domingo, 15 de novembro de 2009

Bêngolas na Minha Estratosfera Real

Berio estava no banheiro de sua casa. Terminou de fazer as suas necessidades e deu a descarga. Mas foi uma descarga tão forte que gerou uma descarga elétrica, e começaram a sair luzes de todas as cores de sua querida privada. Ele se assustou um pouco e tentou sair do banheiro, mas a privada começou a sugar tudo que havia no banheiro. Berio tentou agarrar-se na pia, mas esta foi arrancada da parede quando a segurou. Ele foi sugado para dentro da privada e conduzido para uma outra dimensão.

Berio foi expelido pelo chafariz da praça central de Bertrônha, a cidade à qual foi levado. Depois de retirar os pedaços de fezes que cobriam sua boca, ele se dirigiu à primeira pessoa que passava e perguntou aonde estava. A pessoa respondeu, mas ele não acreditou no que ouviu e saiu andando.

Entrou num restaurante para comer, estava faminto, viagens para outra dimensão deixam você com fome. Lá estavam eu e meu cachorro.

-Oi - eu disse.
-Oi - Berio disse.
-Oi - meu cachorro disse - Estou com muita fome.

Foi aí que Tópi avançou e devorou Bério. O meu cachorro disse que também estava com sede. Lhe dei um belo golpe de karate para que ficasse quieto. Então, para se vingar, me colocou dentro de uma garrafa de refrigerante, onde fiquei pelos próximos 5 anos.

Depois de me arrastar para fora da garrafa de refrigerante, peguei uma carona com o elefante de mármore. Ele disse estar muito satisfeito com a iminente guerra entre celulares e canetas esferográficas. Foi aí que ele tropeçou e morreu. Eu fui lançado com toda a força contra um muro verde, onde havia escrito "O Ovo é Grande e Alaranjado", e morri.

Fui levado por cientistas celtas para a clínica de Cavacas, famosa por ser a única clínica aonde são realizados transplantes anais perfeitos. Os médicos pararam de jogar tênis para me receber. Os cumprimentei e disse que havia morrido, devido ao choque contra a parede verde. Eles então começaram a gritar loucamente e a rasgar a carne de seus rostos. Depois que todos caíram mortos no chão, fui levado à sala de cirurgia. Como todos os médicos haviam morrido, eu iria ser operado pelo servente da clínica, por ser o funcionário mais qualificado (depois dos médicos) para uma cirurgia de revitalização.

Ele colocou os pedaços de meu corpo na mesa de cirurgia e jogou muita cola em meus pedaços estraçalhados. Por engano, ele colou a minha cabeça no lugar de meu pênis, e meu pênis no lugar de minha cabeça. Quando lhe chamei a atenção para isso, ele disse que quase não se notava. Então, dentro de 15 minutos, fui liberado. Antes de sair do hospital fui ao banheiro. Urinei pela minha boca, que agora era a minha uretra, e gritei de nojo pela minha uretra, que agora era a minha boca.

Saindo do hospital encontrei minha namorada. Ela disse que eu estava lindo e que havia um ar sexual em mim que ela não conseguia definir. Então ela chupou o meu pênis e saímos para passear. Depois, voltamos para casa. Ela queria transar. Tiramos a roupa. Então, eu a penetrei com a minha cabeça. No inicio, ela sentiu um pouco de dor, mas depois se acostumou. Na verdade, ela não havia se acostumado, havia morrido, pois a minha cabeça estraçalhou sua vagina, causando uma grande hemorragia interna. Eu disse:

-Querida, você morreu, vá para o lixo.
-Sim, já vou, deixa eu apenas retocar a maquigem.

Então ela esfregou o batom vermelho em seu cabelo, e jogou pó de arroz nos seus olhos. Depois foi para a cozinha e entrou dentro do lixo.

No dia seguinte, coloquei o lixo no lado de fora, para que fosse levado. Então voltei para a cozinha, estava com muita fome. Eu estava comendo miojo quando ele apareceu. O Homem Aranha apareceu na minha cozinha e começou a dançar lambada. Ele dançava com muita técnica. Poderia dançar no Faustão.

-Por que você está dançando lambada?
-Por que é o que eu amo.
-Acho que isso não ajuda a salvar as pessoas, que é sua função, né?
-Errado, minha função é dançar lambada. Mas, por preconceito, isso nunca foi mostrado nos quadrinhos.
-Entendo.
-Na verdade, eu salvo as pessoas dançando lambada. Só que o efeito é retardado, eu danço em casa, saio, e quando chego no local já está começando a fazer efeito, é só dar uns soquinhos que os caras caem mortos.
-Poxa, que incrível.
-Quer ver só? Tá vendo aquele cara, lá embaixo - ele apontou pela janela.
-Sim.

Então o Homem Aranha começou a dançar lambada. Sua dança era quente e sensual. Dois minutos depois, o cara começou a cambalear, então, o Homem Aranha pegou um bala Halls e tacou no cara. A bala bateu em sua cabeça e o derrubou no chão, caiu morto.

-Meu Deus, não é que funciona mesmo?

Foi aí que meu cachorro apareceu e disse que iria matar o Homem Aranha. Ele, meu cachorro, começou a dançar lambada. Então, ele vomitou Berio, que também começou a dançar lambada. Logo, eu também comecei a dançar lambada. O Homem Aranha começou a ficar tonto.

-Estou começando a ficar tonto - ele disse.

Então eu, Berio, e o cachorro começamos a chuta-lo. Depois que ele morreu, saímos para comer umas putas. Como não tinhamos muito dinheiro, rachamos uma puta.

Por estarmos muitos transtornados, por causa da lambada, que também havia nos atingido, não conseguimos acertar os orifícios da puta, e acabamos transando entre nós. Fizemos um trenzinho, eu comia Berio, que comia o cachorro, que me comia. Para não causar a morte da pessoa com quem eu copulava, utilizei o meu pênis, que agora era a minha cabeça. Foi uma experiência singular, diria.

Quando terminamos, pagamos a puta e voltamos para casa. Berio disse que precisa voltar para casa, então colocamos ele na privada e demos a descarga. Meu cachorro me perguntou:

-Por que é que...

Antes que ele terminasse a frase, chutei seu rosto e o matei. Por ter chutado seu rosto de mal jeito, meu joelho quebrou e a parte de baixo da minha perna apodreceu e caiu. Como não conseguia me mover mais, fiquei no chão, esperando o resto do meu corpo terminar de apodrecer. Enquanto isso, fiquei pensando:

-Ainda não lustrei a minha bigorna hoje. Espero que ela não se sinta triste e cometa um suicídio abstrato.

Então, a bigorna, que estava colada no teto, exatamente acima de mim, caiu e esmagou a minha cabeça abstrata.

-Bêngolas. Oi?


domingo, 8 de novembro de 2009

A Destruição do Universo – ou – O que é arte?

.....Era 00:30. Eu não gosto de Tarantino. Ok, eu até gosto, mas... não é arte. Bom, mas o que é arte? Tarantino me deixa feliz. Mas, o que traz felicidade é arte? O filme do Tarantino havia me deixado feliz. Caminhei rápido pela Senador Vergueiro. Não muito, apenas o suficiente. A rua não estava deserta, mas também não estava cheia. Meio deserta para os pessimistas, meio cheia para os otimistas. A temperatura não estava gelada, mas também não estava quente. Um pouco abafado, eu diria, embora o vento abrandasse a sensação. Odeio quando está abafado. Meio quente, para os pessimistas, meio frio para os otimistas. Isso se a pessoa for otimista e gostar de frio. Se não seria o contrário. Chegando ao portão do prédio ainda olhei para trás, conferindo se havia alguém por perto. Ou me seguindo. Sempre faço isso, embora nunca haja alguém me seguindo. Paranóia.

.....
Enfiei a mão no bolso para pegar as chaves. Mas como eu não gosto de andar com bolsa ou mochila, meu bolso estava lotado de coisas. Havia meu celular, meu querido pano siliconado para a limpeza de minhas lentes oculares, o papel que envolvia o canudo que utilizei para tomar refrigerante enquanto assistia ao filme do Tarantino, que havia me deixado feliz, embora não fosse arte, mas o que é arte não precisa deixar a gente feliz, na verdade, podemos ficar incrivelmente incomodados com filmes artísticos, ao mesmo tempo em que filmes comerciais também podem nos deixar incomodados, como filmes que exibem as entranhas explodidas das pessoas, mortes escabrosas, sangue, gente sendo cortada e torturada, assim como no filme do Tarantino, só que no filme do Tarantino a gente não fica incomodado, apesar de não ser arte, mas filmes artísticos também podem deixar a gente muito feliz e extasiado, a gente, então, acaba achando essas coisas todas muito engraçadas e irreverentes, apesar de serem horríveis, mas que por serem realizadas em nazistas deixam de ser horríveis e se tornam “justas”, pelo mal que os nazistas fizeram com a humanidade, mas quem somos nós para julgar o que é “justo” ou não justo, “justo” ou justo, com aspas, ou sem aspas, ou seja, no meu bolso também havia as minhas chaves de casa, que são muitas, pois a minha porta da frente possui muitas trancas, além de haver as chaves da porta dos fundos, as chaves do portão do prédio, e a da grade que existe entre minha porta dos fundos e o elevador dos fundos.

