domingo, 29 de agosto de 2010

O que você disse mesmo?

-Pra mim você é o oceano, te amo, minha deusa. Oh, minha guerreira da libido, minha vida! Meu amor!

Então exibi meu falo duro e lubrificado. Enfiei-o até sua garganta, largando minha porra onírica e caleidoscópica, construindo imagens de esperma no céu da cidade.

-Vamos, vamos todos fazer a Revolução Russa; nós, os soviéticos, vamos emparedar os inimigos, comê-los.

Começamos comendo seus cus, e depois suas bocetas aladas ornadas de diamantes negros que fariam sua tia velha ejacular. Mas por mais esdrúxulo que isso pareça, a ejaculação feminina é um fenômeno real.

-É, e é por isso que na minha lira de ódios fúteis muitas vezes não falo! Não. No hablo español. Hablo "piroquês".

E o falo grande e rijo entoou um poema sobre gozo e morte. E por fim, transaram até morrer.


***


Este texto foi criado em parceria com Flavia Doria e Álvaro Antunes, utilizando a tecnica surrealista conhecida como "exquisite corpse", na qual cada um dos participantes escreve por turno em uma folha de papel, a dobra para cobrir parte da escritura, e depois a passa ao seguinte participante para outra colaboração.








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Vejam no Desce Mais Um:
http://descemaisum.blogspot.com/2010/08/amor-profundo.html
Amor Profundo
Por que os amores são assuntos públicos

27 comentários:

ircveg disse...

eu não sabia que essa técnica tinha nome. mas até que fez bastante sentido.

Paulo Vitor Cruz disse...

hum, q doido isso... nunca experimentei (e nem sabia da existênica...) dessa técnica... bacanaço isso..

*feliz final de semana..

abraço grande.

Athila Goyaz disse...

Gostei da técnica, uma vez escrevi um texto com um amigo, cada um escrevia uma parte e passava adiante, sendo que ficávamos mudos, só escrevendo. kkkk

Ray Siq disse...

Muito interessante essa forma de colaboração, deu um bom resultado ahhaha
curti

Beijoo :*

Paulo Braccini disse...

o falo grande e rijo entoou um poema sobre gozo e morte. E por fim, transaram até morrer.

adorei esta tal "exquisite corpse"

bjux

;-)

Joana disse...

Eu e minha turma na escola escreviamos neste metodo, mas não tinha nome, e não ficava tão bom.

É um prazer reve-lo, devo acrescentar =]

jefhcardoso disse...

Rafael, o amor é como o metal mais precioso, a pedra mais rara, o acontecimento mais solene de uma vida.

*O amor pode ser drama, porém eu particularmente prefiro a comédia de amar.

*Era para discursar, mas eu apenas olhei. Deixei-a interpretar o discurso do meu olhar.
http://jefhcardoso.blogspot.com

Tatá R. da S. disse...

Achei romântico. hahaha.
Mas quero brincar disso tambéééém!!! ioi
Beijos.
Ps.: E sim, a ejaculação feminina é real. xD

flaviadoria disse...

NO HABLO ESPAÑOL. HABLO PIROQUÊS!!

Álvaro disse...

Ouviu Rafael?! A ejaculação feminina é real. ( depois dessa eu já pedia o telefone.)

Tiago Fagner disse...

Bom Rafael, realmente você tem algum trauma sexual a resolver que nem Freud explica. hahahahaha
Mas consegui fazer estórias loucas e interessantes com isso. Abraço!

Anônimo disse...

Seria cômico se não fosse tão ridículo. Quem monta blog deveria ter pudor e postar apenas o que é bom. Eu teria vergonha de assinar textos tão.... tão... não tenho adjetivo pra isso.

Rafael disse...

Deixo uma resposta ao anônimo que comentou aqui, no presente post:

"Seria cômico se não fosse tão ridículo. Quem monta blog deveria ter pudor e postar apenas o que é bom. Eu teria vergonha de assinar textos tão.... tão... não tenho adjetivo pra isso."

e o no post anterior, no qual escreveu:

"Antes de ousar fazer algo surrealista, você deveria ler um pouco de Benjamin Péret, no mínimo. Caso o fizesse, teria vergonha de postar tais aberrações literárias; o que vejo nos seus textos é apenas uma infantilidade que está em busca de significado a partir da distorção da forma."

Bom, gostaria de agradecer a recomendação de leitura; ficarei feliz se puder indicar, caso veja esta resposta, alguns livros específicos do Benjamin Perét, ou até mesmo de outros escritores que acredite serem relevantes no que se trata de arte/literatura surrealista.

