devia deixá-los com um sabor agradável, pois a mulheres ficavam chupando e lambendo, que nem um picolé. E elas ficavam olhando fixamente para os caras enquanto lambiam os pintões. Elas também ficavam mexendo pra cima e pra baixo nos pintos, bem rápido. Será que elas queriam beber o xixi deles? Vai ver que era isso. Aqueles sucos deviam ter acabado, e elas estavam tentando extrair o xixi dos caras que não estavam mais de sunga, para que todos pudessem bebê-lo. Depois de um certo tempo sacudindo e lambendo os pintos, saiu creme de leite. Ou então era o chantilly que eles haviam comido, só que meio digerido já, então ficava escorrendo pela cara das moças, que comeram tudinho, nem deixaram um pouco pros homens.


Aí o menino depois de ver esse trecho do filme acabou ficando com fome e foi para a cozinha beber um suco e comer frutas com creme de leite.


Quando ele voltou tinha começado uma parte nova do filme. O pinto de um dos caras tinha ficado enorme, ocupava quase a tela toda. Deve ser por que uma das mulheres sugou tão forte que ele esticou e aumentou. O pintão se aproximou de algo que parecia ser um fosso, uma cratera lunar, um buracão. E ele mergulhou lá dentro. E saiu. E mergulhou. E saiu. Muitas vezes. Aí, finalmente, apareceu a cara do dono do pintão. Ele estava feliz. Então a câmera mostrou que aquela cratera, na verdade, era a perereca da moça.


Ele ficava colocando e tirando muito rápido, e a moça fazia uma cara de que estava doendo, ficava gritando umas coisas. Parecia que ele torturava a moça. Então a câmera mostrou que os outros homens e mulheres também estavam fazendo a mesma atividade de mergulhar o pinto na perereca.




Foi aí que o cara resolveu mergulhar o pinto no bumbum da mulher. O que era estranho, pois geralmente, o que sai do bumbum é cocô. Talvez isso tivesse alguma relação com a capa do filme, que mostrava as moças exibindo suas bundonas. Vai ver que elas estavam querendo demonstrar interesse em os caras mergulharem os pintos dentro das suas bundas. Apesar disso parecer estranho.


E as moças começaram a gritar muito, elas sofriam de uma forma incrível, mas os homens não paravam, não paravam. Estavam todas as mulheres e todos os homens gritando muito, estavam todos sofrendo desesperadamente. Acho que o diretor estava querendo fazer uma metáfora do sofrimento da vida, do que é viver no planeta Terra, da nossa condição humana de existência. Era uma imagem um tanto perturbadora, muito bem bolada. Talvez o diretor fosse indicado ao Oscar.


Então a porta de casa se abriu e o pai do menino viu o menino vendo o filme do diretor que representava simbolicamente o sofrimento do mundo com pessoas na piscina de uma casa de praia bebendo sucos e comendo mel e chantilly e brincando de mergulhar os pintinhos que são pintões dentro das pererecas e dos cuzinhos que viraram cuzões das moças que ficaram sofrendo muito com isso, assim como as pessoas da humanidade sofrem e gritam de desespero, que nem as moças e...


-O que você está fazendo?

-Vendo esse filme que achei no seu quarto. Não entendi direito.

-Ehr...

-Por que eles ficam fazendo isso com as moças? - apontou para a tela que mostrava algo que lembrava uma cobra gigante entrando numa cratera de Júpiter.

-Isso se chama sexo, filho.

-Ah, é? E pra que serve o sexo? Pra que ficar botando o pinto no bumbum das moças?

-Olha, é um pouco complicado. Veja bem: eu fiz sexo com a sua mãe, aí você nasceu.

- ...Então eu saí pelo bumbum da mamãe? Você ficou torturando ela que nem esses homens, e aí eu apareci? É assim que termina o filme? Saem várias crianças pelas bundas das moças?

-Não, eu fiz sexo apenas pela vagina de sua mãe, que foi por onde você saiu.

-Ah, sim, pois aí dói menos nela, né?

-Não, não dói, filho. Na vagina não.

-Então por que eles estavam fazendo no bumbum das mulheres?

-Por que tem gente que gosta.

-Que tipo de gente que gosta?

-Gays, por exemplo.

-O que são gays?

-São meninos que transam com meninos.

-Hum, como eu sei se eu sou gay?

-Imagino que você não seja!

-Bom, mas eu nunca transei com meus amigos!

-Não faça isso, não vai ser bom.

-Ah, claro, vai sair um filho meu, né?

-Não, já te disse que filho sai pela vagina.

-Mas homens não tem vaginas, logo o filho sai pelo cu.

-Não, homens não podem ter filhos. É fisiologicamente impossível.