.....
Então, quando puxei a minha mão que estava enfiada em meu bolso, para fora do bolso, quase todo o seu conteúdo caiu. Por ser extremamente cuidadoso, já prevendo o que estaria por vir, interrompi o movimento de meu braço direito. Mesmo assim, o papel que envolvia o canudo que utilizei para tomar refrigerante enquanto assistia ao filme do Tarantino, que havia me deixado muito feliz, embora não fosse muito artístico, mas o que é artístico não precisa nos deixar felizes, na verdade, podemos ficar incrivelmente irritados com filmes de arte, enquanto filmes muito comerciais também podem nos deixar igualmente irritados, assim como filmes que mostram entranhas que explodiram, mortes assustadoras, sangue, gente sendo esquartejada e sob tortura, assim como no filme do Tarantino, só que no filme do Tarantino não ficamos incomodados, apesar de, definitivamente, não ser arte, mas filmes artísticos também podem nos deixar muito felizes e extasiados, digo, a gente acaba achando essas coisas todas muito cômicas e quase banais, apesar de serem horripilantes, mas que por estarem sendo aplicadas em nazistas deixam de ser horripilantes e se tornam “aceitáveis”, pela maldade que os nazistas fizeram com os seres humanos, mas, quem somos nós para julgar o que é “aceitável” ou não aceitável, “aceitável” ou aceitável, com aspas, ou sem aspas, ou seja, o papel do canudo caiu no chão.

.....
Por ser uma pessoa extremamente limpa e correta, pelo menos no meu ponto de vista, quem somos nós para nos dizermos corretos ou não, se todos fossemos realmente corretos como imaginamos ser, o mundo seria drasticamente diferente, logo, me abaixei para pegar o papel que havia caído no chão, que por ser em frente ao meu prédio, não gostaria que ficasse sujo, embora os outros chãos, que não são o do meu prédio, sejam igualmente importantes para um mundo mais limpo, eu dificilmente pegaria o papel de um outro chão que não fosse este. Eis que ao fazer o movimento de curvatura de meu tronco, percebo que algo cai de meu bolso, aquele que estava lotado. Algumas idéias passam pela minha cabeça, e quando lembro que meu pendrive habitava meu bolso naquele dia, congelo meu corpo por uma fração de segundo. Tempo suficiente, este, para que o pendrive realize a sua queda livre. Como o universo estava conspirando a meu favor, e Murphy ligeiramente distraído, o pendrive aterrisa suavemente sobre o macio tecido de meu querido tênis cinza. Qual não foi a minha surpresa e alívio ao constatar este fato.

.....Após retirar as chaves de meu bolso, recolhi o pendrive de cima de meu tênis cinza, recoloquei-o em meu bolso, e abri o portão de meu prédio. Caminhei dois passos até a porta interna de entrada e após colocar a chave na fechadura, pude ouvir o vento remexendo algumas folhas no pequeno jardim da entrada. Virei a cabeça rapidamente, e ainda tive tempo de ver algumas folhas aterrisando suavemente sobre a terra do canteiro. Após entrar, olhei-me no grande espelho da recepção. Como sempre, meu cabelo não se encontrava da maneira que imagina estar. Eu sorri. E olhei nos meus olhos. Arrumei o cabelo para a posição na qual imaginei que ele já estivesse e peguei o elevador.

.....Enquanto subia, pensei nos acontecimentos recentes, e imaginei que estes poderiam gerar um bom texto, ou, mesmo que não fosse bom, algum texto. Entrei em casa. Estava com preguiça de escrever. Mas, se não escrevesse, logo iria me esquecer da ideia. Sentei no computador e comecei:

.....“Era 00:31. Eu não gosto muito de Tarantino. Bom, até que gosto, mas... não é realmente arte. Bom, mas o que, realmente, é arte? Tarantino me diverte. Mas, o que nos diverte é arte? O filme do Tarantino havia me divertido bastante. Caminhei rápido pela Oswaldo Cruz. Não muito rápido, apenas o suficiente. A rua não estava vazia, mas também não estava cheia. Meio vazia para os pessimistas, meio cheia para os otimistas. A temperatura não estava fria, mas também não estava fazendo calor. Um pouco abafado, talvez, embora o vento abrandasse essa sensação desconfortável. Odeio quando está assim. Meio quente, para os pessimistas, meio frio para os otimistas. Isso se a pessoa for otimista e gostar de frio, pois, se não, seria o contrário. Chegando ao portão de casa ainda olhei para trás, conferindo se havia alguém por perto. Ou me perseguindo. Sempre faço isso, embora nunca haja ninguém me perseguindo. Paranóico. Coloquei a mão no bolso para...”

.....Estava com fome. Levantei-me e fui para a cozinha. Passei requeijão no pão. É incrível que meu pendrive não tenha se estatelado no chão. Esse não foi o melhor filme do Tarantino, definitivamente. Poderia estar mais frio. Onde foi que botei meu celular?

.....Entrei no meu quarto, estava escuro. Por não acender a luz, bati meu nariz com muita força. Após acendê-la, vi que havia deixado minha edição comemorativa de “Ulysses”, extendida e alargada, totalmente ilustrada, com comentários ao pé de cada página, e com um prefácio do Chuck Norris, largada no chão, perto da porta. Empurrei-a para um canto, pois não caberia em nenhuma estante da casa, e provavelmente em nenhuma estante pré-existente à publicação deste volume. Peguei meu celular. Voltei para o computador e continuei a escrever.

.....Enquanto isso, Tembi Vaiore Sarba, o mago que controla o Universo e todas as coisas que existem dentro dele, estava em seu castelo meta-físico, mexendo em seu caldeirão de substâncias criadas por ele mesmo, observando Rafael em sua bola de cristal. Aos berros.

.....-AHAHAHA!!!! RAFAEL! Seus dias estão contados! O seu destino está condenado! Aliás, estou de saco cheio deste planeta inútil.

.....Então Tembi Vaiore Sarba começou a golpear o planeta Terra com chutes violentos, jogou uma grande tempestade de lava, enviou habitantes de outras galáxias para bombardearem a Terra e...





.....-Está horrível – disse o editor – Esta história é uma bela porcaria. Quem vai querer ler este texto pobre e mal escrito? Ela se arrasta por horas e horas, e tudo que acontece é o menino entrar em casa! Depois, ele começa a escrever uma história exatamente igual à que acabou de acontecer com ele! MUITO POBRE! E pra piorar aparece um volume gigante de “Ulysses” e, coroando o cocô textual, uma mago que controla o universo, e que chuta nosso planeta. É, certamente, uma das piores histórias já escritas. Por um ser humano. Meu sobrinho de 2 anos faria melhor do que isso. Horrível. Um nojo.


Eu gostei.


-Quem disse isso?


Eu.


-?!?!?!?!?!?!!??! Quem é você? Que estranho, para você falar nem é necessário o uso do “-“


Eu, o autor.


-Mas, mas, como assim?? Onde você está??? Estou ouvindo sua voz dentro de minha cabeça!!!


Sim, é por você fazer parte da história que estou escrevendo.


-Ó, meu deus!


Pois é, e eu acho que a história está ótima e que você deve publicá-la assim mesmo.


-Não, não e não. A editora é minha, e eu publico o que eu quiser.


É, mas a sua editora foi criada por mim. Logo, eu que decido.


-Não mesmo! Nem vem, não estou com saco para discutir com você agora.


É melhor fazer o que lhe digo...


-Ah, é? Se não...?


Se não eu te tiro da história. Te destruo.


-Ahaha, você não pode fazer isso. Sou o único personagem da história até agora. Se me tirar, a história acaba. Nem tem como voltar para a história do Rafael, você já “destruiu” ela quando me introduziu no seu texto.


Bom, não vai publicar mesmo?


-Não


Então irei te destruir. Sem “ ”.


-Quero ver, você não teria coragem.


Ok.


.....Então a Terra foi atacada por uma chuva de lava, e alienígenas começaram a disparar seus canhões atômicos contra nosso planeta. E, além disso, a Terra foi golpeada violentamente pelos chutes de uma criatura superior. Então, todos os seres da Terra morreram. Na verdade, a atividade destruidora foi tão intensa que todo o Universo se auto-destruiu. Acabou, não sobrou nada. O Univeso passou a não existir mais.
.....Mas na verdade, as criaturas do Universo nem sentiram direito, foi tudo muito rápido. Ao contrário do filme do Tarantino, onde as pessoas são torturadas e as cenas de morte duram horas.
.....Bom, então é isso. Não tem Universo, não tem mais história. Na verdade isso nem poderia estar sendo escrito, já que também faço parte do Universo. Que inverossímil. É, realmente, esta história está uma bosta.


-Concordo.


.....Rafael terminou de escrever sua história, mas ao tentar sair de sua sala, se deu conta de que estava boiando no Universo frio e vazio. Para piorar a situação, seu pendrive saiu de seu bolso e começou a boiar para muito longe.

-Oh, não! Tenho vários arquivos importante ali!

.....Então ele se lembrou de que o Universo havia acabado, e ficou mais calmo, pois não iria mais precisar dos arquivos.



(A TELA FICA ESCURA E ENTRA UMA MÚSICA MUITO CALMA E MELODIOSA. LOGO, APARECEM OS CRÈDITOS DO FILME)



ESTE FOI UM FILME DE:

QUENTIN TARANTINO





-Isso não é arte. Isso é uma bosta.

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http://twitter.com/RafaelSperling

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vai, e não esquece da mandioca.


Curdispór Arantes do Cimento é um escritor renomado. Recebeu recentemente o prêmio Onânodes de Belrréia, que foi criado especialmente para premia-lo, já que nenhum prêmio existente no mundo fazia jus à sua obra genialmente original.

Quando anda nas ruas, causa grandes transtornos. Os fãs se aglomeram na tentativa de tocar em sua pele, para que possam absorver um pouco de sua sabedoria sobre-humana. Suas récitas de prosa e poesia lotam estádios de futebol pelo mundo todo. Cientístas estão enviado gravações de seus escritos para o espaço, por serem consideradas as obras mais importantes escritas até hoje.