Creio que você tenha todo direito de não gostar do que fiz, e inclusive acho que comentários negativos podem ser produtivos em termos de direcionamento para artistas em geral, seja qual for a sua área.

Muitos dos textos deste blog são de certa forma pequenos experimentos, os coloco aqui justamente para observar a reação dos leitores, sejam eles do mundo real ou virtual; gosto de jogar com a interatividade que o formato blog proporciona, essa troca muito rápida que se faz possível entre leitores e escritores.

E creio que as pessoas devam "ousar", como você disse, na hora da criação artística. Um artista deve, sim, ler, estudar e se informar sobre o que faz, mas não deve ficar parado esperando a chamada a tal "maturidade artística" chegar, guardando suas obras na gaveta, se precavendo de mostrá-las ao mundo. E não, eu não acredito ter chegado nessa tal maturidade artística, caso queira saber.

Os textos que escrevo são muitas vezes aberrações, mas no sentido mais positivo da palavra, na minha opinião, pois é justamente essa minha intenção. Embora seja influenciado, não tenho nenhum comprometimento com o surrealismo, dadaísmo, ou seja lá o que for. Faço o que acho interessante, instigante e provocador. Se você foi provocado pelo texto, (como aparentemente foi) já fico satisfeito. E se você julga meus textos por algum padrão/limite artístico (se é ou não surrealista, por ex.), apenas digo que talvez esteja olhando pelo ponto de vista errado; talvez não seja surrealismo o que estou me propondo a fazer, talvez seja alguma outra coisa, não faz diferença pra mim; simplesmente estou buscando, no caso particular do texto anterior, a total falta de significação, embora apresentando elementos recorrentes ao longo do texto. E, sinceramente, não estou muito preocupado na correta "classificação" do que faço, seja música ou literatura.

Ora, anônimo, não leve as coisa tão a sério. Caso não tenha notado, textos como o do presente post são uma brincadeira - aliás, foi assim que ele e muitos outros que não estão aqui reproduzidos foram criados: numa mesa de bar, entre amigos, com muitas risadas, e sem o objetivo de criar uma obra de arte séria(?), que é o que você aparentemente imaginou que eu estava fazendo.

Gostaria de convidá-lo a ler outros textos do blog, e que deixe registradas suas impressões.

Abraço,
Rafael Sperling

Daninha disse...

Hablo "piroquês". oapsk'

Natália disse...

Não conhecia essa técnica, achei muito interessante :D bj

Joana disse...

Arrazou pro anônimo. =o

Paulo Braccini disse...

Voltando só para registrar minha solidariedade com sua resposta ao Senhor Anônimo ...

Só pelo fato de alguém se apresentar para fazer qualquer critica a outrém se escondendo no anonimato já diz muito da pouca importância q ele merece.

bjux

;-)

Dorly Neto disse...

Quem posta como anônimo nem merece sua consideração cara, não esquenta cabeça.

E, no mais, essa "porra" de texto ficou muito boa! Metáforas sexuais + ideológicas + cômicas são um estilo literário muito interessante de explorar.

Te admiro, principalmente por não conseguir escrever coisas assim.

Quando eu crescer quero ser igual a você, ou pelo menos aprender a tocar piano, ahahahaha.

Um abraço, e mande os anônimos para o olho do inferno.

Zi. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zi. disse...

Bom... eu teria vergonha de fazer comentários anônimos, acho "tão... tão...não tenho adjetivo pra isso. " (rs) enfim...

.
.


Rafael,
Eu estou aqui brincando de adivinhar quem escreveu o quê... rs
Bem que isso não importa... é que a minha cabeça é viciada em simetria.

Isso é divertido!
Beijos!

Elton... disse...

Gostei, e encaixou direitinho, hehe.

Rebeca Amaral disse...

Adorei isso aqui. Viajei bonito.

Marcella Leal disse...

Nossa, que coisa mais profunda, transar e morrer e enfiar algo duro e lubrificado na goela de alguém, nossa, que emoção.

Beijos

Mai disse...

Não sei se o nome da técnica é definitivo, mas foi uma 'orgia literária', Rafael.

abraços

Mai disse...

E obviamente surreal.

Mente Hiperativa disse...

Não sabia do nome da técnica, também continuo sem saber se é verdade ou se é mais uma doidisse da tua cabeça.

Mas o texto ficou bom, surreal-erótico!!! rsrsrs

Rob Novak disse...

Um perfeito ménage a trois literário.
Parabéns.
Abraço.