-Ah... claro - disse o menino fingindo que sabia o que "fisiologicamente" queria dizer.



No dia seguinte, na escola.


-Fizeram a atividade que pedi? Quem quer falar sobre o filme que viu ontem? - disse a professora.

-Eu quero. Ontem vi um filme muito bonito, que ensinava as pessoas a não fazerem sexo pelo cu, apenas pela vagina, por ser fisiologicamente melhor e por que pelo cu não sai criança, apenas cocô, e se você fizer sexo pelo cu, por ser fisiologicamente ruim, uma criança fisiologicamente ruim vai nascer, uma criança feita de cocô, e ninguém quer ter um filho feito de cocô, e sim de carne, por ser algo mais agradável, além de que as mulheres sofrem e gritam quando fazem o sexo fisiologicamente errado e os homens ficam gritando também e dando palmadas nas mulheres, todos juntos, todos os caras da casa de praia ficavam gritando e batendo nas bundas das mulheres e as mulheres lá, todas sofrendo, prestes a ter um filho de cocô, e os caras jogando chantilly nelas e lambendo e jogando mel e lambendo, e transando pelo cu e colocando chantilly e mel no cu e chupando o cu das mulheres e as mulheres chupando o pinto dos caras e os caras novamente fazendo o sexo pelo cu das mulheres que tiveram o cu chupado e os caras botando chantilly e mel e não chupando e fazendo sexo com chantilly e cocô e mel e o sofrimento das mulheres e o sofrimento da humanidade retratado nos rostos das mulheres e no sexo anal e a casa de praia simbolizando a humanidade e os homens sem sunga e as mulheres sem biquine simbolizando os seres humanos que sofrem e que fazem o sexo errado, por que ninguém ensinou pra eles que pelo cu é fisiologicamente errado.

-Sei.

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Este texto foi inspirado em algumas obras de André Sant'anna, especialmente nos contos do livro "Sexo e Amizade", e na prosa poética de "Amor".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Esse é O Texto é Meu Deus que Belo Dia

Estava um dia bonito dia para passear pelas ruas podres tão podres que nos deixam enjoados demais para passear é algo que me agrada muito desde a mais tenra idade é algo que me trás lembranças boas são aquelas que não nos esquecemos das coisas importantes e lembramos sempre das coisas ruins enquanto as boas ficam marginalizadas dentro dessa sociedade injusta é a pessoa que não perdoa o erro de outra vez tentei consertar minha televisão é uma coisa insuportável demais aturar o meu vizinho que grita o dia todo com a mulher dos meus sonhos vai ter que passar o dia na cozinha um bife pra mim que eu to com fome acho que vou sair pra comer alguém de vez em quando é importante a gente não lembra só quando não importa o que você diga eu te odeio ter que trabalhar nos feriados eu gosto de ficar fazendo inutilidades não se chega a lugar nenhum vai te aceitar dessa maneira onde já se viu alguém que não olha nos meus olhos quando me cumprimenta merece todo o respeito do mundo por ser tão escroto as pessoas o detestam pessoas tímidas pois se passam por metidas para que ganhem o respeito dos especialistas em filmes orientais são muito legais especialmente as sequências de porradaria foi generalizada no jogo do flamengo só tinha gente feia e fedorenta já basta a minha bunda é linda parece de bebê eu não tenho nada já vi de tudo nessa vida a gente tem que ralar se quiser chegar na praia de botafogo fica pertinho daqui é só virar a casaca é decepcionante não é descobrir que você é falsa e mentirosa é a pessoa que diz ser sua amiga na hora que você tenta comer mas na hora que tá matando cachorro à grito vem te dar um abraço de boas vindas depois de muitos anos de ausência voltei pra casa e encontrei minha família toda estava reunida na noite de ontem ouvi uns tiros aqui na minha rua tem uma loura muito gostosa aquela torta é de chocolate tudo que é bom e engorda muito beber e comer ao mesmo tempo eu te considero um cara maneiro embora não concorde com o que você fez foi espetacular salvar o bebê dos trilhos do trem vem de minas gerais pois todos os trens são meios de transporte incríveis pena que no rio de janeiro só tem gente metida prefiro o pessoal do interior é de onde saem esses sentimentos todos que derramei em sua cabeça um pote de feijão foi mal gerado e nasceu deformado cheio de cartilagem essa carne que nojo morder essas coisas duras de aguentar como ver criancinhas sendo espancadas por policiais são pessoas ótimas tenho um amigo sargento me disse que estava fazendo parte do tráfico de armas uma barraca no meio da floresta para acampar é uma atividade de contato com a natureza é algo que odeio assim como mosquitos que caem no meu leite não posso evitar de olhar para os seus seios ele são enormes assim como suas coxas estão muito bem cozidas e com um aroma ótimo para jogar no lixo está horrorosa essa sua combinação de roupas parece uma puta merda esqueci de fechar o gás do banheiro do meu prédio não dá pra ver muita coisa além de uma parede branca. Não, obrigado, já almocei.

domingo, 4 de outubro de 2009

A Encenação das Laranjas

Telco e Piló resolveram ir à feira roubar laranja. Combinaram de encenar a morte de Piló, que distrairia a multidão enquanto Telco roubasse as laranjas.