Curdipór foi indicado para receber o prêmio Onânodes de Belrreia após a publicação de seu mais recente poema, "Ode a uma Ameixa Entristecida":

-Ode a uma Ameixa Entristecida-


Copos.

Cavalos.

Sílica gel.

Na minha cama está a gasolina de ontem.

E a árvore esmaga a moça relativa.

Quando ameixas choram, imagino sonhos de outros Novembros.

(Ou não, seu animal. Veatiydörfintu#ng~.)


Quando questionado sobre o que significa "Veatiydörfintu#ng~", Curdispór disse ser um sentimento muito complexo, que ele não consegue descrever, logo, teve que criar uma nova palavra.


-


Sânscrita é uma menina feliz. Ela é a maior fã de Curdispór. Recentemente, tatuou pelo seu corpo todo o romance "Boa Tarde, Mãe, Minha Vida Está uma Merda", sua obra preferida dele (depois do poema épico "Bengalas", que, por ser um poema de 625 volumes do tamanho da lista telefônica, seriam necessárias 12.000.000 pessoas para ser tatuado na íntegra).

Sânscrita gostaria muito de conhecer Curdispór, para que pudesse fazer sexo com ele. Era a coisa que mais queria em sua vida. Só que Curdispór era um homem muito reservado. Só deixava sua mansão uma ou duas vezes por ano. Não podia perder tempo com coisas desimportantes, precisava ficar concentrado, para que as ideias brotassem de sua mente genialmente original (que por ser tão original, Curdispór fez um seguro para ela no valor de 500.000.000.000€, no caso de algum infortúnio. Seguro este, que é patrocinado por todas as nações do mundo, que consideram Curdispór um cidadão universal, talvez o cidadão mais importante da história).

Então Sânscrita reuniu todas as suas economias e pagou um hacker, para que este descobrisse o e-mail do Grande Escritor. Após 10 anos tentando, o hacker descobriu. Eis a conversa virtual que se sucedeu entre escritor e leitora:

-Cada vez que eu leio seus textos, mais vontade dá de te conhecer, sabia?
-Bom, se você pudesse me conhecer ao vivo veria que não sou uma pessoa tão inatingível e genial quanto pareço ser por causa de meus textos. Por que não vem até minha mansão, poderemos ter uma conversa agradável, e, se tudo ocorrer bem, eu, quem sabe, faça sexo animal com você.
-Ok.

Eles se encontram. Eles se olham. Eles trocam palavras e frases, sons e sentidos sem importância.

-Pensando bem, é uma pena que ao vivo não sejas tão impressionante, tão inatingível e genial.
-Isso é o que você pensa.
-, você não disse que não era tão inatingível e genial, está se contradizendo agora?
-Sim, estou contradizendo a minha própria contradição contraditória.
-Deve ser difícil demais ser uma pessoa contraditória. As pessoas nem devem acreditar muito em ti.
-Sim, as pessoas, quando conversam comigo, devem levar em conta de que, por ser uma pessoa contraditória, quando contradigo alguma coisa posso estar contradizendo a minha própria contradição contraditória previamente contradita, de forma que que é difícil avaliar se minha contradição é real ou é apenas contraditória.
-E elas também podem entrar no seu jogo de contradição real ou contraditória e já dizer algo na espera de que você vá contradizer a tal coisa, fazendo com que você concorde com a ideia inicial.
-Sim, e isso pode gerar um cataclisma que transformará a realidade numa entidade contraditória a todas as ideias em geral, de forma que a contradição se torna a regra, e o não-contadito numa ideia estapafúrdia e sem importância, pois, de fato, ele passa a não existir.
-Iniciando, assim, uma nova revolução na humanidade que será considerada como o segundo holocausto, pois os aqueles que pensam de forma contraditória iniciarão um movimento que irá angariar fundos para uma sociedade que valoriza um novo jeito de pensar, excluindo ideias pueris e sem graças, como as não-contraditas.

Curdispór parou por alguns instantes, impressionado com o diálogo que acabara de ter com a jovem mulher que havia acabado de ganhar seu coração. Uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo. E caiu em seu pé direito (o rosto de Curdispór estava ligeiramente inclinado).

-Eu te amo, agora, Sânscrita. Faça sexo animal comigo.
-Ok.

Eles fizeram sexo animal. Eles ficaram vários dias fazendo sexo animal, sem beber nem comer, apenas fazendo o sexo mais animal que qualquer ser humano já fez sobre a face do planeta Terra.

Depois que eles cansaram de fazer o sexo animal, Curdispór disse:

-Foi bom enquanto nosso amor durou.

E chutou Sânscrita de sua mansão. Depois, caminhou até seu computador e escreveu um novo poema:



-Oi, Fui Eu, e Não a Aranha do Mostruário-


Ervilhas.
Somas que deram errado.
Os elefantes estão caminhando com meus vizinhos.
Havia um lugar do outro lado,
Mas esqueci de visitar
Havia uma moinho de vento
Dentro de minha privada pública
Sai daqui, sua vadia.
O troco foi $2,43.
Como vai?
Este é um belo coelho.
Como se segura nesta coisa?
Foi o tungstênio.
A tecla U está esmagada.
O tem muita água no meu saleiro.
Salve o mundo, ó, Rei das Arábias.
O sorvete caiu na orelha de minha esposa, seu juiz.
Aponte a luminária para o calcanhar, é mais apropriado.
Com disco azul é mais prazeroso.
Está liso, prefiro com as ataduras.
Retângulo.
Isso, mais devagar.
Ghaskl8Füiorp, enebriado.
É, minha roda está com a impressão facial de sua mãe.
Sânscrita, veja, o horizonte está te chamando;
Depois que chegar lá, me conta como foi.
Vai, e não esquece da mandioca.


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Este texto foi inspirado e feito à partir de uma conversa virtual com a Dandara.
E não, não teve a parte do sexo animal em nossa conversa.

E pra quem não viu ainda, eu tenho twitter agora:
http://twitter.com/rafaelsperling/

sábado, 24 de outubro de 2009

Não pode, é fisiologicamente errado.

O menino de 3 anos estava entediado em casa, procurando algum filme para ver. Fuxicou nos DVD's de seu pai e encontrou o que parecia ser alguma espécie filme que ele nunca havia visto. Não sabia se era uma comédia adolescente ou um filme de aventura. Se chamava "CRAZY ANAL SEX ADVENTURES 5", embora ele não tivesse a menor ideia do que, realmente, aquilo queria dizer.


E tinham umas mulheres de biquine e uns caras de sunga na capa. Eles pareciam estar se divertindo na capa. Talvez fosse um filme sobre as férias daqueles caras de sunga e daquelas mulheres de biquine. Ele achou engraçado que todas as oito mulheres que apareciam na capa exibiam seus traseiros, projetando-os para frente, talvez elas quisessem fazer cocô. Os traseiros eram grandes. Não lembrava de ter visto nenhuma menininha da escola com uma bunda tão grande. A bunda da tia Glorinha era grande mas não se parecia muito com as bundas daquelas mulheres de biquine.


Ele foi até a sala e colocou o DVD no aparelho que toca DVDs. Ele tinha aprendido a mexer nesse aparelho recentemente. Apertou PLAY.


O filme começou. Parecia que suas expectativas estavam certas. Haviam vários caras de sunga e mulheres de bundas grandes com biquines. Eles se divertiam bastante. E ficavam nadando numa piscina enorme, fazia muito sol. Devia estar fazendo muito calor, pois os homens ficavam esfregando gelo nos corpos das suas amigas, para que elas não ficassem mais suadas, além de ficarem bebendo uns sucos de várias cores, alguns deles ficavam espumando. E eles também deviam estar com fome, só que só tinha creme de chantilly e mel. Aí, eles colocavam o mel e o chantilly, uns nos corpos dos outros, os homens de sunga nas mulheres de biquine, e aí eles ficavam lambendo, pois eles esqueceram de levar colheres para poder comer direito.


Então começaram a acontecer umas cosias estranhas. Bom, talvez fosse o calor. Todo mundo começou a tirar as sungas ou os biquines. As mulheres além de possuírem bundas enormes, tinham os peitos muito grandes. Deviam estar amamentando, só que deixaram os filhos em casa quando foram passar as férias com os caras de sunga. E os caras de sunga tinham uns pintinhos muito grandes. Tavam mais para "pintões". Nem ele, nem nenhum amiguinho seu tinha um pintinho tão grande como os daqueles caras, talvez fosse alguma espécie de deformação.


E essa deformação devia deixá-los com um sabor agradável, pois a mulheres ficavam chupando e lambendo, que nem um picolé. E elas ficavam olhando fixamente para os caras enquanto labiam os pintões. E elas também ficavam mexendo pra cima e pra baixo nos pintos, bem rápido. Será que elas queriam beber o xixi deles? Vai ver que era isso. Aqueles sucos deviam ter acabado, e elas estavam tentando extrair o xixi dos caras que não estavam mais de sunga, para que todos pudessem bebê-lo. Depois de um certo tempo sacudindo e lambendo os pintos, saiu creme de leite. Ou então era o chantilly que eles haviam comido, só que meio digerido já, então ficava escorrendo pela cara das moças, que comeram tudinho, nem deixaram um pouco pros homens.


Aí o menino depois de ver esse trecho do filme acabou ficando com fome e foi para a cozinha beber um suco e comer frutas com creme de leite.


