terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Um homem burro morreu - resenhas, matérias e entrevistas


Como fiquei séculos sem postar nada no blog (até ontem), reuni neste mega post tudo que foi publicado sobre meu livro mais recente, Um homem burro morreu. A repercussão foi ótima, com várias resenhas, matérias e entrevistas.

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 Edit: Março/2015
Publicação na Espanha
Um Homem Burro Morreu teve os direitos vendidos para a Espanha, e será publicado pela editora Maresia Libros.


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Em abril (antes do livro sair), a Folha de S. Paulo publicou o conto inédito "Caetano Veloso se prepara para atravessar uma rua do Leblon".







Link:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/04/1438917-caetano-veloso-se-prepara-para-atravessar-uma-rua-do-leblon.shtml


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Em junho, a Folha publicou uma resenha sobre "Um homem burro morreu", escrita por Ciro Pessoa. 

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/06/1466315-critica-autor-rafael-sperling-faz-oposicao-ao-esteticamente-correto.shtml
(ou no blog pessoal do Ciro: http://bloguedopessoa.tumblr.com/post/100672689346/sperling-faz-oposicao-ao-esteticamente-correto)

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João Paulo Cuenca comentou o livro no programa Estúdio i, da GloboNews, em 17/07/14 (agradeço muito a ele)



Link: https://www.youtube.com/watch?v=4By-8utJYJM


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A Gazeta (Vitória/ES) publicou uma matéria matéria escrita por Leandro Reis em 14/07/14 (como não há link, coloquei o texto no final deste post)









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O Estado de Minas publicou uma resenha escrita por André di Bernardi Batista Mendes em 19/07/14 (como não há link, coloquei o texto no final deste post)










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O canal "Vamos falar sobre livros?" fez um video falando do livro:



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O canal Livrogram fez um video falando do livro:



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O canal "Leitor ao acaso" publicou dois vídeos sobre o livro. Um com leitores comentando a leitura, e outro com a leitura de trechos.






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Saraiva Conteúdo

1) Matéria sobre o livro no Saraiva Conteúdo.




  Link: http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/58714


2) Em uma matéria sobre contistas, tive a sorte de ser citado pelo André Sant'anna, que respondeu à pergunta "O que ler e por onde começar?" da seguinte forma: “Rubem Fonseca é um ótimo início; ele é um mestre do conto brasileiro e continua produzindo até hoje – aliás, o último livro de contos dele, Amálgama, é excelente. Também gosto muito do Kurt Vonnegut Jr., Jorge Luis Borges, Sérgio Sant’Anna e Rafael Sperling, um escritor da nova geração.”
Link: http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/58091]


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Resenha no Le Monde, por Godofredo de Oliveira Neto.
http://www.diplomatique.org.br/resenhas.php?edicao=85







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Entrevista para o Portal Vírgula, por Fabiano Alcântara
http://virgula.uol.com.br/diversao/literatura/tento-desconcentar-diz-rafael-sperling-aposta-da-nova-literatura-brasileira 



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Um homem burro morreu na Revista Seleções (Reader's Digest) de agosto, na seção Livros, da Claudia Nina.









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Na parte de livros da revista Rolling Stone.
http://rollingstone.uol.com.br/guia/livro/um-homem-burro-morreu/










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Resenha escrita por André de Leones para o Estadão
Link: http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,rafael-sperling-ilustra-muito-bem-a-distopia-nossa-de-cada-dia,1563103


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Ronaldo Bressane me entrevistou para essa matéria na Revista Status.













Link: http://www.revistastatus.com.br/2014/12/23/garoto-esperto/



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Nos lançamentos d'O Globo, no caderno Prosa.




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Resenha no jornal Rascunho - por André Argolo
http://rascunho.gazetadopovo.com.br/ao-nivel-do-chao/







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Resenha no Jornal Opção - por Sérgio Tavares
http://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/vida-como-ela-e-25082/







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Michel Laub me deu uma força duas vezes (agradeço muito a ele): 
1) Indicando o livro em seu blog:
https://michellaub.wordpress.com/2014/09/13/fim-de-semana-152/

2) Me indicando para participar do Antessala das Letras. Nesse projeto, um escritor já consagrado recomenda um escritor iniciante. Na publicação, dois contos de Um Homem Burro Morreu e uma ótima ilustração de Gustavo Malucelli:
http://www.antessaladasletras.com.br/dois-contos/

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O jornalista Fabiano Alcantara publicou um dos contos do livro, "Jesus Cristo espancando Hitler", no portal Outras Palavras, na seção "Vale a pena ler primeiro":
http://outraspalavras.net/destaques/ler-primeiro-jesus-cristo-espancando-hitler/

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A Estante Virtual publicou em seu blog um dos contos do livro, "Manual Básico para".
http://blog.estantevirtual.com.br/2015/03/17/manual-basico-para/

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Resenhas em blogs:

1) Bagaceira Talhada - por Kaippe Reis
http://bagaceiratalhada.com.br/li-e-recomendo-um-homem-burro-morreu/

2) Angústia Criadora - por Ney Anderson
http://www.angustiacriadora.com/2014/07/25/cleyton-cabral-e-rafael-sperling-lancam-livros-onde-a-ironia-e-importante-para-o-entendimento-humano/ 

3) Café com Traça - por Eder Alex
http://cafecomtraca.blogspot.com.br/2014/10/um-homem-burro-morreu-rafael-sperling.html

4) Ambrosia - por Fernando Andrade
http://ambrosia.virgula.uol.com.br/curto-circuito-sentido-2/ 

5) Mundo de K - por Alexandre Kovacs
http://mundodek.blogspot.com.br/2015/03/rafael-sperling-um-homem-burro-morreu.html#.VSwVJPBhS8F


Uma indicação de leitura no blog Kakaos, do site O Esquema
http://www.oesquema.com.br/kakaos/2014/12/04/kakaos-bag-12/

Teve também indicação do Luiz Biajoni em entrevista para a revista Eels
"(Um homem burro morreu) É a coisa mais maluca que você vai ler em língua portuguesa em muito tempo. São contos surreais, despirocados, escatológicos, uma coisa horrível mesmo. E, por isso, divertidíssimo."
http://www.literatsi.com/entrevista/luiz-biajoni/


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Melhores do Ano

E fechando o post: Um homem burro morreu chegou a aparecer em algumas listas de "melhores do ano".