Chegando na feira, Piló inicia a encenação dando um grito agudo e levando as mãos ao peito, enquanto cambaleia derrubando algumas barracas.


A multidão, sensibilizada, resolve acudir Piló. Enquanto a encenação ocorre, Telco caminha até a barraca das laranjas e coloca várias dentro de sua bolsa.


Como a encenação está sendo um sucesso, Telco resolve roubar mais algumas frutas, afinal de contas, já tem gente até ligando para o hospital. Estão todos entretidos com a morte encenada por Piló. Não é todo dia que morre alguém na feira.


Quando sua bolsa começa a ficar pesada demais, Telco resolve dar por terminado o trabalho, e caminha em direção a Piló.


Chegando perto de Piló, Telco lhe diz que já não precisa mais encenar, que ele deve terminar a encenação da maneira previamente combinada.


Mas Piló não responde e Telco entra em pânico, pois percebe que Piló está realmente morto.
Telco chora alto e escandalosamente. Acabara de perder seu parceiro de encenação.


Mas logo em seguida, Piló se levanta e diz que estava apenas encenando. Telco encena que estava apenas encenando também, para que as pessoas em volta acreditassem mais ainda na encenação de Piló. Telco encena uma risada forçada e se vira para as pessoas da feira dizendo que está tudo bem, que Piló estava só brincando. As pessoas da feira, temendo parecerem idiotas por acreditarem na encenação ridícula de Piló, encenam dizendo que estão felizes por Piló não estar morto.


Telco e Piló começam a caminhar para longe da multidão quando o vendedor da barraca de laranjas os chama. O vendedor encena que está achando estranho que todas as laranjas de sua barraca sumiram depois da encenação da suposta morte de Piló. Telco encena rindo e dizendo que não vê nenhuma ligação entre os dois acontecimentos. O vendedor encena que acredita na encenação de Telco e os convida a procurar as laranjas com ele. Telco encena que estão com pressa e que eles não poderão o ajudar. O vendedor, por ser mais fraco e baixo que Telco, encena dizendo que acredita no que ele diz, com medo de enfrentá-lo.


Então o filho do vendedor, que é mais forte do que Telco e Piló juntos, e mais alto do que Telco e Piló um em cima da cabeça do outro, encena que acredita neles. Mas pede para que Telco abra a sua bolsa, mostrando que eles nada tem a ver com o sumiço das laranjas. Telco e Piló encenam um riso forçado e dão tapinhas no ombro do vendedor, dizendo que o filho dele é muito temperamental.


O filho do vendedor começa a ficar nervoso e então Piló encena o abraçando e dizendo que está tudo bem, que eram apenas algumas laranjas. O filho do vendedor, com medo de parecer idiota para o resto das pessoas da feira, encena que está tudo bem e que está gostando do abraço de Piló.


Mas aí, aparecem mais 15 vendedores dizendo que suas frutas também sumiram. Eles não encenam, e dizem acreditar que Telco e Piló são os responsáveis pelo sumiço de todas as frutas. Telco não encena e pede para que todos fiquem calmos, enquanto Piló não encena e diz que está se sentindo mal.


Piló não encena e desmaia de nervosismo. Telco não encena e grita que eles estão matando Piló. Mas os vendedores dizem não acreditar em Telco, pois, pouco antes, Piló estava encenando que morria, e portanto, não havia porque acreditar nele agora.


Telco se desespera e grita que se eles continuarem a acusá-los, Piló irá morrer. É aí que então Piló cai duro no chão. Todos se assustam. Telco examina Piló.


Ele não encena e grita, com lágrimas nos olhos, que eles mataram o seu amigo. Os vendedores encenam e dizem que eles nada tem a ver com o acontecido. Telco pede para que eles o ajudem a levar Piló a um hospital, mas os vendedores encenam que estão com pressa e dizem que não podem ajudar. Telco, por ser mais fraco e em menor número que os vendedores, encena dizendo que acredita no que eles dizem, com medo de enfrentá-los e que descubram que ele realmente havia roubado as laranjas.

(...)