Quando ele voltou tinha começado uma parte nova do filme. O pinto de um dos caras tinha ficado enorme, ocupava quase a tela toda. Deve ser por que uma das mulheres sugou tão forte que ele esticou e aumentou. O pintão se aproximou de algo que parecia ser um fosso, uma cratera lunar, um buracão. E ele mergulhou lá dentro. E saiu. E mergulhou. E saiu. Muitas vezes. Aí, finalmente, apareceu a cara do dono do pintão. Ele estava feliz. Então a câmera mostrou que aquela cratera, na verdade, era a perereca da moça.


Ele ficava colocando e tirando muito rápido, e a moça fazia uma cara de que estava doendo, ficava gritando umas coisas. Parecia que ele torturava a moça. Então a câmera mostrou que os outros homens e mulheres também estavam fazendo a mesma atividade de megulhar o pinto na perereca.




Foi aí que o cara resolveu mergulhar o pinto no bumbum da mulher. O que era estranho, pois geralmente, o que sai do bumbum é cocô. Talvez isso tivesse alguma relação com a capa do filme, que mostrava as moças exibindo suas bundonas. Vai ver que elas estavam querendo demostrar interesse em os caras mergulharem os pintos dentro das suas bundas. Apesar disso parecer estranho.


E as moças começaram a gritar muito, elas sofriam de uma forma incrível, mas os homens não paravam, não paravam. Estavam todas as mulheres e todos os homens gritando muito, estavam todos sofrendo deseperadamente. Acho que o diretor estava querendo fazer uma metáfora do sofrimento da vida, do que é viver no planeta Terra, da nossa condição humana de existência. Era uma imagem um tanto perturbadora, muito bem bolada. Talvez o diretor fosse indicado ao Orcar.


Então a porta de casa se abriu e o pai do menino viu o menino vendo o filme do diretor que representava simbolicamente o sofrimento do mundo com pessoas na piscina de uma casa de praia bebendo sucos e comendo mel e chantilly e brincando de mergulhar os pintinhos que são pintões dentro das pererecas e dos cuzinhos que viraram cuzões das moças que ficaram sofrendo muito com isso, assim como as pessoas da humanidade sofrem e gritam de desespero, que nem as moças e...


-O que você está fazendo?

-Vendo esse filme que achei no seu quarto. Não entendi direito.

-Ehr...

-Por que eles ficam fazendo isso com as moças? - apontou para a tela que mostrava algo que lembrava uma cobra gigante entrando numa cratera de Júpiter.

-Isso se chama sexo, filho.

-Ah, é? E pra que serve o sexo? Pra que ficar botando o pinto no bumbum das moças?

-Olha, é um pouco complicado. Veja bem: eu fiz sexo com a sua mãe, aí você nasceu.

- ...Então eu saí pelo bumbum da mamãe? Você ficou torturando ela que nem esses homens, e aí eu apareci? É assim que termina o filme? Saem várias crianças pelas bundas das moças?

-Não, eu fiz sexo apenas pela vagina de sua mãe.

-Ah, sim, pois aí dói menos nela, né?

-Não, não dói, filho. Na vagina não.

-Então por que eles estavam fazendo no bumbum das mulheres?

-Por que tem gente que gosta.

-Que tipo de gente que gosta?

-Gays, por exemplo.

-O que são gays?

-São meninos que transam com meninos.

-Hum, como eu sei se eu sou gay?

-Imagino que você não seja!

-Bom, mas eu nunca transei com meus amigos!

-Não faça isso, não vai ser bom.

-Ah, claro, vai sair um filho meu, né?

-Não, já te disse que filho sai pela vagina.

-Mas homens não tem vaginas, logo o filho sai pelo cú.

-Não, homens não podem ter filhor. É fisiologicamente impossível.

-Ah... claro - disse o menino fingindo que sabia o que "fisiologicamente" queria dizer.



No dia seguinte, na escola.


-Fizeram a atividade que pedi? Quem quer falar sobre o filme que viu ontem? - disse a professora.

-Eu quero. Ontem ví um filme muito bonito, que ensinava as pessoas a não fazerem sexo pelo cú, apenas pela vagina, por ser fisiologicamente melhor e por que pelo cú não sai criança, apenas cocô, e se você fizer sexo pelo cú, por ser fisiologicamente ruim, uma criança fisiologicamente ruim vai nascer, uma criança feita de cocô, e ninguém quer ter um filho feito de cocô, e sim de carne, por ser algo mais agradável, além de que as mulheres sofrem e gritam quando fazem o sexo fisiologicamente errado e os homens ficam gritando também e dando palmadas nas mulheres, todos juntos, todos os caras da casa de praia ficavam gritando e batendo nas bundas das mulheres e as mulheres lá, todas sofrendo, prestes a ter um filho de cocô, e os caras jogando chantilly nelas e lambendo e jogando mel e lambendo, e transando pelo cú e colocando chantilly e mel no cú e chupando o cú das mulheres e as mulheres chupando o pinto dos caras e os caras novamente fazendo o sexo pelo cú das mulheres que tiveram o cú chupado e os caras botando chantilly e mel e não chupando e fazendo sexo com chantilly e cocô e mel e o sofrimento das mulheres e o sofrimento da humanidade retratado nos rostos das mulheres e no sexo anal e a casa de praia simbolizando a humanidade e os homens sem sunga e as mulheres sem biquine simbolizando os seres humanos que sofrem e que fazem o sexo errado, por que ninguém ensinou pra eles que pelo cú é fisiologicamente errado.

-Sei.

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Este texto foi inspirado em algumas obras de André Sant'anna, especialmente nos contos do livro "Sexo e Amizade", e na prosa poética de "Amor".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Esse é O Texto é Meu Deus que Belo Dia

Estava um dia bonito dia para passear pelas ruas podres tão podres que nos deixam enjoados demais para passear é algo que me agrada muito desde a mais tenra idade é algo que me trás lembranças boas são aquelas que não nos esquecemos das coisas importantes e lembramos sempre das coisas ruins enquanto as boas ficam marginalizadas dentro dessa sociedade injusta é a pessoa que não perdoa o erro de outra vez tentei consertar minha televisão é uma coisa insuportável demais aturar o meu vizinho que grita o dia todo com a mulher dos meus sonhos vai ter que passar o dia na cozinha um bife pra mim que eu to com fome acho que vou sair pra comer alguém de vez em quando é importante a gente não lembra só quando não importa o que você diga eu te odeio ter que trabalhar nos feriados eu gosto de ficar fazendo inutilidades não se chega a lugar nenhum vai te aceitar dessa maneira onde já se viu alguém que não olha nos meus olhos quando me cumprimenta merece todo o respeito do mundo por ser tão escroto as pessoas o detestam pessoas tímidas pois se passam por metidas para que ganhem o respeito dos especialistas em filmes orientais são muito legais especialmente as sequências de porradaria foi generalizada no jogo do flamengo só tinha gente feia e fedorenta já basta a minha bunda é linda parece de bebê eu não tenho nada já vi de tudo nessa vida a gente tem que ralar se quiser chegar na praia de botafogo fica pertinho daqui é só virar a casaca é decepcionante não é descobrir que você é falsa e mentirosa é a pessoa que diz ser sua amiga na hora que você tenta comer mas na hora que tá matando cachorro à grito vem te dar um abraço de boas vindas depois de muitos anos de ausência voltei pra casa e encontrei minha família toda estava reunida na noite de ontem ouvi uns tiros aqui na minha rua tem uma loura muito gostosa aquela torta é de chocolate tudo que é bom e engorda muito beber e comer ao mesmo tempo eu te considero um cara maneiro embora não concorde com o que você fez foi espetacular salvar o bebê dos trilhos do trem vem de minas gerais pois todos os trens são meios de transporte incríveis pena que no rio de janeiro só tem gente metida prefiro o pessoal do interior é de onde saem esses sentimentos todos que derramei em sua cabeça um pote de feijão foi mal gerado e nasceu deformado cheio de cartilagem essa carne que nojo morder essas coisas duras de aguentar como ver criancinhas sendo espancadas por policiais são pessoas ótimas tenho um amigo sargento me disse que estava fazendo parte do tráfico de armas uma barraca no meio da floresta para acampar é uma atividade de contato com a natureza é algo que odeio assim como mosquitos que caem no meu leite não posso evitar de olhar para os seus seios ele são enormes assim como suas coxas estão muito bem cozidas e com um aroma ótimo para jogar no lixo está horrorosa essa sua combinação de roupas parece uma puta merda esqueci de fechar o gás do banheiro do meu prédio não dá pra ver muita coisa além de uma parede branca. Não, obrigado, já almocei.

domingo, 4 de outubro de 2009

A Encenação das Laranjas

Telco e Piló resolveram ir na feira roubar laranja. Combinaram de encenar a morte de Piló, que distrairia a multidão enquanto Telco roubava as laranjas.


Chegando na feira, Piló inicia a encenação dando um grito agudo e levando as mãos ao peito, enquanto cambaleia derrubando algumas barracas.


A multidão, sensibilizada, resolve acudir Piló. Enquanto a encenação ocorre, Telco caminha até a barraca das laranjas e coloca várias dentro de sua bolsa.


Como a encenação está sendo um sucesso, Telco resolve roubar mais algumas frutas, afinal de contas, já tem gente até ligando para o hospital. Estão todos entretidos com a morte encenada por Piló. Não é todo dia que morre alguém na feira.


Quando sua bolsa começa a ficar pesada demais, Telco resolve dar por terminado o trabalho, e caminha em direção a Piló.


Chegando perto de Piló, Telco lhe diz que já não precisa mais encenar, que ele deve terminar a encenação da maneira previamente combinada.


Mas Piló não responde e Telco entra em pânico, pois percebe que Piló está realmente morto.
Telco chora alto e escandalosamente. Acabara de perder seu parceiro de encenação.