1) No A Tribuna (Santos/SP) Alfredo Monte diz que Um homem burro morreu foi "o melhor livro de contos deste ano".











Pode ser lido no blog do Alfredo (já que não existe versão online da matéria): https://armonte.wordpress.com/2014/12/30/livros-de-2014/


2) Nos melhores do ano no Ornitorrinco (Carlos H. Schoreder escolhe o livro, e Michel Laub cita meu lançamento)
http://www.ornitorrinco.net.br/2014/12/melhores-leituras-em-2014.html

3) Nos melhores do ano no blog do André de Leones
http://vicentemiguel.wordpress.com/2014/11/27/livros-2014/

4) No "Best Brazilian Reads 2014" do blog Gringa Reads, blog da tradutora Zoe Perry
http://www.gringareads.com/2014/12/17/favorite-brazilian-reads-in-2014/

5) Nos melhores lançamentos do ano no Angustia Criadora
http://www.angustiacriadora.com/2014/12/30/melhores-lancamentos-do-ano/

6) Nas recomendações de natal do Casmurros (não é exatamente uma lista de "melhores do ano", mas tá valendo), sendo citado como "o livro de contos mais inclassificável que já tivemos notícia".
http://blogcasmurros.blogspot.com.br/2014/12/presentes-de-natal-2014.html

7) Nos livros que se destacaram em 2014, da revista Eels
http://www.literatsi.com/materia/livros-que-se-destacaram-em-2014/

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(texto das resenhas para A Gazeta e Estado de Minas)
 

Jornal A Gazeta (Vitória/ES), 14/07/14
Pílulas surreais para um cotidiano absurdo 
(por Leandro Reis)
“Um Homem Burro Morreu”, de Rafael Sperling, provoca riso desconcertante no leitor 

O assunto é tão antigo que Machado de Assis, em 1873, disse em sua coluna no periódico “Novo Mundo”: “É um gênero difícil, a despeito da sua aparente facilidade, e creio que essa mesma aparência lhe faz mal, afastando-se deles os escritores, e não lhe dando o público toda a atenção de que ele é muitas vezes credor.” 

Machado falava dos contos, forma por vezes vilipendiada em favor dos romances, sobretudo, embora uma nova safra de escritores brasileiros venha lançando bons livros de narrativas curtas. O carioca Rafael Sperling é um deles, autor do recém-lançado “Um Homem Burro Morreu”. A obra, além do “problema” intrínseco sobre o qual falava Machado, tem em seus tecidos uma suposta barreira: a escatologia.

Os contos desse hilário e surpreendente livro viajam por situações estapafúrdias quase a todo momento, a exemplo de uma história sobre Caetano Veloso atravessando uma rua do Leblon – episódio corriqueiro que virou foco de deboche após uma notícia de um site de fofocas sobre o ocorrido –, que aos poucos se transforma em uma distorção da realidade, mas que parece palpável a cada linha.

Ou, ainda, quando Sperling fala sobre a perigosa beleza de Branca de Neve, que atrai anões tarados e um príncipe necrófilo. Pior: uma criança entre os violentos orgasmos de seus genitores. Pior ainda: um homem tão burro ao ponto de não conseguir ligar a sua torradeira e, por isso, morrer.
“Seria isso motivo para rir? Em geral não, mas por algum motivo as ‘pequenas tragédias’ alheias têm algo de cômico”, comenta Sperling. “E por mais que as situações mostradas no livro possam ser absurdas (e muitas vezes fisicamente inconcebíveis), elas de certa forma emulam o que o nosso mundo real tem de doente. Enxergamos ali um pouco da nossa vida, só que transfigurada e distorcida.”

Em suma, o surrealismo de Sperling é tão fora da curva que acaba fazendo sentido em mundo organizado de forma absurda. “Não que eu ache que o real não possa ainda funcionar como narrativa. Simplesmente não vejo muito por que narrar num registro muito realista. Fazer o real na ficção é algo sempre impossível, pois por mais que se aproxime do que chamamos de real, na verdade será apenas uma versão romanceada da realidade”, diz.

Coloquial 

A linguagem do autor, todavia, é “real”, isto é, não apela para o hermetismo que a confusão do mundo denota. Sperling é coloquial, mordaz e não precisa de grandes palavras para descrever grandes ocasiões. Não há acrobacias com o vernáculo.
“Embora as duas coisas andem juntas, na verdade a minha preocupação é muito maior com a linguagem em si do que com o conteúdo”, explica o autor. “Não que o conteúdo não seja importante, mas dou mais valor para a maneira de dizer as coisas, e por isso acho que o que faço tem certa ligação com a poesia.”
Nesse sentido, Sperling aproxima o nonsense do leitor por meio da linguagem ordinária. Por isso, também, “Jesus Espancando Hitler” e o fétido lar de Dante Alighieri parecem tão comuns a nós.

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Jornal Estado de Minas, caderno "Pensar", 19/07/14
A burrice não tem fim
(por André di Bernardi Batista Mendes)

Elogiado por grandes nomes da literatura como João Gilberto Noll, Marcelino Freire e Paulo Scott, o jovem carioca Rafael Sperling acaba da lançar, pela Editora Oito e Meio, seu segundo livro, Um homem burro morreu. Nas 27 narrativas breves da obra, o escritor conduz o leitor por um ambiente aonde reina o grotesco, a violência extrema, o sexo, o absurdo cotidiano, a aniquilação. Sperling mostra uma linguagem simples, corajosa, profundamente melancólica.

Os pequenos textos chegam carregados de relâmpagos. Em “O juiz que queria ser artista plástico”, por exemplo, a narrativa gira em torno de um meteorito que destrói o mundo, enquanto um juiz de futebol que gostaria de ter sido artista reflete sobre sua vida. Tudo o que resta da humanidade após o impacto é a malograda escultura de um atleta que o artista fracassado pretendia finalizar. Já no conto “Banho”, Rafael atira sua flecha certeira ao questionar: “Como saber se já terminamos o banho? É difícil saber se já terminamos de forma satisfatória o banho. Certa vez, um homem morreu tomando banho: ficou tanto tempo lá dentro que derreteu”.