Duas horas mais tarde, em casa, tomando suco de laranja:

-Me assustou, realmente pensei que você tivesse morrido ali.
-Eu também. Às vezes é difícil dizer se algo foi encenado ou não. O limite da encenação ou não-encenação está nos olhos de quem vê, e não na mente de quem encena.

domingo, 27 de setembro de 2009

Posso Te Dar Oi?

-Oi.
-...
-Eu posso te dar oi?
-Sim, claro.
-Ok... oi.
-Olá!
-Hahaha! Olha eu estou te dando oi!
-É verdade!
-Veja só: EU ESTOU TE DANDO OI.
-Olá! Olá!
-Sim, sim, isso, continue!
-OI. OI. OLÁÁÁÁÁÁ!
-OOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIII
-Isso é muito emocionante!
-Nunca fiz algo tão maravilhoso em minha vida. Dar oi é como ter um orgasmo.
-Um não, dois. Ao mesmo tempo.
-Sim, é verdade!
-Oi!.
-Oi!.
-OI.
-OI.
-Olhe, agora estou tocando em você.
-Poxa, é verdade!
-Veja! Veja! ESTOU TOCANDO EM VOCÊ.
-NOSSA. ISSO É BOM.
-Vou tocar mais.
-ISSO. TOQUE NO MEU BRAÇO.
-Ahahaha! Estou tocando na sua barriga agora.
-Isso! Com mais força! MAIS. MAIS.
-Vou socar a sua barriga!
-Soque, vai!
-ESTOU SOCANDO. ESTOU SOCANDO.
-Agora no meu rosto! Depressa!
-Estou tocando!
-MAIS FORÇA. BATA NO MEU ROSTO.
-AAAAHHHHHH. Estou batendo, estou espancando o seu rosto.
-SIM. SIM. Mais! Quebre os meus dentes. Chute minha boca.
-ESTOU CHUTANDO. ESTOU CHUTANDO.
-Nossa, que sensação incrível.
-Hahaha! Vou te matar!
-ISSO. ME MATE.
-ESTOU TE MATANDO. ESTOU TE MATANDO.
-...
-Eh, tá tudo bem?
-...
-Ei, levanta.
-...
-Hum.
-Meu deus! Tem uma pessoa morta, toda ensanguentada, com os dentes quebrados, caída no chão! O que houve com ela?
-Nada. Ela me disse oi.

domingo, 20 de setembro de 2009

Eu Danço Com os Hamsters na Floresta

Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muitas canções alegres
E dançamos pelados
Brincamos de pular na lama
E de roer madeira

Soa o alarme:
-É hora de cirurgia cerebral!! Quem se candidata?

Os hamsters ficam gritando como loucos, todos querem ter o cérebro operado.

-Ok, você será o primeiro felizardo.

Abro o cérebro dele. E retiro todo o seu conteúdo.

Lhe ofereço, numa pequena colher, um pouco de sua própria massa cerebral. Ele diz:
-Muito obrigado. É, de fato, muito delicioso. Diria, uma iguaria.

Então ele devora o resto de seu cérebro e voltamos a dançar.


Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muitas canções alucinantes
E dançamos nos exibindo
Brincamos de pular no lixo
E de mastigar madeira podre

Soa o alarme:
-É hora de espancar o colega!! Quem se candidata?

Os hamsters ficam gritando como loucos, todos querem ser espancados.

-Ok, você será o segundo felizardo.

Ao meu sinal, todos começamos a espancá-lo. Quando ele está quase morto, vejo que está tentando dizer algo:
-Muito obrigado. Foi, de fato, muito agradável. Estou me sentindo revigorado.

Então ele se levanta de sua poça de sangue e voltamos a dançar.


Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muitas canções grotescas
E dançamos esfregando a genitália
Brincamos de pular no nosso próprio cocô
E de comer madeira podre e contaminada

Soa o alarme:
-É hora de cometer suicídio!! Quem se candidata?

Os hamsters ficam gritando como loucos, todos querendo se suicidar.

-Ok, você será o último felizardo.

Ao meu sinal, ele se suicida. Quando ele já está morto, vejo que está tentando dizer algo:
-Muito obrigado. Foi, de fato, uma experiência diferente. Estou me sentindo um pouco estranho, entretanto.

Então, como ele não consegue mais dançar, deixamos seu corpo estirado no chão, para que apodreça, e voltamos a dançar.

A dança continua deliciosa. Mas como tudo que é bom dura pouco, após alguns dias de dança ininterrupta nossas veias e articulações da perna começam a falhar, e começamos a cair pelo chão, lutando ainda, para continuar a dança.

-Não parem! Não parem! Dancem!

Logo me dou conta de que estou estirado em cima de uma montanha de hamsters mortos, madeira podre e contaminada, fezes, lixo, sangue, cérebro, e líquido seminal.