Mas logo em seguida, Piló se levanta e diz que estava apenas encenando. Telco encena que estava apenas encenando também, para que as pessoas em volta acreditassem mais ainda na encenação de Piló. Telco encena uma risada forçada e se vira para as pessoas da feira dizendo que está tudo bem, que Piló estava só brincando. As pessoas da feira, temendo parecerem idiotas por acreditarem na encenação ridícula de Piló, encenam dizendo que estão felizes por Piló não estar morto.


Telco e Piló começam a caminhar para longe da multidão quando o vendedor da barraca de laranjas os chama. O vendedor encena que está achando estranho que todas as laranjas de sua barraca sumiram depois da encenação da suposta morte de Piló. Telco encena rindo e dizendo que não vê nenhuma ligação entre os dois acontecimentos. O vendedor encena que acredita na encenação de Telco e os convidada a procurar as laranjas com ele. Telco encena que estão com pressa e que eles não poderão o ajudar. O vendedor, por ser mais fraco e baixo que Telco, encena dizendo que acredita no que ele diz, com medo de enfrentá-lo.


Então o filho do vendedor, que é mais forte do que Telco e Piló juntos, e mais alto do que Telco e Piló um em cima da cabeça do outro, encena que acredita neles. Mas pede para que Telco abra a sua bolsa, mostrando que eles nada tem a ver com o sumiço das laranjas. Telco e Piló encenam um riso forçado e dão tapinhas no ombro do vendedor, dizendo que o filho dele é muito temperamental.


O filho do vendedor começa a ficar nervoso e então Piló encena o abraçando e dizendo que está tudo bem, que eram apenas algumas laranjas. O filho do vendedor, com medo de parecer idiota para o resto das pessoas da feira, encena que está tudo bem e que está gostando do abraço de Piló.


Mas aí, aparecem mais 15 vendedores dizendo que suas frutas também sumiram. Eles não encenam, e dizem acreditar que Telco e Piló são os responsáveis pelo sumiço de todas as frutas. Telco não encena e pede para que todos fiquem calmos, enquanto Piló não encena e diz que está se sentindo mal.


Piló não encena e desmaia de nervosismo. Telco não encena e grita que eles estão matando Piló. Mas o vendedores dizem não acreditar em Telco, pois, pouco antes, Piló estava encenando que morria, e portanto, não havia porque acreditar nele agora.


Telco se desespera e grita que se eles continuaram a acusá-los, Piló irá morrer. É aí que então Piló cai duro no chão. Todos se assustam. Telco examina Piló.


Ele não encena e grita, com lágrimas nos olhos, que eles mataram o seu amigo. Os vendedores encenam e dizem que eles nada tem a ver com o acontecido. Telco pede para que eles o ajudem a levar Piló a um hospital, mas os vendedores encenam que estão com pressa e dizem que não podem ajudar. Telco, por ser mais fraco e em menor número que os vendedores, encena dizendo que acredita no que eles dizem, com medo de enfrentá-los e que descubram que ele realmente havia roubado as laranjas.

(...)

Duas horas mais tarde, em casa, tomando suco de laranja:

-Me assustou, realmente pensei que você tivesse morrido ali.
-Eu também. Às vezes é difícil dizer se algo foi encenado ou não. O limite da encenação ou não-encenação está nos olhos de quem vê, e não na mente de quem encena.

domingo, 27 de setembro de 2009

Posso Te Dar Oi?

-Oi.
-...
-Eu posso te dar oi?
-Sim, claro.
-Ok... oi.
-Olá!
-Hahaha! Olha eu estou te dando oi!
-É verdade!
-Veja só: EU ESTOU TE DANDO OI.
-Olá! Olá!
-Sim, sim, isso, continue!
-OI. OI. OLÁÁÁÁÁÁ!
-OOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIII
-Isso é muito emocionante!
-Nunca fiz algo tão maravilhoso em minha vida. Dar oi é como ter um orgasmo.
-Um não, dois. Ao mesmo tempo.
-Sim, é verdade!
-Oi!.
-Oi!.
-OI.
-OI.
-Olhe, agora estou tocando em você.
-Poxa, é verdade!
-Veja! Veja! ESTOU TOCANDO EM VOCÊ.
-NOSSA. ISSO É BOM.
-Vou tocar mais.
-ISSO. TOQUE NO MEU BRAÇO.
-Ahahaha! Estou tocando na sua barriga agora.
-Isso! Com mais força! MAIS. MAIS.
-Vou socar a sua barriga!
-Soque, vai!
-ESTOU SOCANDO. ESTOU SOCANDO.
-Agora no meu rosto! Depressa!
-Estou tocando!
-MAIS FORÇA. BATA NO MEU ROSTO.
-AAAAHHHHHH. Estou batendo, estou espancando o seu rosto.
-SIM. SIM. Mais! Quebre os meus dentes. Chute minha boca.
-ESTOU CHUTANDO. ESTOU CHUTANDO.
-Nossa, que sensação incrível.
-Hahaha! Vou te matar!
-ISSO. ME MATE.
-ESTOU TE MATANDO. ESTOU TE MATANDO.
-...
-Eh, tá tudo bem?
-...
-Ei, levanta.
-...
-Hum.
-Meu deus! Tem uma pessoa morta, toda ensanguentada, com os dentes quebrados, caída no chão! O que houve com ela?
-Nada. Ela me disse oi.

domingo, 20 de setembro de 2009

Eu Danço Com os Hamsters na Floresta

Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muitas canções alegres
E dançamos pelados
Brincamos de pular na lama
E de roer madeira

Soa o alarme:
-É hora de cirurgia cerebral!! Quem se candidata?

Os hamsters ficam gritando como loucos, todos querem ter o cérebro operado.

-Ok, você será o primeiro felizardo.

Abro o cérebro dele. E retiro todo o seu conteúdo.

Lhe ofereço, numa pequena colher, um pouco de sua própria massa cerebral. Ele diz:
-Muito obrigado. É, de fato, muito delicioso. Diria, uma iguaria.

Então ele devora o resto de seu cérebro e voltamos a dançar.


Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muitas canções alucinantes
E dançamos nos exibindo
Brincamos de pular no lixo
E de mastigar madeira podre

Soa o alarme:
-É hora de espancar o colega!! Quem se candidata?

Os hamsters ficam gritando como loucos, todos querem ser espancados.

-Ok, você será o segundo felizardo.

Ao meu sinal, todos começamos a espancá-lo. Quando ele está quase morto, vejo que está tentando dizer algo:
-Muito obrigado. Foi, de fato, muito agradável. Estou me sentindo revigorado.

Então ele se levanta de sua poça de sangue e voltamos a dançar.


Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muitas canções grotescas
E dançamos esfregando a genitália
Brincamos de pular no nosso próprio cocô
E de comer madeira podre e contaminada

Soa o alarme:
-É hora de cometer suicídio!! Quem se candidata?

Os hamsters ficam gritando como loucos, todos querendo se suicidar.

-Ok, você será o último felizardo.

Ao meu sinal, ele se suicida. Quando ele já está morto, vejo que está tentando dizer algo:
-Muito obrigado. Foi, de fato, uma experiência diferente. Estou me sentindo um pouco estranho, entretanto.

Então, como ele não consegue mais dançar, deixamos seu corpo estirado no chão, para que apodreça, e voltamos a dançar.

A dança continua deliciosa. Mas como tudo que é bom dura pouco, após alguns dias de dança ininterrupta nossas veias e articulações da perna começam a falhar, e começamos a cair pelo chão, lutando ainda, para continuar a dança.

-Não parem! Não parem! Dancem!

Logo me dou conta de que estou estirado em cima de uma montanha de hamsters mortos, madeira podre e contaminada, fezes, lixo, sangue, cérebro, e líquido seminal.

Como não tenho mais condições de me locomover, resolvo cantar uma última canção antes que eu me integre definitivamente à montanha que me acolhe:

Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la
Eu danço com os hamsters na floresta
Tra-la-la

Nós cantamos muit...

(Nessa hora eu apodreço e morro)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Bonita Carta Para Um Fim de Namoro

Patráclia,

Eu te odeio. Eu quero que você morra.
Te desejo tudo de mais horrível que possa ser desejado para alguém.
A nossa relação nunca foi boa de qualquer forma. Sempre foi uma bosta. Um lixo. Um horror.
E você sempre fede. Parece um peido em forma de gente. A sua pele sempre suada, sempre encharcada, peguenta. E o seu sovaco parece que está podre, que morreu e esqueceram de enterrar, um nojo. O seu hálito tem cheiro esgoto. Caso não tenha notado, sempre vomito quando transamos, eu me dou ao trabalho de virar o rosto para o lado, para que não caia nada em seu escroto rosto. É dificil ficar muito tempo sentindo esse cheiro de esgoto estragado.

Além disso, sua pele é áspera, como uma lixa de unha. Me machuca quando encosta. Isso é, quando as suas verrugas não atrapalham o contato da sua com a minha pele. Parece que 50% do seu corpo é coberto de verrugas grosseiras.

E essas orelhas? Bem que você podia fazer uma plástica e melhorar essa aberração. Parecem as de um elefante. Já o nariz podia perder um pouco desses pêlos, perder um pouco desse bigode nasal. E catarro escorrendo não é sexy.

Você podia ter ido pelo menos uma vez na sua vida ao dentista. Seus dentes parecem ser feitos de bala de caramelo, e estão se desfazendo. Sempre que acordo de manhã ao seu horrível lado, tem alguns pedaços de dente espalhados pela cama.

Você também poderia ter ido à algum fonoaudiólogo ou professor de canto pra melhorar essa sua voz ridícula. Parece uma mongolóide falando. E o seu tímbre vocal é escroto. Parece o meu cú falando. Se meu ânus falasse seria similar ao som que a sua cavidade bocal produz.