Rafael Sperling está longe de alcançar a sobriedade, o “estilo”, a fúria nada sutil de um Rubem Fonseca. Mas ele parece que sabe disso e, o que é melhor, não está nem aí, ele gosta e aproveita dessa situação para ser ele mesmo, para, meio brincando, malcriadamente mostrar que, aos poucos, pode também ocupar o seu lugar na literatura contemporânea. Rafael sabe, como poucos, que o mundo em que vivemos é estranho, é absurdo demais para flores e floreios. O nosso lugar é, ao mesmo tempo, incongruente e lírico, feio e bonito, muito mais feio, em certo senti- do, que bonito. Rafael não tenta conciliações. E é inevitável, em cada texto Rafael deixa uma certa crítica ácida, instantânea.

É justamente no subterrâneo, é no submundo que o mundo, que a vida propriamente dita acontece de forma mais contundente. É justamente no subterrâneo, é dos porões que surgem as melhores ideias de revolução e movimento. É corriqueiro, sementes precisam de água, mas antes disso as danadas chafurdam, deterioram-se, apodrecem no escuro, com ânsias de céu e sol.

As coisas simples, aquelas que quase não existem, gozam deste privilégio que só o submundo oferece, de mão beijada. É no fundo do poço que surgem os melhores sonhos, ou, pelo menos, os mais verdadeiros. É justamente no subterrâneo que o real ganha ares de realidade, é ali que ele se sobressai, é ali que o real tem a chance de mostrar a sua face perversa, a sua face mais dura, que antecede os não menos verdadeiros traços angelicais que porventura surgem. Bem antes da beleza do jardim existem abismos de fel e feiura.

Partindo desse cenário, Rafael Sperling inventa os seus contos, mostra “uma visão feroz da experiência de se estar vivo”, como disse João Gilberto Noll sobre o jovem escritor. Sperling parte do feio, onde nada é limpo e sustentável, onde quem porventura escreve brinca de garranchos com o auxílio nada luxuoso dos erros.

Toda ironia é furiosa. Ou pelo menos deveria vir carregada destas demasias, destas destemperanças. Rafael Sperling está no mesmo barco, no mundo contemporâneo, um lugar que ainda vive cheio de nódoas num breu de broncas. Tudo que respira conhece de perto a força da violência, do exagero, do desconcerto. Quem vive morde para ser mordido. É isso que tanto enxerga Rafael Sperling. “Nunca estamos limpos o bastante”, “todo mundo já nasce sujo para o mundo”, e chorando horrores. São apenas palavras. Rafael escreve sentindo o cheiro, escreve diante da assepsia dos banheiros públicos.

Rafael percebe um vento que sopra, sempre, para o mesmo lado. Além da raiva e da tristeza, existem por aí rodas-gigantes e carrosséis, pensamentos e pouca ação. Rafael escarnece, ri do esforço de presidentes e presidenciáveis, ri do esforço dos atletas, ri do esforço das mulheres diante do espelho. Rafael carrega nas tintas e pesa sua mão em cima de histórias banais, aparentemente banais e sem sentido, histórias de esporros, raposas e codornas, chás e xícaras, passando pelas fezes do poeta Caetano Veloso. É impróprio para menores o universo de símbolos e signos criados por Rafael Sperling.

INCERTEZAS

Para o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, o sofrimento é, antes de tudo, necessário. Sem ele não há sucesso. Para ele, existe a montanha e o topo da montanha. E no meio de tudo, nesse périplo de só subidas, pedras, abismos, circunstâncias, desvantagens. Portanto, não existe um caminho reto até o céu. Rafael fala sobre tantos desvios. Mas, contudo, é preciso, é importante imaginar, fabular para descrer dos malefícios. O Brasil é um país bom para as crianças, é um Brasil de poetas, engenheiros, professores. É bom imaginar para enganarmos, para não termos medo de ruas e viadutos, para não termos medo da patuleia.

É o medo, é a incerteza que inaugura e fecha, sem grande estilo, todo ciclo. Ser ou não ser, eis uma pergunta ridícula, circular, imprópria, boba e desnecessária. É como questionar o lirismo dos cães, é como questionar a chuva, todos os relâmpagos e principalmente as intempéries. Ficamos, sempre, ignorantes, muito aquém de tudo, emporcalhados, com cara do bobo e nariz de palhaço.

Por que só as mulheres usam pantalonas? Por que só elas têm a letra bonita? São perguntas pertinentes que alguns estúpidos, no fundo do poço, fazem. Mas, contudo, a beleza, existe a beleza, a crueza do preto e branco, a literatura, os livros, que salvem um tanto bom. Alguns escritores parecem que já nascem bêbados. Rafael Sperling tomou dos melhores vinhos.

Nascido em 1985, no Rio de Janeiro, Rafael Sperling é escritor, compositor e produtor musical. Seu primeiro livro, Festa da usina nuclear, de 2011, também recebeu elogios da crítica especializada. Suas histórias já foram publicadas em sites, revistas e jornais literários nacionais e foram traduzidas para o inglês, espanhol, francês, alemão, basco e catalão.
 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Novos textos 2014/2015

Depois de meses e mais meses, cá estou de volta. O blog não morreu.
Coloco aqui textos inéditos que foram publicados desde que saiu meu último livro, Um homem burro morreu.

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 A editora e-galáxia publicou meu conto "O parto" em sua série Formas Breves. Pode ser comprado nas lojas da Amazon, Apple, Google Play, Kobo, Livraria Cultura e Saraiva.
http://blog.e-galaxia.com.br/formas-breves/
Link da Amazon: http://www.amazon.com.br/parto-Formas-Breves-Rafael-Sperling-ebook/dp/B00ODGQ5X8


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A Revista Pessoa publicou meu conto inédito "O soco final".
http://www.revistapessoa.com/2014/08/o-soco-final/ 



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Meu conto inédito "Quando acordei de manhã" foi publicado na edição Y da revista Arte e Letra: Estórias.
http://loja.arteeletra.com.br/products/arte-e-letra-estorias-y







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A Contemporary Brazilian Short Stories traduziu mais um conto meu para o inglês, "Some day somewhere" ("Certo dia, em algum lugar", que faz parte do Festa na usina nuclear)
https://sites.google.com/site/brazilianstories/brazilian-stories/some-day-somewhere

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Agora em janeiro, comecei a escrever um coluna semanal para a rede social de livros Skoob, em sua página no Facebook. Toda segunda um texto novo. Aqui estão as colunas publicadas até então:

1) Comer com as mãos: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152519450765841
2) Sexo, filhos e Whatsapp: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152531492480841?pnref=story
3) O conto "Quando acordei de manhã", publicado na revista Arte e Letra: Estórias: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152542851300841
4) Algumas notas sobre Dilma e Michael Jackson em busca de Harry Potter: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152555678465841?pnref=story
5) Algumas notas sobre Galvão Bueno de cabeça inchada e Nicolas Cage sarcástico: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152567767830841
6) O Bloco Humano - uma crônica carnavalesca: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152581525540841?pnref=story
7) A sua mãe é gorda e horrível: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152594912700841?pnref=story
8) As trinta maiores ameaças à humanidade: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152608217740841
9) Guardado nas gavetas: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152622621430841?pnref=story
10) EU ESTOU SENDO SUGADO: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152636802975841?pnref=story
11) Casualidades: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152650183490841?pnref=story
12) Cenas Cotidianas: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152664006890841
13) Poema da Uretra: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152678116245841
14) Arabela: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152691668725841?pnref=story
15) Bebê Andriguizo: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152705880160841?pnref=story
16) Bebéia Anacleta Cloaca Seca: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152719742765841?pnref=story
17) Amoras: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152733604995841
18) Caboclinho Ranger: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152744069150841?pnref=story
19) Um dia ideal para a formiga: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152757543035841?pnref=story
20) Tropeçando: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152799334125841
21) Segurar a bola de futebol: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152811218065841
24) Homem-Salada: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152859953745841
25) (Não) Falhar: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152888425385841?pnref=story
26) Celular para girafas: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152904801645841?pnref=story
27) Uma sunga para Cavalo: https://www.facebook.com/notes/skoob-o-que-voc%C3%AA-anda-lendo/coluna-skoob-rafael-sperling/10152920504435841?pnref=story
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Não é texto, mas... é possível ver aqui o curta de Zhai Sichen "Ao meu redor", no qual trabalhei compondo a trilha sonora.
Link: http://vimeo.com/68812545

E coloquei algumas coisas novas no meu Souncloud.
https://soundcloud.com/rafaelsperling

terça-feira, 17 de junho de 2014

Um homem burro morreu


Em julho sai meu livro novo de contos, Um homem burro morreu.
São 27 contos (mais um "posfácio"), alguns inéditos, outros já publicados em veículos como a Folha de S. Paulo, Jornal Rascunho, Jornal Cândido e Cronópios, além de textos já traduzidos, como "O juiz que queria ser artista plástico", para o alemão, e "Uma xícara de chá", para o inglês, espanhol, alemão, basco e catalão. O livro teve a orelha escrita por Raphael Montes (autor de "Dias Perfeitos").



 Da contracapa:


“Os contos que você tem em mãos vão tirar um sorriso do seu rosto já na segunda linha, no mais tardar até a quinta você já se entregou ao estranho riso para saber onde Rafael Sperling vai com tanta ironia furiosa. Rafael é um contista sinuoso, que te oferece um chapéu, mas é mentira, é uma flauta, mas flauta também não é, não há revelações, apenas charadas. O leitor vai sendo lançado, ri e grita, ralando os joelhos na dura crítica ao mundo contemporâneo. Texto vigoroso e doente como tudo o que esse gênero já nos deu de melhor.”
(Andrea Del Fuego)

"O que escreve Rafael Sperling é uma fiel tradução refinada do turbilhão de informações e referências no qual estamos afogados, despregando-se radicalmente das margens do realismo, talvez nem mais reconhecendo-o. Rigor formal, coragem para descer ao baixo, inquietação e uma aposta no poder da literatura são marcas de uma carreira ainda tão jovem. Que bom. Não se constroi nada sem quebrar."
(Moacyr Góes)

“Sperling aprecia as coisas extremas e elementares: violência, sexualidade, exageros, a loucura cotidiana que ele exacerba com certo prazer pela provocação. Considerá-lo por isso o brincalhão malcriado da literatura brasileira é algo que se pode fazer devido à sua ainda jovem idade.”
(Michael Kegler, no Faust-Kultur [Alemanha])

Aqui [na revista] alguns mestres da língua fazem malabarismos de palavras, já visando - tal como Rafael Sperling em sua magnificamente bizarra estória do "Juiz que queria ser artista plástico" -, mais um espetáculo: a próxima copa mundial de futebol que em 2014 terá lugar no Brasil.”
(Jornal Kleine Zeitung [Áustria], sobre o conto “O juiz que queria ser artista plástico”, selecionado para a revista austríaca Lichtungen)

“Rafael Sperling (…) inventa a própria linguagem para explicar aquilo que só pode ser explicado por uma linguagem pessoal, única, do Rafael Sperling. Para mim, faz o maior sentido.”
(André Sant’Anna)

"Festa na Usina Nuclear é um livro ousado, uma visão feroz da experiência de se estar vivo."
(João Gilberto Noll)

"Rafael Sperling escreve sem medo de errar, na verdade, escreve sem medo algum, escreve com boas doses de criatividade e humor, penso que esse jovem escritor carioca tem o essencial inclassificável que, na tão falada trajetória do escritor, diferencia os que de fato (e para isso basta uma grande obra) podem um dia responder com ótimas histórias dos que falam em literatura apenas para se aventurar."
(
Paulo Scott)



Da orelha:

"O escritor Rafael Sperling é sem noção, digo desde logo. Para você ter ideia, este “Um homem burro morreu” é seu segundo livro de contos. Isso mesmo, um livro de contos contemporâneo e brasileiro – onde já se viu? Todo mundo sabe que conto não vende, que quase ninguém lê conto nesse país e que são poucos os prêmios para contistas... Ainda assim, Sperling dá uma de criança travessa e vem com este livro. É mole? Não espere o realismo social, a autoficção e a exploração dos universos íntimos que predominam nas publicações atuais: além de sem noção, Sperling é abusado. Investe no experimentalismo e dialoga com as vanguardas dos anos 20 e 30. Em 27 narrativas breves, mistura sarcasmo com elementos grotescos e nonsense, embalados por uma linguagem coloquial que remete ao cinema, ao roteiro de TV, à publicidade, à dramaturgia, à musica e à poesia. Esse hibridismo de formas, por sinal, é marca de Sperling: o incauto leitor é conduzido por seu reino literário subterrâneo, onde há espaço de sobra para a ultra-violência, a sexualidade agressiva, o absurdo cotidiano e a aniquilação. Seja através de Caetano Veloso se preparando para atravessar uma rua do Leblon ou de histórias nada sutis contadas por uma babá, Rafael Sperling parte do normal, do ordinário para chegar ao seu bizarro universo simbólico, onde as ações despropositadas e aparentemente vazias de seus personagens ganham contornos de crítica social. A violência quase sempre está presente, provocando o leitor mais recatado. Rafael Sperling é um autor sem noção, abusado e provocativo. Por isso tudo, nesses tempos de mesmice, um autor necessário."
(Raphael Montes)