Como não tenho mais condições de me locomover, resolvo cantar uma última canção antes que eu me integre definitivamente à montanha que me acolhe:

Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muit...

(Nessa hora eu apodreço e morro)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Bonita Carta Para Um Fim de Namoro

Patráclia,

Eu te odeio. Eu quero que você morra.
Te desejo tudo de mais horrível que possa ser desejado para alguém.
A nossa relação nunca foi boa de qualquer forma. Sempre foi uma bosta. Um lixo. Um horror.
E você sempre fede. Parece um peido em forma de gente. A sua pele sempre suada, sempre encharcada, peguenta. E o seu sovaco parece que está podre, que morreu e esqueceram de enterrar, um nojo. O seu hálito tem cheiro de esgoto. Caso não tenha notado, sempre vomito quando transamos, eu me dou ao trabalho de virar o rosto para o lado, para que não caia nada em seu escroto rosto. É dificil ficar muito tempo sentindo esse cheiro de esgoto estragado.

Além disso, sua pele é áspera, como uma lixa de unha. Me machuca quando encosta. Isso é, quando as suas verrugas não atrapalham o contato da sua com a minha pele. Parece que 50% do seu corpo é coberto de verrugas grosseiras.

E essas orelhas? Bem que você podia fazer uma plástica e melhorar essa aberração. Parecem as de um elefante. Já o nariz podia perder um pouco desses pêlos, perder um pouco desse bigode nasal. E catarro escorrendo não é sexy.

Você podia ter ido pelo menos uma vez na sua vida ao dentista. Seus dentes parecem ser feitos de bala de caramelo, e estão se desfazendo. Sempre que acordo de manhã ao seu horrível lado, tem alguns pedaços de dente espalhados pela cama.

Você também poderia ter ido à algum fonoaudiólogo ou professor de canto pra melhorar essa sua voz ridícula. Parece uma mongolóide falando. E o seu tímbre vocal é escroto. Parece o meu cu falando. Se meu ânus falasse seria similar ao som que a sua cavidade bucal produz.

O seu corpo é ridículo. É cheio de manchas marrons e roxas. Varizes e deformações. Eu sinto vergonha por você exitir assim. Por que não se mata? Iria fazer muitas pessoas felizes.

As suas unhas podiam não ser amarelas e estarem caindo apodrecidas. O seu pé podia não ser tão cascudo e ter esse odor de queijo. Se livrar das frieiras é uma boa também. Poderia escrever várias página detalhando a sua genitália nojenta, mas quero me privar de ter pesadelos hoje. Melhor não pensar nisso. Assim como é melhor não pensar em sua bunda asquerosa.

Eu te odeio. Com todas as forças do Cosmos. Os seus hábitos são os mais abomináveis.
Sabe, dar a descarga é bom. Especialmente quando se tem diarréia 365 dias por ano. Bom, se você não tem, aparenta ter.

Jogar os restos de comida no chão da sala não é educado. Não aguento mais ficar escorregando em restos de arroz com feijão e tropeçando em ossos de galinha.

Vias públicas não foram feitas para se evacuar. Para isso existem banheiros. Estações de metrô também são vias púbicas. Assim como cinemas. E shoppings.

Não é educado bater em crianças pequenas que você encontra pela rua. Cuspir na cara delas também não é uma boa ideia. Perto do que você faz, roubar o doce de uma criança é uma boa ação.

Pessoas normais quando comem num restaurante utilizam talheres. Não as mãos. Levar a boca diretamente ao prato também não faz parte das regras de etiqueta da sociedade moderna.

Você tentar transar com meu pai também não é algo que eu ache interessante. Nem com a minha mãe. E nem com a minha avó, com minha tia, meu tio, meu primo de primeiro, de segundo, de terceiro, de quarto, de quinto grau, o vizinho, o leiteiro, o porteiro, o gari, o açougueiro, o advogado, o vendor de bala, o mendigo, o cachorro do vizinho, o vira-lata da rua, meus colegas de trabalho, meus colegas de pelada, de academia. Acho que já me fiz entender nesse ponto.

Você tentar transar comigo chega a ser quase ofensivo também. Você trepa mal. Chega a ser vergonhoso. Sua performance sexual é tão ruim que pode ser comparada à performance de um cachorro que tenta realizar um transplante cardíaco. Um cachorro sem pernas.

Da maneira como as coisas estão, é impraticável continuar vivendo ao seu lado. Bom, isso não é viver, é morrer. Lentamente.

Quando você estiver lendo esta carta (se é que você sabe ler, pois pela maneira como você organiza suas falas e pensamentos parece que nunca leu um livro na vida) eu já terei atravessado a montanha de lixo que "decora" a nossa sala e terei girado a maçaneta da porta (com a ajuda de um jornal, para não sujar as minhas mãos de gordura).