O seu corpo é ridículo. É cheio de manchas marrons e roxas. Varizes e deformações. Eu sinto vergonha por você exitir assim. Por que não se mata? Iria fazer muitas pessoas felizes.

As suas unhas podiam não ser amarelas e estarem caindo apodrecidas. O seu pé podia não ser tão cascudo e ter esse odor de queijo. Se livrar das frieiras é uma boa também. Poderia escrever várias página detalhando a sua genitália nojenta, mas quero me privar de ter pesadelos hoje. Melhor não pensar nisto. Assim, como é melhor não pensar em sua bunda asquerosa.

Eu te odeio. Com todas as forças do Cosmos. Os seus hábitos são os mais abonináveis.
Sabe, dar a descarga é bom. Especialmente quando se tem diarréia 365 dias por ano. Bom, se você não tem, aparenta ter.

Jogar os restos de comida no chão da sala não é educado. Não aguento mais ficar escorregando em restos de arroz com feijão e tropeçando em ossos de galinha.

Vias públicas não foram feitas para se evacuar. Para isso existem banheiros. Estações de metro também são vias púbicas. Assim, como cinemas. E shoppings.

Não é educado bater em crianças pequenas que você encontra pela rua. Cuspir na cara delas também não é uma boa ideia. Perto do que você faz, roubar o doce de uma criança é uma boa ação.

Pessoas normais quando comem num restaurante utilizam talheres. Não as mãos. Levar a boca diretamente ao prato também não faz parte das regras de etiqueta da sociedade moderna.

Você tentar transar com meu pai também não é algo que eu ache interessante. Nem com a minha mãe. E nem com a minha avó, com minha tia, meu tio, meu primo de primeiro, de segundo, de terceiro, de quarto, de quinto grau, o vizinho, o leiteiro, o porteiro, o gari, o açougueiro, o advogado, o vendor de bala, o mendigo, o cachorro do vizinho, o vira-lata da rua, meus colegas de trabalho, meus colegas de pelada, de academia. Acho que já me fiz entender nesse ponto.

Você tentar transar comigo chega a ser quase ofensivo também. Você trepa mal. Chega a ser vergonhoso. Sua performance sexual é tão ruim que pode ser comparada á performance de um cachorro que tenta realizar um transplante cardíaco. Um cachorro sem pernas.

Da maneira como as coisas estão, é impraticável continuar vivendo ao seu lado. Bom, isso não é viver, é morrer. Lentamente.

Quando você estiver lendo esta carta (se é que você sabe ler, pois pela maneira como você organiza suas falas e pensamentos parece que nunca leu um livro na vida) eu já terei atravessado a montanha de lixo que "decora" a nossa sala e terei girado a maçaneta da porta (com a ajuda de um jornal, para não sujar as minhas mãos de gordura).

Como disse no início da carta, eu te odeio. E quero que você morra. Morra e liberte o mundo de sua existência. Do seu fedor. Do seu nojo. Você é o fenômeno mais nojento da natureza. Com certeza. Sua foto deveria ser utilizada para torturar prisioneiros de guerra. Seria a tortura mais letal. Eu sou um guerreiro. Um vencedor. Consegui ficar todo esse tempo suportando essa sua existência detestável. Se consegui passar por isso, posso aguentar qualquer coisa.

Morra. MORRA.

Com muito rancor e nojo,
Butsloni

P.S. - Essa mancha no meio da carta é de vômito.

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A proposta desse texto me foi passada pela Tatá do http://palavrasinternas.blogspot.com/.
A ideia se baseia numa exposição da Sophie Calle, chamada "Cuide de Você", em que 104 mulheres foram convidadas a interpretar um e-mail de um ex-namorado que quis terminar o relacionamento. Agora vou passar para 5 cinco pessoas a missão de escrever uma carta como essa:

Taiyo (http://limitedapalavra.blogspot.com/)
Álvaro (http://poesialvaro.blogspot.com/)
Henrique (http://palhacadasaparte.blogspot.com/)
Letícia (http://petalasoltas.blogspot.com/)
Luiza (http://trintalivros.blogspot.com/)

Espero ver textos criativos!
Se alguém mais quiser fazer um texto assim , sinta-se à vontade...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cotidiano Escolar - ou - Aprendizado, Domínio e Maturação: O Processo Levado às Últimas Consequências. Oh Yeah. (Segunda Parte: Final)

-Continuação de http://somesentido.blogspot.com/2009/09/
cotidiano-escolar-ou-aprendizado.html



Naquele fim de semana.

Heoutogi vai até a casa da professora.

-Ola, querida professora! Toma, flores para a senhorita.
-Ah, obrigada, Heoutogi. Vamos para o meu quarto.

Eles iniciam o Processo.

17 minutos depois eles terminam o Processo.

-Poxa, Heoutogi, realmente, estou impressionada! Que desempenho... Você realmente está dominando o Processo.
-Obrigado. Eu treinei com a minha mãe.
-Muito bem! Gostei da sua iniciativa, afinal de contas, isso é papel dos pais mesmo.

Escola.

Semana seguinte.

-Heoutogi, - diz Carloto - tá rolando uma fofoca de que você domina o Processo todo muito bem. Isso é verdade?
-Sim, acho que é, pelo menos de acordo com o que a professora diz.
-É que o Corea ta dizendo pra todo mundo que ele domina o Processo bem melhor do que você.
-Ah, é? Bom, deixa ele dizer, eu sei que deve ser mentira.

Corea aparece.

-Então, Heoutogi, agora ta achando que é o rei do Processo, não é? Pois eu o desafio para um duelo. Vamos realizar o Processo em público e juízes irão decidir quem é o melhor.
-Eu não acho que seja o rei do Processo, mas se você quer tanto me confrontar, por mim pode ser.

Um mês depois. No dia do confronto processual.

Anacaram, o maior estádio do país, está lotado. Muitos chefes de estado estão presentes. Redes de televisão cobrem o evento, além de haver transmissão ao vivo pela internet. O presidente do país mais poderoso do mundo, Qwerty, e o líder espiritual Poiuytre, discursam antes do início do confronto. Eles falam sobre como esse confronto é importante para o mundo e para as religiões, que ele irá ajudar a unir os homens e suas crenças.

Depois disso, o grande cantor do pop, Djembe Bakurli, que ficou famoso por mudar de cor e por não ter sexo, canta uma linda canção composta especialmente para a ocasião. A letra diz:


"Oh, sim, olha só
Eu sou o melhor, e você é uma bosta
Eu humilho você em público e você chora de emoção, me agradecendo.
Quando eu mato os animais da floresta, sou um artista
Quando roubo o doce da criancinha, sou um cara legal
Quando soco a tua cara, sou sensual
E você não é nada, não adianta nem tentar
Quando faço amor com sua avó,
ela diz que acha você uma pessoa boa
Mas eu digo mais; você não é uma pessoa boa:
Você NÃO é uma pessoa.
(Refrão)
Oh, sim, Oh, não,
sai da frente que eu estou com pressa de chegar no trabalho.
Ontem eu assisti televisão e eu vi a tua cara feia,
então realizei o Processo.
Não há nada neste mundo que me deixe feliz como bala de caramelo.
Ahhhhhhhhhhh!!!!!!! Que legal!!!!!! OH YEAH!!!!!! DRUQI DRUQI PAN"

O público vai ao delírio; canta e balança junto com Djembe Bakurli, imitando suas danças que mexem com a libido e com a cintura.

Então as luzes se apagam e os holofotes iluminam o grande ringue central. Heoutogi e Corea sobem no ringue para que a disputa seja iniciada. O juiz chama ao palco os Objetos que serão utilizados para a realização do Processo. 15 Objetos femininos para cada participante.

Os critérios de julgamento da cópula serão: Qualidade da Cópula, Velocidade, Humor, Bondade, Inteligência Sexual, Cor, Credo, Afinação Vocal, Estilo, Poder de Compra, Beleza Física, Penteado, Raça, Nome Mais Bonito, Melhor Atuação, Melhor Cheiro e Órgão Sexual Mais Bonito.

O juiz apita o início.

Cada participante pega um objeto feminio e inicia a cópula. O público aplaude e se emociona. Pelos próximos 50 minutos, o mundo se deleita com as mais belas imagens sexuais já vistas. Posições magníficas, falas poéticas, jogo de cintura e espírito esportivo, de ambas as partes.

-Heoutogi, você é muito ruim. Eu sou o melhor do mundo.
-Não, Corea, você é muito ruim. Eu sou o melhor do mundo.

Quando terminam a última cópula, os participantes estão empatados em 135.378 pontos cada. Então, seguindo as regras, o juiz convida ao grande ringue central Djembe Bakurli, que, por não ter sexo, irá oferecer um grande desafio na hora do Processo final.

-Quem quer copular primeiro com o Djembe? - pergunta o juiz Maria Pimba.
-Eu - responde Corea.
-Gostaria de lembrar que este último Ato vale apenas 1 ponto. Ok?
-Sim.
-Hum, Sim.

Corea passa 15 minutos estudando a figura de Djembe, pensando como irá copular com alguém que não tem sexo.

Ele tenta de várias maneiras mas não consegue. E desiste.

-Quero ver o que você pode fazer.

Heoutogi estuda o corpo de Dejmbe por alguns minutos e pensa: "Se ele não tem sexo, não posso fazer sexo com o seu corpo. Logo, terei de fazer sexo com sua alma."

-Desculpe, Djembe, mas é por uma boa causa... bom, boa pelo menos pra mim.

Heoutogi mata Djembe com um tiro. Isso, na verdade, é permitido pelas regras do jogo: "Assassinar o objeto de cópula". Apenas poucas situações copulais se beneficiam deste ato, e esta é uma delas.