Rafael Sperling nasceu em 1985 no Rio de Janeiro. Estudou Composição, na UFRJ. Compositor e produtor musical, em 2011 lançou seu primeiro livro (Festa na usina nuclear, contos, Ed. Oito e meio). Suas histórias foram publicadas em jornais, sites e revistas, como a Folha de S. Paulo, Revista Machado de Assis, Jornal Rascunho, Cândido, Lichtungen (Áustria), Faust-Kultur (Alemanha), 2384 (Espanha) e Rattapallax Magazine (EUA), tendo sido traduzidas para o inglês, espanhol, francês, alemão, basco e catalão.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Início de 2014

Mais uma atualização, dessa vez até o início de abril de 2014!



Mini resenha do Festa na usina nuclear no Correio Braziliense, em janeiro 2014, no caderno Divirta-se Mais.


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Participei dessa matéria sobre jovens autores e sua narrativas breves, hoje no Jornal A Gazeta (Globo), de Vitória.
Link:
http://gazetaonline.globo.com/novo/_conteudo/2014/03/entretenimento/cultura_e_famosos/1481089-narrativas-breves-sao-novas-armas-usadas-por-jovens-talentos-da-literatura.html 


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Matéria no Posfácio, também sobre jovens autores e suas narrativas breves.
http://www.posfacio.com.br/2014/01/21/novos-escritores-e-suas-narrativas-breves/



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Em fevereiro, participei do Paginário, do Leonardo Villa-Forte.
Link (facebook):
https://www.facebook.com/paginariovillaforte?fref=photo


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Contos:

-Conto na revista Flaubert, "A encenação das laranjas".
http://issuu.com/revistaflaubert/docs/flaubert002
https://www.facebook.com/revistaflaubert

-Conto no Balaio de Notícias (Eu queria comprar pão)


Traduções:

-Tradução do "Certo dia, em algum lugar" para o francês, pela Emilie Audigier, na revista 'Le Lampadaire'
http://le-lampadaire.fr/14-8

-Tradução de "Amores e um século no" para o espanhol no 'Cuentos Brasileños de la Actualidad'
https://sites.google.com/site/cuentosbrasil/brazilian-stories/amores-y-un-siglo

sexta-feira, 11 de abril de 2014

2013, segundo semestre.

Adiei, adiei e acabei não postando mais nada.
Reuni aqui algumas das coisas mais relevantes que aconteceram no segundo semestre de 2013.

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Textos publicados
-Conto no Cândido

-Conto na Antologia Se7e : Anões

-Conto na Lado7 n.5
 
-Conto na Acrobata n.2
https://www.facebook.com/revistacrobata


-Conto no Outras palavras

-Poemas no Mallarmargens


Traduções
-Conto "Amores e um século", em inglês, na antologia "Contemporary Brazilian Short Stories (CBSS) Vol.2"
http://ewordnews.com/literary-news/2014/1/14/book-release-contemporary-brazilian-short-stories-vol-2

-Conto "Uma xícara de chá" traduzido para o basco e para o catalão, na revista espanhola 2384. Este mesmo conto já havia saído em espanhol em um número anterior da revista, o no.4.
Dá pra ver no issuu ou em pdf.

-Matéria escrita por Michael Kegler para o site de cultura alemão Faust-Kultur. Além de um texto sobre mim, tem a tradução do "Uma xícara de chá" e um trecho do "Ovelhas Amargas".
http://faustkultur.de/1340-0-Brasilien-Rafael-Sperling.html#.Uh9PIbxExEs

(Aí vai, em letras minúsculas [pra não ocupar muito espaço no post], a tradução da matéria, feita por Gabriel Dirma Leitão)
Na feira do livro deste ano o Brasil será o país convidado de honra. A Faust-Kultur aproveita a ocasião para apresentar autores que escrevem em língua portuguesa. Michael Kegler acompanha essa tônica na literatura lusófona e apresenta autores em perfis introdutórios, conversas e trechos de seus livros.

Rafael Sperling está entre os mais jovens autores dessa série. Ele encontrou para além da música o caminho para a escrita. O autor, nascido no Rio de Janeiro em 1985, estudou Composição na Universidade Federal do Rio de Janeiro e trabalhou como compositor e produtor musical. Michael Kegler descreve-o em seu perfil como o "brincalhão malcriado da literatura brasileira".

SÉRIE: LITERATURA LUSÓFONA V

Rafael Sperling – Momentânea indeterminabilidade 

A nova literatura brasileira é jovem, extraordinária, por vezes berrante, e não segue tendências definidas, mas em grande parte projetos individuais. Um autor ao qual essas características correspondem particularmente bem é Rafael Sperling (1985), músico e produtor, que lançou em 2011 seu primeiro volume de contos, "Festa na Usina Nuclear", e tem sido visto por muitos críticos como expressão literária de uma "momentânea indeterminabilidade" da literatura brasileira.
"Surrealismo", diagnosticam uns; outros creem reconhecer uma clara influência dos primeiros pós-modernos norte-americanos. Sperling responde que tem lido um bocado, principalmente desde que escreveu esse livro, mas que na verdade ainda não conheceu muitas de suas supostas influências literárias. Ao menos ele há de ter lido André Sant’Anna, o decano dos atuais jovens bárbaros do Brasil, que escreveu também a orelha para seu livro. Além disso ele vem publicando regularmente contos e microcontos em diversas mídias brasileiras e eventualmente também no exterior. Em alemão apareceu, na última primavera, na revista austríaca Lichtungen, o grotesco "O juiz que queria ser artista plástico", no qual um meteorito destrói o mundo enquanto um juiz de futebol que gostaria de ter sido artista reflete sobre sua vida malsucedida, e tudo o que resta da humanidade após o impacto é a malograda escultura de um atleta que o artista fracassado pretendia finalizar em algum momento. Em outra história, Jesus Cristo dá uma surra em Hitler para castigá-lo, mas acaba encontrando mais e mais prazer com a violência, terminando por tornar-se ele mesmo a própria besta. Sperling aprecia as coisas extremas e elementares: violência, sexualidade, exageros, a loucura cotidiana que ele exacerba com certo prazer pela provocação. Considerá-lo por isso o brincalhão malcriado da literatura brasileira é algo que se pode fazer devido à sua ainda jovem idade.