Como disse no início da carta, eu te odeio. E quero que você morra. Morra e liberte o mundo de sua existência. Do seu fedor. Do seu nojo. Você é o fenômeno mais nojento da natureza. Com certeza. Sua foto deveria ser utilizada para torturar prisioneiros de guerra. Seria a tortura mais letal. Eu sou um guerreiro. Um vencedor. Consegui ficar todo esse tempo suportando essa sua existência detestável. Se consegui passar por isso, posso aguentar qualquer coisa.

Morra. MORRA.

Com muito rancor e nojo,
Butsloni

P.S. - Essa mancha no meio da carta é de vômito.

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A proposta desse texto me foi passada pela Tatá do http://palavrasinternas.blogspot.com/.
A ideia se baseia numa exposição da Sophie Calle, chamada "Cuide de Você", em que 104 mulheres foram convidadas a interpretar um e-mail de um ex-namorado que quis terminar o relacionamento. Agora vou passar para 5 cinco pessoas a missão de escrever uma carta como essa:

Taiyo (http://limitedapalavra.blogspot.com/)
Álvaro (http://poesialvaro.blogspot.com/)
Henrique (http://palhacadasaparte.blogspot.com/)
Letícia (http://petalasoltas.blogspot.com/)
Luiza (http://trintalivros.blogspot.com/)

Espero ver textos criativos!
Se alguém mais quiser fazer um texto assim , sinta-se à vontade...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cotidiano Escolar - ou - Aprendizado, Domínio e Maturação: O Processo Levado às Últimas Consequências. Oh Yeah. (Segunda Parte: Final)

-Continuação de http://somesentido.blogspot.com/2009/09/
cotidiano-escolar-ou-aprendizado.html



Naquele fim de semana.

Heoutogi vai até a casa da professora.

-Ola, querida professora! Toma, flores para a senhorita.
-Ah, obrigada, Heoutogi. Vamos para o meu quarto.

Eles iniciam o Processo.

17 minutos depois eles terminam o Processo.

-Poxa, Heoutogi, realmente, estou impressionada! Que desempenho... Você realmente está dominando o Processo.
-Obrigado. Eu treinei com a minha mãe.
-Muito bem! Gostei da sua iniciativa, afinal de contas, isso é papel dos pais mesmo.

Escola.

Semana seguinte.

-Heoutogi, - diz Carloto - tá rolando uma fofoca de que você domina o Processo todo muito bem. Isso é verdade?
-Sim, acho que é, pelo menos de acordo com o que a professora diz.
-É que o Corea ta dizendo pra todo mundo que ele domina o Processo bem melhor do que você.
-Ah, é? Bom, deixa ele dizer, eu sei que deve ser mentira.

Corea aparece.

-Então, Heoutogi, agora ta achando que é o rei do Processo, não é? Pois eu o desafio para um duelo. Vamos realizar o Processo em público e juízes irão decidir quem é o melhor.
-Eu não acho que seja o rei do Processo, mas se você quer tanto me confrontar, por mim pode ser.

Um mês depois. No dia do confronto processual.

Anacaram, o maior estádio do país, está lotado. Muitos chefes de estado estão presentes. Redes de televisão cobrem o evento, além de haver transmissão ao vivo pela internet. O presidente do país mais poderoso do mundo, Qwerty, e o líder espiritual Poiuytre, discursam antes do início do confronto. Eles falam sobre como esse confronto é importante para o mundo e para as religiões, que ele irá ajudar a unir os homens e suas crenças.

Depois disso, o grande cantor do pop, Djembe Bakurli, que ficou famoso por mudar de cor e por não ter sexo, canta uma linda canção composta especialmente para a ocasião. A letra diz:


"Oh, sim, olha só
Eu sou o melhor, e você é uma bosta
Eu humilho você em público e você chora de emoção, me agradecendo.
Quando eu mato os animais da floresta, sou um artista
Quando roubo o doce da criancinha, sou um cara legal
Quando soco a tua cara, sou sensual
E você não é nada, não adianta nem tentar
Quando faço amor com sua avó,
ela diz que acha você uma pessoa boa
Mas eu digo mais; você não é uma pessoa boa:
Você NÃO é uma pessoa.
(Refrão)
Oh, sim, Oh, não,
sai da frente que eu estou com pressa de chegar no trabalho.
Ontem eu assisti televisão e eu vi a tua cara feia,
então realizei o Processo.
Não há nada neste mundo que me deixe feliz como bala de caramelo.
Ahhhhhhhhhhh!!!!!!! Que legal!!!!!! OH YEAH!!!!!! DRUQI DRUQI PAN"

O público vai ao delírio; canta e balança junto com Djembe Bakurli, imitando suas danças que mexem com a libido e com a cintura.