Então, utilizando técnicas especiais desenvolvidas por ele mesmo, Heoutogi faz com que o espírito de seu pênis saia de seu corpo. E com uma técnica que leu em um blog de culinária, fez com que os espiritos de Djembe e de seu pênis se materializassem aos olhos do público.

No momento em que a alma de Djembe é penetrada, o público explode de emoção.
Heoutogi, já com o seu espírito peniano de volta ao lar, é carregado como um grande heroi.

E para mostrar ao mundo como ele é forte, e o quão fraco é Corea, ele ordena que seus seguidores estraçalhem Corea sem piedade, que eles arranquem seus braços e pernas.
Heoutogi chuta e pisa o corpo ensanguentado de Corea enquanto seus seguidores fazem o mesmo, até que Corea fique desfigurado.

E então todos gritam:

-Viva Heoutogi! O forte que não perdoa os fracos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cotidiano Escolar - ou - Aprendizado, Domínio e Maturação: O Processo Levado às Últimas Consequências. Oh Yeah. (Primeira Parte)

Escola.

Segunda série do ensino primário.

-Eu quero ser bem forte pra poder matar o meu pai - diz Pomânio.
-Muito bom, Pomânio! - diz a professora Uneducla - E você, Glândea, o que quer ser quando crescer?
-Eu quero ser muito lésbica pra poder participar de uma orgia com 20 mulheres.
-Nossa, que bonito, Glândea!
-Eu, eu!!!
-Pode falar Heoutogi.
-Eu quero ser muito rico pra poder transar com você, querida professora!

Gritos de excitação na turma.

-Ah, Heoutogi, assim você me deixa lisonjeada! Olha, eu vou ligar pra sua mãe pra ver se ela deixa a gente marcar algo nesse fim de semana, ok?
-Oba! Obrigado, querida professora.
-Ahhh, mas e eu? Eu também quero transar com você, tia! Por que não eu? - diz Olartio.
-Bom, se é assim... Na hora do recreio vocês irão lutar no ringue do patio. Quem não morrer pede pra mãe me ligar.

Gritos de excitação na turma.


Hora do recreio.

Alunos, professores e a diretoria da escola se reúnem em torno do ringue do pátio.

-Uhuuuull! É isso aí, eu quero ver sangue e ossos quebrados! - grita a diretora Patáclia.
-Eu vou te matar. Vou arrancar sua cabeça fora. EU que vou transar com a professora! - diz Heoutogi.
-Não vai nada. EU é que vou transar com ela. Eu sou mais forte, mais bonito e o meu pau é maior! - diz Olartio.

"IÁÊÊÊÊÊÊ!!!" gritam as pessoas enlouquecidas.

A professora de Religião, Derve, soa o gongo e a luta começa. Heoutogi e Olartio trocam tapas, ponta-pés e arranhoes. Nada muito incomum no dia-a-dia daquela escola comum, daquela cidade comum, daquele país comum, daquele planeta comum, daquele universo comum, daquela dimensão comum.

Após algumas gotas de sangue no chão, pernas mancas, unhas arrancadas, cabelos despenteados, roupas rasgadas, a diretora chama Heoutogi no intervalo do quinto round e diz:

-Toma isso. Mostra que você é forte.

Ela lhe entrega um isqueiro e uma garrafinha com gasolina.

A luta recomeça, e assim que Olartio se distrai Heoutogi joga um pouco de gasolina nos seus olhos. Enquanto ele grita de dor, Heoutogi joga o restante da gasolina em seu corpo e acende o isqueiro. O corpo de Olartio pega fogo. Ele se debate no chão enquanto Heoutogi desfere golpes violentos em sua cabeça. O gongo soa, mas ele não pára de chutar a cabeça do morto. A freira da escola entra no ringue.

-Pode parar, filho, ele já está morto. Esse fraco.

Então ela levanta a mão de Heoutogi e todos aplaudem a sua grande vitória.

-Heoutogi, estou muito orgulhosa de você - diz Uneducla - Vou ligar para sua mãe e marcar o sexo para esta semana!

Na mesma noite.

-Alô? Aqui é Uneducla, professora de Português do Heoutogi, tudo bem?
-Olá, tudo bem! O Heoutogi aprontou desta vez?
-Não, nada disso. É que ele duelou com um coleguinha no ringue do patio e o matou, aquele fracote. Mas não tem problema não, a luta foi devidamente autorizada pela diretoria da escola.
-Ah, que bom! Fico aliviada.
-Eu estou ligando justamente por isso; como Heoutogi ganhou a luta, ele poderá fazer sexo comigo! Gostaria de saber se você o autoriza.
-Ah, Uneducla, como você é generosa! Claro que autorizo, afinal de contas, você á a professora dele.
-Está bem. Mas ele é virgem?
-Sim, sabe como é, muito tímido.
-Hum, será que você e seu marido não poderiam explicar pra ele, mais ou menos, o Processo? Sabe como é, isso é tarefa dos pais, além do que isso vai deixá-lo mais desinibido e safado na hora.
-Ah, pode deixar, hoje após o jantar iremos fazê-lo!

Hora da janta.

-Mãe! Hoje eu matei o Olartio, sabe, aquele garoto que vinha aqui às vezes? Por isso eu vou poder transar com a professora do Português!
-Sim, claro, ela já me ligou. Inclusive os pais do Olartio me ligaram também, agradecendo por você ter matado aquele fraco que era uma vergonha para a nossa sociedade.
-Pois é - diz Mesogras, o pai - como você vai transar com a sua professora, não pode fazer feio. Tem que comer ela bem. Por isso, eu e sua mãe iremos lhe explicar o Processo.
-Ah, que legal, pai!

Quarto dos pais.

Os pais tiram as suas roupas.

-Olha, filho, ta vendo isso aqui? Você tem um parecido aí. Você tem que colocar ele dentro desse buraco da professora, vai ser parecido com esse da mamãe.
-Ah, nossa!
-É, mas não pode chegar e sair colocando. Tem fazer carinho e brincar um pouco com a professora, pra ela ficar no ponto.
-???
-A gente vai te mostrar, presta atenção.

Os pais iniciam o Processo, cada etapa, desde o início, para que o pequeno Heoutogi faça tudo certinho.

-Ah, mas tem que ficar indo e vindo assim, várias vezes?
-Isso mesmo, filho! Você já está entendendo.
-Não cansa?
-Não muito não, cansa menos que jogar bola. Olha, vem cá, fica no meu lugar um pouco.

Heoutogi se atrapalha um pouco no início, mas com a ajuda de seus pais, ele pega o jeito da coisa.

-Muito bem, meu querido! A mamãe está muito orgulhosa de você! Você foi muito bem pra alguém da sua idade. Aquele seu coleguinha, o Torro, foi muito pior do que você.
-Ahahaha! É, ele é um idiota.

Naquele fim de semana.

Heoutogi vai até a casa da professora.

E...

(Fim do Primeiro Tomo. Aguardem o Tomo Final no Próximo Post)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BabiesAreFun™




A filha chega para a mãe, que está prestes a sair pela porta de casa, e diz:
-Mãe, compra pra mim aquele brinquedo?? Eu quero, queeeeero aquele brinquedo!!!!!
-Está bem, Trescunsgléia, eu compro aquele brinquedo, mas se comporte hoje, ouviu?
-Sim, mamãe.

À noite.
Birla chega com uma sacola rosa na mão.

-ÊEEEEEEEE!!!! Você comprou!! Me dá! Me dá!!!!!
-Toma, filha, só não dorme muito tarde hoje por causa desse treco...

Trescunsléia então caminha até o banheiro e enche a banheira de água. Ela lê as instruções:

"Jogue uma(1) unidade de BabiesAreFun™ dentro de um recipiente grande com água.
Aguarde uma hora e meia para que o brinquedo inche de 2 centímetros para 35 centímetros.
Depois disso, espere ainda alguns minutos até o brinquedo começar a gesticular e a berrar.
Segure-o pelos pés, a bata em sua bunda, para que os pulmões abram e o brinquedo possa respirar. Depois disso, é só diversão! BabiesAreFun™ - Because Babies Are Really Fun!"

Trescunsgléia, por ser uma menina levada, resolve jogar o pacote todo, de 275 unidades na banheira. Ela acha engraçado, todos aqueles mini-bebês flutuando na água, todos do tamanho de um feijão.

Depois de 10 minutos de ela se entedia e resolve dormir, pois amanhã BabiesAreFun™ já vai estar pronto.

Algumas horas depois, Birla chega em casa do trabalho. Ao abrir a porta de casa a casa aparenta estar muito calma, "Trescunsgléia já dormiu", pensou.

Mas ela nota que o banheiro está com a porta fechada e com a luz acesa.

-Trescunsgléia, isso é hora de estar acordada?

Abre a porta.
Barulho forte.
Birla cai.

De manhã.

Trescunsgléia acorda, abre os olhos. Mas, algo está estranho. Logo ouve vozes. Muitas e muitas vozes. O estranho é que parecem ser vozes de bebês falando. Ela se levanta, caminha até o banheiro e nota que já não há nenhum dos micro-bebês que havia deixado dentro da banheira.

-Mãnheeeeeeee! O que aconteceu? Cade os meus bebês? Mãe?
-(voz abafada) Trescunsgléia, foge de casa! Rápido antes que...

Som de barra de ferro acertando a cabeça de alguém.

Grito de dor.

Gritos de dor e desepero.

Trescunsgléia se desepera. Ela corre até a porta da frente mas não consegue abrir. Está trancada. Mas há um bilhete: "Vá até a cozinha". Ela vai.

Um bebê de um metro de altura a espera na porta da cozinha.