Entrevistas
-Entrevista para a rádio MEC com o colega Gabriel Pardal.

-Fiz uma pequena participação (entre 04:29 e 05:37) nessa edição do Globo News Literatura. No programa, Flávia Iriarte fala sobre a Oito e meio, e há também um depoimento do Marcelo Mirisola.
globotv.globo.com/globonews/globonews-literatura/t/todos-os-videos/v/veja-historia-de-duas-pequenas-editoras/2854020/ 

-Entrevista publicado no blog do Ciro Pessoa. Um pequeno trecho saiu na matéria da Folha sobre jovens autores surrealistas.
http://bloguedopessoa.tumblr.com/post/49864456155/festa-na-usina-nuclear-entrevista-com-rafael-sperling


Música
-Estreou em 2013 “Bonitinha, mas Ordinária”, baseado na obra de Nelson Rodrigues, com direção de Moacyr Góes. Fiz a trilha sonora do filme com Ary Sperling e Leonardo Sperling (e participação de Rogerio Meanda). O elenco contou com Leandra Leal, Letícia Colin e João Miguel, que ganhou o prêmio de melhor ator no festival Cine PE.
http://globofilmes.globo.com/noticia-661-filme-com-leandra-leal-e-joao-miguel-estreia-em-maio.htm 
http://www.youtube.com/watch?v=sifEgNekxAA 

-Coloquei mais algumas músicas no meu soundcloud. A primeira foi feita à partir da trilha de um curta para o qual fiz músicas. A segunda é uma música feita por alguém com problemas mentais (eu).
https://soundcloud.com/rafaelsperling/suite-ao-meu-redor
https://soundcloud.com/rafaelsperling/can-o-de-amor-love-song


???
-Atuei nesse teaser/curta do Cláudio Cabral, feito para divulgar o lançamento de seu livro. Ficou bizarro, mas enfim. Essa era a ideia.
http://www.youtube.com/watch?v=ZPFZ-a75DDM



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Matéria na Folha de S. Paulo

Em maio, participei de uma matéria na Folha de S. Paulo falando sobre jovens autores influenciados pelo surrealismo. A matéria pode ser lida aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/05/1272961-jovens-autores-se-enredam-por-um-novo-surrealismo.shtml



Vale lembrar também a matéria em que saí, em janeiro, no Valor Econômico, com pauta semelhante:
http://www.valor.com.br/cultura/2954552/surrealismo-inspira-escritores-brasileiros

Off Flip 2013

Participei, no dia 4 de julho, de uma mesa na Off Flip com Godofredo De Oliveira Neto, Miriam Mambrini e mediação de Valéria Martins. Conversamos com o público sobre o ato de escrever, nossos livros mais recentes (no meu caso, o único livro até então), e o começo da carreira (ou seja, no meu caso, como comecei a escrever aqui neste blog).
 


Último registro meu em Paraty. Retrata o momento em que achei uma caipirinha de dois dias antes, perdida no quarto da pousada.


terça-feira, 16 de abril de 2013

Entrevista - TV Senado (Leituras)





Entrevista para o programa Leituras, da TV Senado, exibido originalmente em 30/03/2013.

Falo sobre o Festa na usina nuclear, sobre a antologia É assim que o mundo acaba, sobre ser músico e sobre os livros que estou escrevendo (ou pelo menos tentando). (O arquivo do programa disponibilizado pela TV Senado veio com alguns problemas no áudio, infelizmente, mas dá pra assistir)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Revista Machado de Assis e mais





http://www.machadodeassismagazine.bn.br/edition-2/editions-text-fiesta-en-la-usina-nuclear.php 

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Participei de uma matéria do jornal Valor Econômico sobre surrealismo inspirando escritores brasileiros. Também participaram Juliana Frank, Reinaldo Moraes, Claudio Willer, Chiu Yi Chih e Augusto Guimaraens Cavalcanti.
http://www.valor.com.br/cultura/2954552/surrealismo-inspira-escritores-brasileiros


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Ainda em janeiro, gravei uma entrevista para o programa Leituras, da Tv Senado, com Maurício Melo Júnior. Quando for ao ar coloco aqui no blog.

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O meu conto Um homem chamado Homem saiu nessa nova publicação, Revista Roda.
http://issuu.com/revista_roda/docs/roda_zero_issuu


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

2012 revisitado

Após milhares e milhares de meses, cá estou eu outra vez para salvar o blog do abandono infinito. Faço aqui um resumo do que aconteceu de bom nos últimos seis meses do ano passado.


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Em dezembro, saí na antologia "É assim que o mundo acaba", da Editora Oito e meio, da qual participei com o conto "O juiz que queria ser artista plástico".


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Meu conto Amores e um século foi vertido para o inglês pela equipe do site Contemporary Brazilian Short Stories
https://sites.google.com/site/brazilianstories/brazilian-stories/loves-and-a-century

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Em setembro, mais uma resenha saiu, para o blog Catálise Crítica.
http://catalisecritica.wordpress.com/2012/09/02/festa-na-usina-nuclear-rafael-sperling/

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Saíram alguns contos meu no Germina Literatura
http://www.germinaliteratura.com.br/2012/rafael_sperling.htm

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Ronaldo Cagiano, em sua coluna no jornal Diário da Manhã, escreveu sobre literatura brasileira e o meu Festa na usina nuclear.
http://www.dm.com.br/texto/76345-o-bom-momento-da-ficcao-brasileira

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Participei ajudando na trilha da peça "K - Uma leitura d'O Castelo", do Moacyr Góes


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Participei do Labirinto Poético lendo alguns contos e tentativas de traduções minhas.




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Foi lançada a Revista Arraia PajéurBR, número 4, da qual participei com dois contos na "Contologia/Poemantologia", que vem junto com a revista. Essa é uma antologia de contos e poemas publicados no portal Cronópios.