Então as luzes se apagam e os holofotes iluminam o grande ringue central. Heoutogi e Corea sobem no ringue para que a disputa seja iniciada. O juiz chama ao palco os Objetos que serão utilizados para a realização do Processo. 15 Objetos femininos para cada participante.

Os critérios de julgamento da cópula serão: Qualidade da Cópula, Velocidade, Humor, Bondade, Inteligência Sexual, Cor, Credo, Afinação Vocal, Estilo, Poder de Compra, Beleza Física, Penteado, Raça, Nome Mais Bonito, Melhor Atuação, Melhor Cheiro e Órgão Sexual Mais Bonito.

O juiz apita o início.

Cada participante pega um objeto feminio e inicia a cópula. O público aplaude e se emociona. Pelos próximos 50 minutos, o mundo se deleita com as mais belas imagens sexuais já vistas. Posições magníficas, falas poéticas, jogo de cintura e espírito esportivo, de ambas as partes.

-Heoutogi, você é muito ruim. Eu sou o melhor do mundo.
-Não, Corea, você é muito ruim. Eu sou o melhor do mundo.

Quando terminam a última cópula, os participantes estão empatados em 135.378 pontos cada. Então, seguindo as regras, o juiz convida ao grande ringue central Djembe Bakurli, que, por não ter sexo, irá oferecer um grande desafio na hora do Processo final.

-Quem quer copular primeiro com o Djembe? - pergunta o juiz Maria Pimba.
-Eu - responde Corea.
-Gostaria de lembrar que este último Ato vale apenas 1 ponto. Ok?
-Sim.
-Hum, Sim.

Corea passa 15 minutos estudando a figura de Djembe, pensando como irá copular com alguém que não tem sexo.

Ele tenta de várias maneiras mas não consegue. E desiste.

-Quero ver o que você pode fazer.

Heoutogi estuda o corpo de Dejmbe por alguns minutos e pensa: "Se ele não tem sexo, não posso fazer sexo com o seu corpo. Logo, terei de fazer sexo com sua alma."

-Desculpe, Djembe, mas é por uma boa causa... bom, boa pelo menos pra mim.

Heoutogi mata Djembe com um tiro. Isso, na verdade, é permitido pelas regras do jogo: "Assassinar o objeto de cópula". Apenas poucas situações copulais se beneficiam deste ato, e esta é uma delas.

Então, utilizando técnicas especiais desenvolvidas por ele mesmo, Heoutogi faz com que o espírito de seu pênis saia de seu corpo. E com uma técnica que leu em um blog de culinária, fez com que os espiritos de Djembe e de seu pênis se materializassem aos olhos do público.

No momento em que a alma de Djembe é penetrada, o público explode de emoção.
Heoutogi, já com o seu espírito peniano de volta ao lar, é carregado como um grande heroi.

E para mostrar ao mundo como ele é forte, e o quão fraco é Corea, ele ordena que seus seguidores estraçalhem Corea sem piedade, que eles arranquem seus braços e pernas.
Heoutogi chuta e pisa o corpo ensanguentado de Corea enquanto seus seguidores fazem o mesmo, até que Corea fique desfigurado.

E então todos gritam:

-Viva Heoutogi! O forte que não perdoa os fracos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cotidiano Escolar - ou - Aprendizado, Domínio e Maturação: O Processo Levado às Últimas Consequências. Oh Yeah. (Primeira Parte)

Escola.

Segunda série do ensino primário.

-Eu quero ser bem forte pra poder matar o meu pai - diz Pomânio.
-Muito bom, Pomânio! - diz a professora Uneducla - E você, Glândea, o que quer ser quando crescer?
-Eu quero ser muito lésbica pra poder participar de uma orgia com 20 mulheres.
-Nossa, que bonito, Glândea!
-Eu, eu!!!
-Pode falar Heoutogi.
-Eu quero ser muito rico pra poder transar com você, querida professora!

Gritos de excitação na turma.

-Ah, Heoutogi, assim você me deixa lisonjeada! Olha, eu vou ligar pra sua mãe pra ver se ela deixa a gente marcar algo nesse fim de semana, ok?
-Oba! Obrigado, querida professora.
-Ahhh, mas e eu? Eu também quero transar com você, tia! Por que não eu? - diz Olartio.
-Bom, se é assim... Na hora do recreio vocês irão lutar no ringue do patio. Quem não morrer pede pra mãe me ligar.

Gritos de excitação na turma.


Hora do recreio.

Alunos, professores e a diretoria da escola se reúnem em torno do ringue do pátio.