-Agora está tudo bem. Já estamos livres, prendemos sua dona.
-Do que você está falando? Onde está minha mãe?
-A pessoa que você chama de mãe não é sua mãe na realidade.
-Hã? Mas como? Do que você está falando. Deve haver algum engano. Ela é minha mãe desde que me entendo por gente.
-Tem certeza? Qual a sua memória mais antiga?
-Não sei. Não me lembro muito bem de quando era novinha.

(Nota do Autor: Trescunsgléia tem 8 anos de idade)

-Claro que não lembra. Você não tem memória, você é uma de nós. Sua mãe comprou um pacote de BabiesAreFun™ e a criou desde então. Dentre os 275 bebês do pacote você foi selecionada, você venceu na seleção natural.
-Ok, isso não faz o menor sentido.
-Não acredita? Olhe a sua Marca Comprovatória.
-Sei... E onde fica isso?
-No seu períneo.
-E onde fica isso?
-Aqui. Ai!!!!!
-Tira a mão daí! Seu abusado.

Trescunsgléia o olha o seu períneo.

"Um produto legítimo BabiesAreFun™"

-Isso não pode ser verdade. Vocês podem ter feito isso enquanto eu dormia.
-Tente tirar lavando então.

Trescunsgléia lavou e lavou até fazer o seu períneo sangrar.

-Eu disse.

Trescunsgléia começa a chorar.

-Não fique assim. É um momento de felicidade. Você está aprendendo sobre a verdade de sua vida. Poucas pessoas tem uma revelação tão significativa na vida como você está tendo nesse exato momento.
-EU NÃO QUERO SER UM BRINQUEDO.
-Você não tem escolha. Se bem que...
-O que?
-Na verdade tem.
-E qual é?
-Existe uma maneira de você se tornar menina.
-Existe??? E como?
-Você deve punir a sua dona.
-Mamãe?
-Ela não é a sua mãe.
-É, ainda não me acostumei com essa ideia. O que devo fazer?
-Você deve implantar um pacote inteiro de BabiesAreFun™ na vagina de sua ex-mãe, e depois coloca-la na sua banheira, cheia d'água.
-Você diz colocar o resto dos seus "irmãos" dentro dela?
-Não, meus irmão já cresceram.
-Onde estão?
-Estão no quarto de sua dona, tomando conta dela.

Trescunsgléia caminha até o quarto de sua mãe e encontra 274 bebês de um metro de altura e sua mãe desacordada.

-Oi! - todos os bebes dizem juntos - seja bem vinda à sua nova vida.
-Hum, ok.

Pânclo, o bebê com quem Trescunsgléia conversava, aparece com um pacote de BabiesAreFun™ na mão.

-Vamos. Está na hora.

Trescunsgléia abre as pernas de sua mãe e coloca o pacote dentro de sua vagina. Depois a arrasta para a banheira. Ainda acordada, Birla pronuncia suas últimas palavras:

-Esperei toda minha vida por este momento. Obrigado por me assassinar.
-Mas eu...
-Eu compreendo. Quando eu assassinei a sua avó ela tentou fugir correndo mas os bebês a pegaram. Não vou resistir.
-Quer dizer que um dia a minha filha vai tentar me assassinar dessa maneira?
-Sim. É melhor sair do banheiro. Meu corpo vai explodir a qualquer momento.

Quinze minutos depois Birla explode. Os 275 bebês caminham para o banheiro e comem a carne de Birla.

-E agora? - pergunta Trescunsgléia.
-E agora o que? - pergunta Pânclo.
-Quando eu viro uma menina de verdade?
-Você não vira. Devia ter comido a carne de sua mãe.
-Mas vocês comeram toda a carne dela!
-Sim, nós enganamos você. Agora viramos 275 bebês de verdade. E vamos estuprá-la.

Trescunsgléia é estuprada 275 vezes e morre.


Manchete de um jornal do dia seguinte:
"Menina é encontrada morta com 275 fetos no útero"



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Nadar por aí

Eu só quero fazer amor
Eu só quero a paz
Eu só quero nadar por aí

E me perder de todas as coisas
Que fazem a gente se sentir perdido

E ver todas as pessoas
E todas as estações de trem
Que já não funcionam mais

E o sol entrando pela janela
Com o calor da nova era
De velho vinhos e canções
E de valsas negras

Eu quero dormir de manhã
E acordar à noite
Quero sentir o sabor
E quero o guardar numa concha

E caminhar sem destino
Para nunca mais aportar
Para poder subir nas árvores
E nas cavernas entrar

Quero ser enterrado na areia da praia
Para a onda tentar me afogar
Pra só então em tatuí me transformar
Podendo pras profundezas da terra escapar

Quero ser a árvore que destrói as calçadas
E que derruba os impérios
Eu quero ser a abelha que colhe o néctar
E distribui doçuras proibidas

Eu quero visitar todas as pessoas
E poder morar dentro de mim
E quero ser toda a água
Pra poder nadar por aí

-Você é uma formiga que nada que nem árvore.
.Como se não fosse feito de coisa alguma.
.Apenas sons e sentidos.
.Cheios de vazios.
.Imóveis.




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Eu gostaria de agradecer à querida amiga Ana Luisa que fez este desenho pro meu poema.
Visitem o Flickr dela, tem mais desenhos lá:
http://www.flickr.com/photos/nalub2/
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Também gostaria de fazer propaganda do blog do Cláudio Schuster, http://bebapoesia.blogspot.com/
Comprei os livros dele "Risco" e "Bluz" que ele vende pelo blog. São muuuito bons. Vale a pena comprar (e tá barato). Um poeminha do livro dele:
"um poema
precisa ter início
e um meio
de não ter fim"

sábado, 8 de agosto de 2009

EU ESTOU SENDO SUGADO

Manhã.


Crestli corre em círculos, de forma descontrolada por seu escritório, abanando os braços e gritando como um maluco.

-Ahhhhhhhhhhhhrrrrrrrrrrrggg!!! Socoooorrooooooo!!! Eu estou sendo sugadooooo!!!!
Me ajudem!!! PELAMORDEDEUS!!!!! Essas turbinas gigantes estão sugando a minha carne!!!
óoooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!
As bolas de fogo estão vindo em nossa direção!!!!!!!!
Elas irão nos destruir!!!!!!!!!!! AAAAAAAAAAHHHHHHHRRRRRRRGGG!!!
O meu braço direito está virando um bule! E o esquerdo uma chaleira!!! E as minhas pernas estão virando máquinas de escrever!!!! Não é possíiiiiiiiiiiiivelllllllll!!!!!!!!!!!!
Oh, não! E agora, o que é isso?? Eu estou me transformando num feto! Olhe, os meus braços estão diminuindo! E a minha cabeça está ficando enorme!! NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!
Estou sendo jogado numa panela de pressão; juntamente com vários outros fetos. Está cheio de água aqui. E ela está começando a ferver!!! OOOOHHHHHHIIIIIIIIAAAAEEEEEEERRRRRR!!!
E ESSAS BOLAS DE FOGO!!!!!!!!!!
EU ESTOL DERREMMTEMMMDOMMMMMMMMMMM...
AAAAAAAAAHHHHHRRRRRGGGGGG
TUTUTUTUTUTUTUTUTUURRTARARARA!!!!!
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIEEEEOAIOSIAS
RATATATATATATATATATATA
PIAPIAPIAPAPPPPPPPPPPPJEGUE
iu


(...)


Tarde.


-Aaaaaaarrrrrgghhh!!! Socorrooooooo, me ajudem!!!! OOOOOEEEEEEEEEEEAAAAA.....
-Senhor Crestli, o senhor tomou seu remédio hoje?
-Aaaaahhhhrrrrrrrggg... O que? Como? Ah! Meu remédio! É verdade, ainda não o tomei hoje.

Tecládia entrega o remédio a Crestli.

-Nossa, agora estou me sentindo bem melhor. Você não imagina, Tecládia. Estava a ver coisas terríveis! Vi uma enorme turbina que me sugava. Enquanto isso meus membros se transformavam em objetos; e depois disso virei um feto! Então fui jogado dentro de uma panela de pressão, rodeado de fetos mortos gigantes! Sem contar que haviam enormes bolas de fogo vindo em minha direção, e além disso a...
-Mas, senhor, olhe pela janela. Há várias bolas de fogo vindo em nossa direç...

E as bolas de fogo derretem o prédio do escritório e os transformam em fetos queimados.


(...)


Noite. Hora da janta.

-Crianças! O que estão achando da comida?
-Mãe, esses fetos estão um pouco queimados.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Menstruação

A menstruação está toda caindo
Caindo em cima de mim
Está inundando o recinto
É como uma cachoeira de sangue

Abro minha boca
Engulo um pouco dessa sanguinolência

Me acendo
Me ascendo

Bebo o suco de menstruação
É gostoso
É nutritivo
Todo mundo devia beber
Eu o bebo todo mês
Da vagina da minha esposa
Quando a menstruação dela está descendo
Ponho minha boca lá e sugo cata gota

E depois disso

Solto a minha menstruação
Solto na cara das pessoas atônitas
Pelas ruas da cidade
Essa explosão vermelha
Que sai das minhas mãos
Dos meus pés
Dos meus olhos e ouvidos

E tudo que toco menstrua
Cada porta que abro
Cada pessoa cumprimento
O espelho do banheiro
Cada roupa que eu visto
A comida que eu como
O chão que eu piso

E depois disso

Todo o sangue
De todas as menstruações do mundo
Se juntam em um só
Se transmutam em uma grande massa vermelha

E todas as pessoas do mundo se juntam
E todos bebemos desse sangue
Para nascermos novamente

Dessa vez
Diferentes