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Saiu no Rascunho uma matéria bem legal sobre os atuais contistas brasileiros. Foram destacados 8 livros de todos os inscritos na categoria de contos do primeiro Prêmio Brasília de Literatura (2012), e dentre os 8 ficou o Festa na usina nuclear.
http://rascunho.gazetadopovo.com.br/painel-do-conto-brasileiro/

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A escritora Angela Dutra de Meneses escreveu em sua coluna comentando sobre a leitura do Festa na usina nuclear, dentre outros livros.
http://www.annaramalho.com.br/news/amigos-da-anna/angela-dutra-de-menezes/9966-usina-nuclear-medieval.html

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O projeto Humanidade 2012, que aconteceu em paralelo ao Rio+20, pediu a diversas personalidades brasileiras, como Fernando Henrique Cardoso, Caetano Veloso, Jô Soares, que indicassem livros para compor a Biblioteca Terezinha Gonzaga Ferreira, criada para o evento. Fiquei feliz em saber que o poeta Chacal indicou meu livro Festa na usina nuclear em sua pequena lista, que continha autores como Guimarães Rosa, Nabokov, Voltaire, e contemporâneos como Bruna Beber, Haroldo de Campos e Ferreira Gullar.

http://www.humanidade2012.net/noticia/veja-a-lista-completa-de-livros-indicados-por-34-personalidades-brasileiras-para-a-biblioteca-do-humanidade-2012/#.UQHQsPKKzTp

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Em julho, um comercial com música minha concorreu com outros do mundo todo na categoria competitiva "Portifolio", do Anima Mundi. Por acaso tem ele aqui no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ABMNDZipXgY

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Saí numa foto com o pessoal do Clube da Leitura, em uma matéria para o caderno Zona Sul, do Globo. Vale lembrar que saiu ano passado uma segunda antologia do coletivo, Clube da Leitura Vol II (Ed. Flâneur), da qual participo com um conto. Segue a matéria (a foto só saiu na edição impressa):
http://oglobo.globo.com/zona-sul/descubra-roteiro-da-leitura-coletiva-na-zona-sul-5726728


Além disso, apareço rapidamente nesse video do G1 falando sobre o Clube da Leitura: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/08/clube-da-leitura-vira-ponto-de-encontro-de-escritores-no-rj.html

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Abandonei meu antigo Myspace e agora estou usando o Soundcloud, colocando esporadicamente alguma música minha.
https://soundcloud.com/rafaelsperling



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um ano de Festa na Usina Nuclear + Análise filosófica

Dia 14 de junho fez um ano que o Festa na Usina Nuclear foi lançado. Nesse meio tempo aconteceu muita coisa legal: viajei, conheci gente interessante, publiquei em revista, jornal, fui convidado para antologias, dei entrevistas, algumas pessoas começaram a me apresentar como "escritor"... Assim fica até parecendo que eu sou escritor de verdade, e não um alucinado que só escreve maluquice. Minha dúvida é se há realmente alguma diferença entre uma coisa e outra.

Aproveitando a ocasião posto aqui uma espécie análise filosófica sobre o livro, que recebi semana passada, escrita pelo poeta e filósofo Felipe G. A. Moreira; acho que ficou bem interessante. O blog dele é http://aplasticabesta.blogspot.com.br/


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SOBRE O LIVRO FESTA NA USINA NUCLEAR DE RAFAEL SPERLING

Por Felipe Gustavo Alves Moreira


Minha “tese" sobre Festa na usina nuclear, de Rafael Sperling é que esse livro é “maravilhozinho” (na sua ingenuidade). Eu vou tentar desenvolver esse ponto pseudo-conceitualmente.


1. SE FESTA NA USINA DE RAFAEL SPERLING FOSSE UM ARGUMENTO
FILOSÓFICO...

Ele poderia ser pensando nos seguintes termos:

(1) Há uma mesmificação da sensibilidade.
(2) Há um non-sense onírico
(3) Há tensão entre (1) e (2).
(4) Há tensão entre (1) e (2) e isso é tudo.
Logo, a função do escritor é poeticamente porno-bem humoradamente explorar que (4) é
tudo que existe ontologicamente.

Chame esse argumento de Argumento Rafael Sperling.



2. JUSTIFICATIVA

Eu defino (1) mesmificação da sensibilidade como uma apreensão do mundo em termos gerais. Para descrever essa mesmificação da sensibilidade, Rafael Sperling “argumenta” que é preciso (a) rejeitar um dos procedimentos literários dos mais tradicionais (visto que mesmo na Ilíada e na Odisséia, pode-se encontrar esse procedimento), a saber: a descrição de personagens em termos de nome próprio (Aquiles, Don Casmurro, Diadorim, etc) e predicados que o singularizem (tipo “ponto fraco é o calcanhar”, “tem ciúmes de Capitu”, “é vesgo”, etc) e (b) abraçar um procedimento literário relativamente novo, a saber: descrição de personagens em termos gerais e predicados gerais. Eu afirmo que essa mesmificação da sensibilidade perpassa todos os contos. Veja a sequência de textos de “Um homem chamado homem 1, 2 e 3”. Mas considere frases de outros contos tais como “abraçou a pessoa” (p.38), “um homem viajou ao extremo oriente” (p.42), “a Secretária Loura, Bronzeada Pelo Sol, entornaria se estivesse com o Empresário Bem Sucedido De Gravata Azul De Listras Laranjas” (p.64). Eu defino (2) non- sense onírico como uma série de acontecimentos que não parecem seguir nenhum estrutura lógica e que (segundo o homem do senso comum que tem a sensibilidade mesmificada) não ocorrem no mundo real, mas apenas no sonho. Para descrever esse non-sense onírico, Rafael Sperling “argumenta” que é preciso seguir os surrealistas e conceber todo tipo de situação inusitada. Tipo: um bebê que quer transar com uma prostituta. Eu afirmo que esse non-sense onírico também perpassa todos os contos do livro. Ver p.38., p.46, p.64, p. 87, p. 93, p.98, p.101, etc. Se (1) e (2) estão presentes no livro, eu tomo como óbvio que existe uma (3) tensão entre eles. Os surrealistas dariam um passo além de (3) e defenderiam a tese surrealista que (1) é uma aparência; e (2) é uma essência e concluiriam que a função do escritor é revelar esse non-sense onírico que é a essência do mundo. É possível dizer que Rafael Sperling meramente repete ingenuamente a tese surrealista durante o livro todo. Mas eu quero fazer aqui o papel do leitor de boa vontade e aferir a Rafael Sperling uma maturidade literário / filosófica. Logo, eu vou dizer que Rafael Sperling tem consciência da tese surrealista e defende a tese surrealista sutil expressa pela premissa (4): i.e., só há tensão entre (1) e (2), mas o primeiro não é uma aparência que esconde uma essência determinada por (2); (1) e (2) são tão aparentes quanto essenciais; o embate entre eles é tudo que há.