-Uhuuuull! É isso aí, eu quero ver sangue e ossos quebrados! - grita a diretora Patáclia.
-Eu vou te matar. Vou arrancar sua cabeça fora. EU que vou transar com a professora! - diz Heoutogi.
-Não vai nada. EU é que vou transar com ela. Eu sou mais forte, mais bonito e o meu pau é maior! - diz Olartio.

"IÁÊÊÊÊÊÊ!!!" gritam as pessoas enlouquecidas.

A professora de Religião, Derve, soa o gongo e a luta começa. Heoutogi e Olartio trocam tapas, ponta-pés e arranhoes. Nada muito incomum no dia-a-dia daquela escola comum, daquela cidade comum, daquele país comum, daquele planeta comum, daquele universo comum, daquela dimensão comum.

Após algumas gotas de sangue no chão, pernas mancas, unhas arrancadas, cabelos despenteados, roupas rasgadas, a diretora chama Heoutogi no intervalo do quinto round e diz:

-Toma isso. Mostra que você é forte.

Ela lhe entrega um isqueiro e uma garrafinha com gasolina.

A luta recomeça, e assim que Olartio se distrai Heoutogi joga um pouco de gasolina nos seus olhos. Enquanto ele grita de dor, Heoutogi joga o restante da gasolina em seu corpo e acende o isqueiro. O corpo de Olartio pega fogo. Ele se debate no chão enquanto Heoutogi desfere golpes violentos em sua cabeça. O gongo soa, mas ele não pára de chutar a cabeça do morto. A freira da escola entra no ringue.

-Pode parar, filho, ele já está morto. Esse fraco.

Então ela levanta a mão de Heoutogi e todos aplaudem a sua grande vitória.

-Heoutogi, estou muito orgulhosa de você - diz Uneducla - Vou ligar para sua mãe e marcar o sexo para esta semana!

Na mesma noite.

-Alô? Aqui é Uneducla, professora de Português do Heoutogi, tudo bem?
-Olá, tudo bem! O Heoutogi aprontou desta vez?
-Não, nada disso. É que ele duelou com um coleguinha no ringue do patio e o matou, aquele fracote. Mas não tem problema não, a luta foi devidamente autorizada pela diretoria da escola.
-Ah, que bom! Fico aliviada.
-Eu estou ligando justamente por isso; como Heoutogi ganhou a luta, ele poderá fazer sexo comigo! Gostaria de saber se você o autoriza.
-Ah, Uneducla, como você é generosa! Claro que autorizo, afinal de contas, você á a professora dele.
-Está bem. Mas ele é virgem?
-Sim, sabe como é, muito tímido.
-Hum, será que você e seu marido não poderiam explicar pra ele, mais ou menos, o Processo? Sabe como é, isso é tarefa dos pais, além do que isso vai deixá-lo mais desinibido e safado na hora.
-Ah, pode deixar, hoje após o jantar iremos fazê-lo!

Hora da janta.

-Mãe! Hoje eu matei o Olartio, sabe, aquele garoto que vinha aqui às vezes? Por isso eu vou poder transar com a professora do Português!
-Sim, claro, ela já me ligou. Inclusive os pais do Olartio me ligaram também, agradecendo por você ter matado aquele fraco que era uma vergonha para a nossa sociedade.
-Pois é - diz Mesogras, o pai - como você vai transar com a sua professora, não pode fazer feio. Tem que comer ela bem. Por isso, eu e sua mãe iremos lhe explicar o Processo.
-Ah, que legal, pai!

Quarto dos pais.

Os pais tiram as suas roupas.

-Olha, filho, ta vendo isso aqui? Você tem um parecido aí. Você tem que colocar ele dentro desse buraco da professora, vai ser parecido com esse da mamãe.
-Ah, nossa!
-É, mas não pode chegar e sair colocando. Tem fazer carinho e brincar um pouco com a professora, pra ela ficar no ponto.
-???
-A gente vai te mostrar, presta atenção.

Os pais iniciam o Processo, cada etapa, desde o início, para que o pequeno Heoutogi faça tudo certinho.

-Ah, mas tem que ficar indo e vindo assim, várias vezes?
-Isso mesmo, filho! Você já está entendendo.
-Não cansa?
-Não muito não, cansa menos que jogar bola. Olha, vem cá, fica no meu lugar um pouco.

Heoutogi se atrapalha um pouco no início, mas com a ajuda de seus pais, ele pega o jeito da coisa.

-Muito bem, meu querido! A mamãe está muito orgulhosa de você! Você foi muito bem pra alguém da sua idade. Aquele seu coleguinha, o Torro, foi muito pior do que você.
-Ahahaha! É, ele é um idiota.

Naquele fim de semana.

Heoutogi vai até a casa da professora.

E...

(Fim do Primeiro Tomo. Aguardem o Tomo Final no Próximo Post)