3. MAS É ÓBVIO QUE FESTA NA USINA DE RAFAEL SPERLING NÃO É UM
ARGUMENTO FILOSÓFICO...

Rafel Sperling não é filósofo. Ele não quer provar o Argumento Rafael Sperling. Na verdade, ele propõe que experienciemos esse argumento esteticamente. Logo, não adianta avaliar essas premissas epistemogicalmente (p.ex., em termos de verdadeiro e falso), ou eticamente (p.ex., em termos de bem e mal, ou certo e errado, etc.). É preciso avaliar essas premissas esteticamente. Um modo de fazer isso é pensando essas premissas em termos de saúde e doença qualitativas. Pense em saúde qualitativa como um evento mental intrinsico experienciado como fortunado a partir do ponto de vista da primeira pessoa: um whatitisliketobe (ou comoéqueéqueéser) evento mental com um valor não verbal positivo. Pense em doença qualitativa como um evento mental intrinsico experienciado como desfortunado a partir do ponto de vista da primeira pessoa: um whatitisliketobe (ou comoéqueéqueéser) evento mental com um valor não verbal negativo. De agora em diante, entenda saúde e doença nesses termos definidos acima.


4. NOVE EM DEZ ARTISTAS RESPONDEM AO QUE EU FIZ ACIMA
EXPRESSANDO UMA SAÚDE PARA ELES (MAS UMA DOENÇA PARA MIM)
QUE DIZ QUE...

“Puxa, eu não tinha pensado nisso; mas o fato de você ter pensando não importa. Porque eu sou um artista a-conceitual, que meramente intui tudo aquilo que é e permite que qualquer um desenvolva todo tipo de leitura sobre a minha obra, que é necessariamente aberta; falar meramente Like no facebook ou qualquer outra coisa seria uma apreensão tão interessante quanto a sua para mim”. Chame essa de a Resposta do Artista Cretino. Eu acho que Rafael Sperling pensa assim, porque quase todos os escritores e artistas atuais pensam assim e não há nada em seu livro que aponte para uma outra posição do artista. Mas eu não posso dizer com certeza se Rafael Sperling pensa ou não pensa assim. Então...


5. SE RAFAEL SPERLING ACEITA A RESPOSTA DO ARTISTA CRETINO
COMO SAUDÁVEL, EU DIRIA...

Eu também participei da Escola da Arte de Salvador Dali e se você acha dogmaticamente que tem as intuições do bom escritor, eu me acho gênio e tenho as intuições a-conceituais do gênio; se você se acha gênio, eu me acho Deus e tenho as intuições a-conceituais de Deus; se você se acha Deus, eu me acho um Deus superior; se você se acha um Deus superior, eu me acho DEUSES SUPERIORES.... E se eu soubesse que você acredita nessa lenga-lenga, eu não teria escrito nada. Porque eu já cheguei a conclusão que não vale a pena escrever esse tipo de texto para artistas que seguem caninamente a resposta do artista cretino sem perceber que ela meramente repete dogmas modernistas. Entre artistas cretinos, é preciso se tornar um artistas cretino também tal como eles e ficar fazendo guerra de ego.



6. MAS SE RAFAEL SPERLING NÃO ACEITA A RESPOSTA DO
ARTISTA CRETINO COMO SAUDÁVEL E COMPARTILHA A
SAÚDE (OU, DEPENDENDO DA PERSPECTIVA, A DOENÇA) DE
QUERER CONCEITUALIZAR OBRAS DE ARTE E DISCUTI-LAS
CONCEITUALMENTE COMO EU TENTEI FAZER AQUI, EU DIRIA...

Que eu o considero como um aliado no nível meta-artístico. Considerando que nível meta-artístico engloba todo tipo de apreensão da arte; da crítica acadêmica ao jornal, do facebook ao mercado editorial, etc.


7. MAS NO NÍVEL ARTÍSTICO / FILOSÓFICO...

Minha objeção poético / filosófica é que a ontologia que o Argumento Rafael Sperling nos propõe experienciar artisticamente é muito (para falar como Quine) desértica ou (para falar como Heidegger) pobre de mundo. Eu classifico como ingênua a premissa (4) Há tensão entre (1) e (2) e isso é tudo –– note que eu assumi que ele não é ingênuo de assumir meramente a tese surrealista, meu ponto é que mesmo a tese surrealista sutil é ingênua. A premissa (4) é tão ingênua que o maravilhoso vira um “maravilhozinho” que reduz a pluralidade do mundo a algo muito simples. Há tensão entre (1) e (2), mas isso não é tudo que há: há mais coisas entre o céu e a terra que a vã filosofia / poética de Rafael Sperling explora. Eu tomo essa posição porque eu assumo que (a) tudo que é concebível (isto é, que não envolve contradição), existe fenomenalmente no mundo atual. O âmbito do concebível é quase infinito. Ele não se reduz a uma mesmificação da sensibilidade como Rafael Sperling parece acreditar, ainda que essa também exista; (b) tudo que é inconcebível (isto é, que envolve contradição), existe fenomenalmente no mundo atual. O âmbito do inconcebível também é quase infinito. Ele não se reduz ao non-sense onírico como Rafael Sperling também parece acreditar; (c) tudo que é vago (impossível de determinar se é concebível ou inconcebível), existe fenomenalmente no mundo atual. O domínio do vago também é quase infinito, mas Rafael Sperling parece negar sua existência –– ver, sobretudo, o conto Lado Obscuro das Emoções nesse viés, conto no qual ele não considera que existe a experiência fenomenal de sentir-se, por assim dizer, estranho, sem saber se melancólico ou alegre; (d) a conjunção de (a), (b) e (c) é tudo que existe. Logo, a função do poeta é descrever não apenas porno-bem humoradamente, mas também depressivamente, conceitualmente, violentamente, constrangedoramente... e de todos os modos concebíveis, inconcebíveis e vagos que existem (d). Chame (d) de ontologia barroca e oponha (d) à ontologia desértica / pobre de mundo de Rafael Sperling.



CONCLUSÃO

Festa na usina nuclear, de Rafael Sperling, é “maravilhozinho” (na sua ingenuidade).